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terça-feira, 27 de abril de 2010

A Cruz Pela Celebridade

“E subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os seus doze discípulos e, no caminho, disse-lhes: Eis que vamos para Jerusalém, e o filho do homem será entregue aos principais dos sacerdotes e escribas, e condena-lo-ão à morte. E o entregarão aos gentios para que dele se escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará. Então se aproximou dele à mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o e fazendo-lhe um pedido. E Ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: dize que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino” (Mat.20:17a21)

Jesus enfrentava suas últimas horas de vida. Sobre seus ombros pesavam a dor e a angústia que daí a pouco sofreria no Gólgota. Eram instantes de profunda reflexão e intenso silêncio em sua alma. Subia ele para Jerusalém. Caminhava solenemente para o momento maior que o havia trazido ao mundo. Passos dolosos. Derepente se volta, olha para trás, enxerga seus discípulos. Quis compartilhar a sua dor. Pensava que teria a comoção dos seus seguidores. Explica-lhes com detalhes a situação. Conta até mesmo seu triunfo: ressuscitaria. Mas, ao invés da expressão de dor nos rostos, contempla apenas indiferença. Não... aquele momento seria só seu mesmo. Ninguém iria estar com ele. O pastor seria ferido e as ovelhas se dispersariam.

De repente uma mulher se aproxima do Senhor. Ele a reconhece. Era a mãe de dois dos seus discípulos João e Tiago, aliás, dois destacados discípulos que tinham o apreço do Mestre. Ela interrompe a dramática narrativa de Cristo sobre sua paixão, morte e ressurreição e lhe faz um pedido: “...Dize que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu Reino”. Era uma mãe preocupada. Tinha ela todas as razões para pedir isso a Jesus, pois como mãe acompanhava a renúncia dos filhos, excelentes profissionais da pesca, para seguir o Mestre, então, nada mais justo do que terem a primazia no futuro reino de Cristo.

O pedido até que foi justo, mas foi feito fora de hora. Não era um momento propício para um pedido como esse, afinal, Jesus estava falando de sua dolorosa morte, enquanto ela e seus filhos já se ocupavam de uma eventual posição no Reino de Deus.

Estavam pouco preocupados com a cruz, com a morte, nem com a ressurreição de Jesus, que sem dúvidas, seriam as molas mestras do cristianismo. Eles não pensavam em Cruz, pensavam em honrosas posições, pensavam nas vantagens que poderiam ter, pensavam nas celebridades que se tornariam com o futuro reino de Israel, capitaneado por Jesus.

Penso neles como penso em muita gente hoje, tem pouca ou nenhuma intimidade com a cruz. Pensam no evangelho como um meio e não como um fim. Pensam num Cristo que lhe traga vantagens, prosperidade, glória, fama e ufania. Esse é o evangelho atual que muitos vivem, e o que mais dói, é que isso vem de gente que deveria entender de cruz e não de fama e celebridade. Gente que está na dianteira, na vanguarda.

Não é à toa que o próprio Senhor Jesus, ao chamar João e Tiago para integrarem o colégio apostólico, lhes deu um nome, que soava como um apelido até: Boanerges, que significa: Filhos do Trovão (Mc3:17). No mínimo, eram barulhentos e queriam sempre a dianteira em tudo. Talvez pensassem que com Jesus se ganhasse no grito. Enganaram-se redondamente.

A maior prova, foi no episódio dos moradores da aldeia samaritana que não receberam a Jesus. O mestre ouviu de João um palpite no mínimo inusitado: “...Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?” (Luc.9:54). Invocaram a Bíblia e sua suposta superioridade no Reino para amaldiçoar pessoas. Mostraram que queriam ser grandes para isso. Para serem intocáveis e viverem acima do bem e do mal.

Sinceramente, estou farto de gente desse tipo. Arrogantes espirituais que se sentem intocáveis. A qualquer infortúnio invocam a Deus para amaldiçoar quem se levante contra “seu ministério”. Para eles, Deus é nada mais nada menos que seu patuá ou amuleto de sorte para defendê-los de opostos. Citam desenfreadamente como se fosse um veredicto final: “não toqueis nos meus ungidos”. Esquecem-se que os ungidos para serem ungidos, tem que no mínimo ter a unção do Espirito de Deus, e não uma massagem ministerial nas suas cabeças. Sei que vou chocar, mas fazer o que. É a realidade atual. Para essa gente, vale o que Jesus respondeu para os filhos do trovão: “...Vós não sabeis de que espirito sois”.

A Busca Pela Celebridade

Só pode mesmo ser os momentos finais que a igreja de Cristo está vivendo. Parece que buscar a fama a qualquer preço não foi só coisa da “Darlene” não. (Uma personagem inescrupulosa de uma novela global que buscava a fama a qualquer preço). Isso é real entre nós.

Posso parecer amargo e pesado, mas é real. Olhe para o púlpito de sua igreja. Veja quantas pessoas passam por lá cantando ou pregando, e depois correm na porta do templo para vender seus CDs e DVDs. É bem verdade que existe gente séria que só quer adorar a Deus e ganhar almas, mas a maioria só quer vantagens que a cruz de Cristo oferece, se esquecendo que Jesus disse que temos que levar nossa cruz também. E levar a cruz exige renúncia, e uma vida de obediência e humildade.

Dias desses recebi um telefonema de um moço se dizendo líder de jovens de sua igreja, me perguntando se tinha agenda para pregar em sua festa. Disse que sim, e a partir daí, fui bombardeado por inúmeras perguntas com respeito a mim e meu ministério. Até ai tudo bem, afinal, quem não é conhecido (ou celebridade), precisa de certas formalidades. Mas o que me doeu, foi uma pergunta que ele me fez: “Pastor, você já pregou alguma vez na festa dos Gideões?" (uma mega festa de missões que acontece no sul do país). Eu disse que não tive esse privilégio ainda. Ele então me disse que seria complicado me indicar para seu pastor, pois não tinha pregado lá. Eu argumentei dizendo que tenho um ministério já de 20 anos, mesmo tendo só 40 anos de idade, dei a ele o telefone do meu pastor, da minha igreja, para qualquer recomendação, mas não teve jeito, eu nunca tinha pregado nos Gideões.

Desliguei o telefone perplexo. Nunca imaginei que um pregador da Palavra fosse medido por ter acrescido em seu currículun uma ministração em determinado lugar. Pensava que o diferencial fosse a unção do Espirito, milagres, conversões de almas, pois isso Deus sempre foi benévolo comigo, mas mudou muito hoje. Fazer o que... Tenho que tocar a vida.

Querido e amado irmão, entenda que o importante para o Senhor Jesus não é a fama ou engrandecimento de nomes humanos. Para Jesus, o que vale é o reconhecimento de seu senhorio que vem pela cruz e o Calvário. O resto se dilui no seu Reino. Não faça como os filhos do trovão, que queriam a primazia no Reino e não queriam ouvir e nem discutir o caminho da cruz que Jesus como bom soldado aceitou. A estrela é Ele. A glória é Dele, somente Dele. O resto é resto.

Vosso Conservo
Pr. Josias Almeida
josiasalmeida33@hotmail.com

O Barulho da Sua Volta

O Senhor sempre se manifestou com intenso barulho entre o povo. Na sua teofania sempre Ele veio com barulho:

Terremoto: (Num.16:31,32)
Vento: (Ez.37:9)
Tempestade: (Sal.29:3)

Na sua volta haverá barulho, da mesma forma haverá barulho:

1) O abalo de Heb.12:26, é a repetição de Ex.19 quando Deus desceu com intensa glória no Sinai. E Deus diz que voltará a abalar a terra. Veja se isso não causará alvoroço e barulho:

a) Sumiço de gente do mundo todo.
b) Aparecimento de um governo mundial

2) Em I Tes.4:16, mostra mais três coisas que farão barulho:

a) Alarido: Grito militar que indica comando. Jesus gritará para suas hostes: É hora de buscar a igreja.
b) Voz de arcanjo: Miguel virá na frente para guerrear contra as hostes do mal que tentarão segurar a igreja.
c) Trombeta de Deus: A última trombeta soará indicando a ressurreição dos mortos em Cristo. Será para os mortos.

3) Em Mat.25:6 nos mostra ainda o clamor do Espírito Santo a meia-noite, despertando os crentes para o arrebatamento. E aqui está um grande perigo, pois, talvez para alguns será tarde demais para ouvir esse clamor. O clamor do avivamento final será ouvido por aqueles que ainda tem reservas de azeite. É hora de despertarmos do sono espiritual...Mt 25.1-13; I Tes 5.6,7.

Mensagem ministrada no encontro jovem da AD em Monte Mor/SP

Tesouros em Vasos de Barro


Introdução: Em um processo de seis dias, Deus criou o mundo, culminando com a criação do homem, a quem constituiu como a glória máxima de toda Sua obra:

a) Criando-o à sua imagem, conforme a sua semelhança (Gen.1:26)

b) Dando-lhe domínio sobre todas as coisas (Gen.1:28)

c) Colocando-o como coroa de sua criação (Sal.8:5)

d) Fazendo-o pouco menor que os anjos (Sal.8:5)

A matéria prima utilizada por Deus para a criação desse ser, foi o desprezível pó da terra. Deus tinha a sua disposição outros materiais para faze-lo, tais como:

a) Ouro (Gen.2:12) - Não o fez de ouro pois o mesmo simboliza a sua glória, e Ele não a dá a ninguém, e para lembra-lo que ele não é nada (Is.42:8, Ec.12:7)

b) Prata - Esse minério simboliza a redenção e, o homem, por mais bem intencionada e melhor posicionado socialmente, nunca, jamais a conseguiria com seus méritos ou esforços pessoais (Sal.49:6a8).

c) Pedras Preciosas - Simboliza a ação do Espirito Santo, e o homem, jamais conseguirá produzir algo para Deus sem o seu indispensável auxílio (Sal.51:10,Luc.4:18).

O crente em Cristo é representado na Bíblia como um vaso:

· "Disse-lhe porém o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel (At.9:15).

· "Ou não tem o Oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para deshonra?" (Rom.9:21).

· "Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra" (II Tes.4:4).

· "De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso de honra, sanficado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra" (II Tim.2:21).

VASO DE BARRO - simboliza a fragilidade humana, e o imenso poder de Deus, que a qualquer momento pode quebra-lo e o refazer segundo a sua vontade. Veja o exemplo de Jeremias na casa do oleiro: "...tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que parecem bem fazer" (Jer.18:4).

Os vasos nos tempos bíblicos, não eram como atualmente, usados mais como adereços e enfeites domésticos, pois eram usados como recipientes e depósitos. Os mais feios eram usados até mesmo como depósitos de lixo, daí a expressão de Paulo: "...uns para honra e outros para deshonra" (Rom. 9:21).

Os vasos da casa de Deus tem muito valor, pois o rei Belssazar foi duramente castigado pelo Senhor, ao usa-los no seu "carnaval" imoral e pecaminoso (Dan. 5:2).

Existe apenas um fator determinante, que mostra qual é para Deus o vaso que tem mais valor na sua casa: O que tem mais azeite (Mat.25:1a10).

O que tem feito mais falta hoje na igreja do Senhor, é os vazos para serem cheios, pois o azeite é ilimitado e está a jorrar abundantemente: "...e sucedeu que, cheios que foram os vazos... Então o azeite parou" (II Rs.4:6).

Mensagem ministrada na manhã de avivamento da AD de Betim/MG

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vivendo Acima do Sistema

Esses pensamentos vieram a mim em um simples quarto de hotel, numa cidade do interior de São Paulo, depois de ministrar em um abençoado evento, e pedir a Deus que fizesse algo diferente naquele conclave, pois, sinceramente, não suporto mais a mesmice e o marasmo que tomou conta da igreja.

Você já reparou que tudo parece caminhar para uma vala comum? As pessoas parecem que se acostumaram com os iguais que tem acontecido, e penso que isso é prejudicial. Existe um modo de pensar comum, que aqui vou chamar de sistema, e se você não se adequar ou se adaptar a ele, você será alijado, ou excluído do contexto.

Tenho visto e ouvido, intrépidas vozes se calarem repentinamente e caírem no comum, e reservadamente admitirem, que se assim não fizessem, seriam silenciadas por “forças maiores”, que prefiro nem saber quem são. Tiveram que fazer concessões para continuarem. Isso é forte leitor amado, e muito sério também.

Pensei no profeta Elias, que teve que surgir do nada. Cadê sua família? De onde veio? Quem era ele? Quase ou nada se sabe. Apenas que não estava satisfeito com o sistema, e resolveu, no nome do Senhor desafiá-lo.

Onde estavam os sacerdotes, responsáveis pela pureza religiosa? Estavam comprometidos com o sistema, a mercê da impiedosa Jezabel, seguidora de Baal. Onde estavam os levitas? Se não estavam comprometidos, ao menos inseridos no sistema estavam. Acomodaram-se ao sistema, e achavam incômodo desafiá-lo. Então aparece Elias. Sem tradição, sem peso político, sem a tradicional cultura hebraica, oriundo de um local sem vocação para revelar profetas, mas inflamado por uma força e desejo de revelar as mazelas e fraquezas do... SISTEMA.

É sempre assim. Deus não iria usar alguém que estava amoldado ao sistema. Era difícil para alguém lá de dentro, abrir mão de certas vantagens e comodidades que esse sistema oferece. É só você entrar na dele que tudo se resolverá para você.

Penso que Deus só poderia usar Elias mesmo. Ele era profeta. E de profeta a gente sempre espera uma voz áspera, um olhar rude. Gestos agressivos denunciando inflamadamente tudo. Era esse o pensamento de então. Tanto que bem mais tarde, quando Jesus usa o Dom da ciência ante a mulher samaritana e passa a sua vida a limpo, ela admira-se: “...Senhor, vejo que és profeta” (Jo.4:19). O profeta era sempre considerado alguém fora de moda. Ranzinza. Fora dos padrões normais de então. Ele era alguém fora do sistema, e alguém com quem as pessoas tinham pouco contato.

Todos nós sabemos, que é muito mais simples e fácil se calar em meio as dificuldades. Todos nós queremos comodidade. Mas a comodidade faz parte do sistema, e no sistema, está Jezabel, está Acabe, está os desviados israelitas que seguiram ao rei. Se você ficar contra eles, ficará sem dúvidas com o pesado ônus de ser oposição. Ser profeta.

Você poderá até por um momento ser admirado e aplaudido, mas terá que contar apenas com Deus. Os abraços e tapinhas nas costas serão apenas uma forma de te atrair para eles. Mas cuidado. A mão que afaga, é a mesma que apedreja. Você estará sempre no fio da navalha. O sucesso, aplausos e louros, caminharão por uma tênue linha juntamente com as pedradas e os ultrajes. Conte apenas com Deus.

Daniel teve que aprender isso. O sistema era muito forte. De nada adiantava ele salvar o rei, o reino, os súditos, mostrar toda a sua graça. Ele não era comprometido com o sistema, e por isso, vez ou outra, era obrigado a deixar que o impulso profético o dominasse. SOMENTE QUEM TEM O ESPIRITO PROFÉTICO SE POSICIONA CONTRA O SISTEMA!!!

Não há interesse no sistema, que alguém fora dele prospere. Não senhores. Todo impulso tem que vir de dentro para fora. Pelo menos não ameaçarão eles. Há um compromisso interno de nunca desafiá-los, enquanto que quem vem de fora, quererá questioná-los, saber coisas que não podem saber, e implantar suas idéias e ideais. Então vai parar na cova dos leões.

SOLIDÃO

Você terá que aprender a conviver com a solidão. Elias questionou isso com Deus. Tentou lançar em rosto contra o Criador esse fato de ter que lutar sozinho contra o sistema, que tinha vindo de fora e corrompido a nação: “E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, por que os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram teus profetas à espada, e só eu fiquei , e buscam a minha vida para a tirarem” (I Reis19:14). (O grifo é meu).

Estar sozinho contra o sistema não é fácil. A minoria é algo que incomoda a gente. Dá a impressão de estarmos errados, no caminho oposto. Mas o caminho é esse. É andar na contramão do sistema. É chocar-se contra os ideais dele.

Quando Deus dá a Elias a resposta que existiam na nação sete mil joelhos que não se dobraram a Baal, e, que existia um remanescente fiel a Ele (I Reis19:18), me veio a tona um pensamento. Era caso do profeta questionar: "Mas Deus, onde eles estão que não se manifestam"?

Sinceramente, você poderá me dizer que não concorda com o sistema, mas não faz nada para desafiá-lo, sou forçado a dizer que você está cometendo outro erro: OMISSÃO. É isso mesmo. Não dobrar-se diante de Baal era até louvável, mas de pouca valia. Não adorar aquele ídolo era uma obrigação de Israel. Portanto estavam cumprindo apenas com o dever.

Mas onde estavam? Escondidos. Deus teve que trazer Elias para desafiar o sistema. Talvez você seja assim. Não concorda, mas não confronta. Não desafia. Nada faz para mudar as coisas. De nada adianta não dobrar os joelhos diante de Baal se não os dobramos diante de Deus também. Era necessário mais do que rejeitar a Baal, era necessário atitude de confrontação.

Vejo os sete mil que não se dobraram diante de Baal com menos valor do que os cem profetas que Obadias escondeu de cinqüenta em cinqüenta numa cova e os sustentou. Por que eles certamente desafiaram o sistema. Tornaram-se “personas non gratas” diante de Acabe e Jezabel, por isso tiveram que ser escondidos. Ao passo que os sete mil estavam soltos. Eram anônimos entre a multidão.

Elias reclamou da solidão. Não é fácil você ser uma solitária voz que clama no deserto. Numa época em que a visão global é supervalorizada, você se ilhar entre a multidão é terrível. Você quase que se tornará um ermitão. Sem problemas. Deus irá se agradar de você. Te dotará de forças. Pode ter certeza.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Treinando Com Leões e Ursos

Texto: I Sam.17:34ª37

Introdução: A gente costuma pensar no Davi que matou Golias. Pregamos sobre isto, meditamos, discorremos, mas pouco falamos que Golias não foi a primeira vitória de Davi. Esta foi a que deu notoriedade, mas antes de chegar a Golias, ele enfrentou algumas situações complexas também, que vou chamar de treinamento. Antes de Golias, Davi matou leões e ursos lá na solidão dos campos. Que lições tiramos desse episódio?

1) Davi teve que aprender que leões e ursos são perigosos.

a) Leões atacam para caçar e matar. É seu instinto ser assassino. Significam inimigos que vivem a espreita para destruir nossas vidas. Atacam por instinto, por natureza má mesmo.
b) O urso ataca para defender o seu território. Quando Davi ia com o rebanho para algum lugar, primeiro ele tinha que ir nas cavernas daquela região para se assegurar que não haviam ursos. Caso houvessem, era necessário matá-los, pois senão os ursos viriam contra o rebanho.
c) Antes de conquistar um território (casa, emprego, relacionamento, ministério...), é preciso matar os ursos que existam naquela região, defendendo-a.

2) Davi teve que entender que leões e ursos são batalhas solitárias a se vencer. No campo não tem holofotes, nem aplausos, nem torcida, nem incentivo. Campo é anonimato, solidão, só temos Deus como companheiro e uma harpa para salmodiarmos, aleluia!!! Ele poderia pensar: “Não tem ninguém aqui olhando... Deixa esse leão levar a ovelha embora, afinal, são tantas, uma não fará falta. Mas ele foi de encontro ao leão, o feriu (certamente com uma funda) e o matou. Da mesma forma como faria com o gigante mais tarde. (Leia Jer.13:5, para entender lições de treinamento).

3) Davi teve que aprender que experiências solitárias devem ser contadas no momento certo. Só vemos Davi relatando a morte de leões e ursos a Saul. Nem seu pai (para não provocar falsas expectativas), nem seus irmãos (para não provocar ciúmes e nem parecer gabola) sabiam disso. Contou apenas ao rei Saul para convencê-lo de seu curriculun. Cuidado a quem você conta suas experiências espirituais. Nem sempre será entendido.

4) Davi teve que aprender que não se muda armas dependendo do inimigo. Ele não quis a armadura de Saul. Preferiu as suas próprias (cajado, funda e pedras) que eram frágeis aparentemente, mas havia dado certo com leões e ursos. Por que não poderia dar certo com gigantes? Tem pessoas que são simples e humildes quando estão no anonimato, porém quando chega a honra de Deus, mudam seu comportamento. Continue usando a arma que Deus te outorgou.

Mensagem ministrada dia 16/04 em nossa igreja, no culto da família.
Pr. Josias Almeida
16/04/10

terça-feira, 13 de abril de 2010

Da Teoria a Prática

Tudo havia acontecido muito rápido. Parece que era ontem mesmo que Eliseu lavrava seus vinte e quatro bois, quando de repente, praticamente do nada, aparece a figura eremita do profeta Elias. Certamente o susto foi grande, e antes mesmo de Eliseu recuperar-se, o famoso e renomado profeta lança sobre suas costas sua própria capa. "Meu Deus, será que é isso mesmo?", deve ter pensado Eliseu, sabendo muito bem o que representava aquilo. ERA NADA MAIS NADA MENOS DO QUE TRANSMISSÃO DE AUTORIDADE PROFÉTICA! A UNÇÃO DE ELIAS ESTAVA SENDO TRANSFERIDA PARA ELISEU!!!

Interessante que Elias faz esse gesto, cheio de simbolismo espiritual, e segue adiante - tinha ainda mais duas missões a cumprir (que aliás, não cumpriu): ungir Hazael rei sobre a Síria e Jeú rei de Israel (I Rs.19:15,16). Eliseu teria que discernir e reconhecer o significado daquilo.

Quem sabe no coração do jovem Eliseu, tenha passado muitas dúvidas. A pessoa mais indicada para aquele mister, de suceder Elias, seria alguém lá do "rancho dos profetas", alguém que tivesse no mínimo uma iniciação ministerial ou profética. Seria em nossos dias modernos, jovens seminaristas, com inclinação vocacional.

Mas Deus sempre surpreende nesse quesito. Ele faz questão de escolher do jeito Dele. Ele não abre mão dessa prerrogativa, Dele mesmo escolher seus obreiros: "Jesus subiu a um monte, e chamou a si, os que Ele quis, e vieram a Ele" (Mac.3:13) ( grifo do autor). É quem Ele quer. Não adianta apadrinhamentos, nem vontade familiar, é quem o Senhor quer. Ele sempre prefere os incapacitados, para então capacitá-los, e não dividir Sua glória com ninguém.

Eliseu, que de bobo não tinha nada, discerniu imediatamente o propósito, e deixando os bois, correu atrás de Elias, não impondo nenhuma condição para seguí-lo, apenas fez um pedido: Queria despedir-se de sua gente e dar uma festa com seus aparelhos. A resposta que ele recebeu do profeta, nos faz pensar seriamente na urgência que Deus tem com a obra missionária: "...Vai e volta..." (I Rs.19:20). Deus não aceita atraso neste quesito.

Não Tinha Mais Volta


Para evitar qualquer repente emocional que poderia ocasionar a sua volta, Eliseu tomou uma corajosa decisão, de sacrificar suas reses e transformar os aparelhos de labor diário em churrasqueira, dando uma bela festa para o povo do lugar (I Rs.19:21). Isto significava que MESMO SE QUISESSE VOLTAR A ANTIGA PROFISSÃO, SERIA APENAS MAIS UM DESEMPREGADO, NEM FERRAMENTAS PARA O TRABALHO TINHA MAIS!!!

Ao assumir com Elias e com Deus aquele compromisso, e ao desfazer-se dos bois, transformando as ferramentas em churrasqueira, Eliseu estava tomando duas corajosas atitudes:

1-) Rompendo os Laços Humanos

Imagine o profeta passando por um lugarejo carente de mão de obra qualificada (boieiro era uma profissão rentável e muito apreciada na época), e recebendo uma proposta tentadora de trabalho. Poderia até ser tentado a desistir de sua inglória carreira de profeta e voltar para sua antiga profissão como os discípulos após a frustrante "morte de Cristo" que tomaram a decisão de voltar a pescar, liderados pelo frustrado Pedro. Se Eliseu quisesse fazer isto, não conseguiria, pois CADÊ AS FERRAMENTAS?

Oh! Como Deus precisa de gente assim nesses dias. Pessoas dispostas a renunciar laços de tradição, profissão, amizades e até familiares se for preciso, pagando o preço de viver uma vida na vocação e vontade de Deus.

Tem muitas pessoas (quem sabe até você que está lendo esta mensagem) debaixo de grandiosas promessas de Deus: Promessas ministeriais, promessas missionárias, poderosas promessas, que estão retidas com Deus, talvez já até atrasadas, pois o Senhor não viu ainda uma entrega total e absoluta. DEUS SÓ VAI CUMPRI-LAS NA SUA VIDA, QUANDO VOCÊ QUEBRAR AS VELHAS E ANTIGAS FERRAMENTAS!!!

2-) Tomando uma Estrada sem Volta

Era algo irreversível. Não tinha mais jeito de voltar atrás no compromisso com Deus. Era uma estrada sem volta, só tinha mão única. Ia e não voltava mais. Se tentasse voltar, voltaria na contramão espiritual: Atropelando e sendo atropelado. Qualquer pessoa que lança mão no arado e volta, vem pela contramão da vontade divina. É por isso que a obra de Deus tem sofrido, especialmente a obra missionária.

A obra de Deus sofre por que muitos homens, que pegaram essa estrada, caíram em laços de fracassos e pecados, e tentam voltar na contramão, atropelando e sendo atropelados. Se esquecem do que disse Paulo aos Romanos: "Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis". Deus dá e não toma de volta. Ele não se arrepende e nem revoga os dons e a vocação. Quando fracassamos, os homens caçam o título, mas Deus não. Coisa triste é a pessoa não ter mais o reconhecimento humano, Pode até ter o divino, pois Deus perdoa, mas o homem não perdoa. A chamada continua, os dons e a vocação continuam. Por isso, quem tem que cuidar de seu ministério é você. Quem tem que cuidar de seus dons é você. Quem tem que cuidar da sua chamada é você. Quem tem que cuidar de sua vida espiritual é você. E tenha certeza, Deus irá pedir contas do que fizestes com tudo isto (Mat.25:19).

A Escola da Vida


Eliseu nunca se assentou no banco da escola dos profetas, da qual o próprio Elias era o professor. Aprendeu diretamente com o profeta, na fonte. Mais do que teoria vocacional, teve a prática ocupacional.

O relato bíblico apresenta dois episódios realizados por Elias que certamente Eliseu presenciou: "...então se levantou , e seguiu a Elias, e o servia" (I Rs.19:21). Se ele estava a serviço de Elias, é de se crer que ele viu a dura repreensão do incansável profeta sobre Acabe, quando ele usurpou a vinha de Nabote, e também a morte de cento e dois homens queimados pelo fogo do juízo de Deus, sentenciado pelo profeta (II Rs.1:9a14).

Nesses dois acontecimentos, Eliseu pode perceber que teria um relacionamento conturbado com o poder. O sistema estava muito corrompido, e qualquer pessoa que quisesse obedecer à Deus, viveria em oposição ao sistema.

Foi necessário que ele tivesse visto tudo isso, pois se estivesse assentado lá no banco do rancho dos profetas, jamais saberia como lidar com aquelas confusas situações. Era necessário que ele viesse para o campo, aprender a vida ministerial prática e não somente a vocação teórica.

Hoje, quando a obra missionária sofre de crise de identidade, vemos pessoas preparadas teoricamente, mas trancadas em gabinetes, com esquemas e esboços preparados para entregar qualquer mensagem, em qualquer ocasião, mas que nada apresenta de prático. Nenhuma presença de conversões de almas. Muito blá, blá, blá, para pouca coisa. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Precisamos sair do rancho dos profetas e ir para a tutela de Elias, contempla-lo desafiando o poder, e não enamorado dele (foi assim que começou a derrota da igreja lá atrás, lembram-se?), contemplá-lo mostrando a graça e a coragem que há no ministério ao defendê-lo diante do incrédulo rei Acazias, que ao mandar consultar Baal-Zebube, deus de Ecron, recebeu do profeta uma desafiadora resposta: "...por que enviaste mensageiros a consultar Baal-Zebube, deus de Ecron? Porventura é por que não há Deus em Israel, para consultar sua Palavra?...".

Li recentemente uma matéria em uma grande revista de circulação nacional, que dizia que em muitos lugares no Brasil, principalmente no Nordeste, quando um foragido da lei não consegue ser encontrado, a polícia procura ajuda dos "pais de santos" para localizá-los, e segundo a revista, muito pouco se é resolvido com esse método.

Pensei cá com meus botões: Acho que se a igreja buscasse mais a Deus e entrasse numa ação mais profunda com o espiritual, o Espirito de Deus revelaria onde estão esses larápios, e nós a igreja tomaríamos a dianteira nesse aspecto espiritual: "Então foi revelado o segredo à Daniel numa visão de noite..." (Dan.2:19a). Eu creio em um Deus assim, se você não crê, muito pouco se poderá fazer por sua vida espiritual meu querido leitor. Você está vivendo um evangelho apenas teórico...

A Necessidade de uma Experiência Pessoal

Seria fácil para Eliseu viver toda sua vida à sombra do ministério de Elias. Mas o momento estava chegando, e se aproximava, em que Elias iria embora. Eliseu aprendeu toda a parte teórica da função profética, mas lhe faltava o toque final, de ter em sua própria vida tudo o que Elias lhe ensinara. E assim foi. Pregou os olhos em Elias e não desgrudou, até entender o segredo de uma vida ministerial vitoriosa. "...Fica-te aqui pois o Senhor me enviou a Betel...". "... Não te deixarei...". "...Eliseu, fica-te aqui pois o Senhor me enviou a Jericó...". "Não te deixarei..."." ...Fica-te aqui, pois o Senhor me enviou ao Jordão...". "...Não te deixarei...". Santa persistência. Eliseu ainda teve que agüentar de cinqüenta rapazes dos filhos dos profetas, os modernos estudantes de teologia, algo como se fosse uma gozação: "...Sabes que o Senhor hoje tomará o teu senhor por de cima da sua cabeça?"

Era como se eles dissessem: E ai? Elias vai embora, é você mesmo que vai ficar no lugar dele? E depois, o que vais fazer sem ele? A impressão que fica, é que aqueles moços estavam com uma pontada de inveja de Eliseu. Certamente queriam muito estar em seu lugar.

Quando Elias se vai, arrebatado num redemoinho, chega o momento decisivo para Eliseu: Mostrar àqueles rapazes que ele havia sido de fato e de direito escolhido por Deus como sucessor do profeta. No lado oposto do Jordão, quem sabe com ar de escárnio, os rapazes olhavam Eliseu com a capa de Elias nas mãos, parado em frente o rio Jordão. "O que ele vai fazer? E agora? Certamente vai esperar por alguns meses até que a enchente baixe e ele consiga voltar para cá... Ah! Que falta faz Elias".

Sereno e tranqüilo, Eliseu toca o rio com a capa de Elias e exclama: "Onde está o Deus de Elias?". O grande rio se abre, separando-se em dois. A Capa era de Elias, mas a unção agora era de Eliseu. Ele tinha uma experiência pessoal com Deus. Não era mais um teórico, agora era prática a sua fé. Deus confirmava publicamente sua chamada profética. "Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam de fronte em Jericó, disseram: O espirito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram ao encontro e se prostraram diante dele em terra" (II Rs.2:15).

Só teremos nosso chamado, vocação e ministério respeitado pelos homens, quando provarmos a eles que acima de qualquer coisa, temos uma experiência pessoal com Deus. Não precisa você reivindicar isso, o próprio Deus se encarregará de mostrar a todos que você tem algo diferente, e esse algo, se chama experiência pessoal com Ele mesmo.

Que o Senhor te abençoe e te de esta experiência...

Seu conservo

Pr. Josias Almeida

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ficai em Jerusalém

Ficai em Jerusalém
Texto:(Luc.24:49)


Introdução: O próprio Jesus fez questão de deixar claro que a princípio, toda a devoção e vida religiosa dos discípulos, deveria emanar de Jerusalém. A cidade seria o palco principal da vida religiosa do povo de Deus. O diabo sempre lutou contra isso.

1) Não deixar o povo ir a Jerusalém (I Rs.12:27).

Veja o exemplo de Jeroboão, rei de Israel (I Rs.12:26a33)

a) Ofereceu ao povo um culto alternativo, por causa da distância de Jerusalém (28)
Nunca ouvi de ninguém que morreu de tanto ir a igreja.

b) Ofereceu ao povo sacerdotes e levitas domiciliares, sem nenhum compromisso com a chamada (31).

c) Fez uma festa imitação da “Festa dos Tabernáculos”, para prender o povo em Betel e Dã (32).


2) Não deixar o povo permanecer em Jerusalém (Luc.10).

Veja o exemplo da parábola do Bom Samaritano:

a) Um homem descia de Jerusalém para Jericó. Estava cansado do cotidiano espiritual. Resolveu aventurar-se em Jericó (cidade amaldiçoada). Foi surpreendido por salteadores sem misericórdia.

b) Um sacerdote também descia. Cansado de ministrar perante o Senhor, foi para Jericó aventurar-se.

c) Um levita também descia. Cansado de louvar e adorar. Queria experimentar cantar em Jericó. (Tenho talentos. Vou mostrá-lo onde valorizam).

d) Subia um samaritano. Estava fora do contexto mas ia adorar. Queria sentir Deus. Era desprezado, desvalorizado, mas queria adorar.

3) Não deixar o povo voltar a Jerusalém (Luc.24:13).

Veja o exemplo dos dois discípulos no caminho de Emaús.

a) Resolveram deixar Jerusalém no dia do milagre. Saíram por estarem frustrados e julgarem que nada mais aconteceria.

b) Saíram por que esperava a coisa acontecer de um jeito e aconteceu de outro. Deus faz do jeito Dele.

c) Saíram por não acreditar no testemunho que as mulheres deram, nem os discípulos.

d) Conseguiram voltar só depois que Jesus provou a eles que o milagre era real.

Conclusão:Independente das circunstãncias, não saia de Jerusalém.

Mensagem ministrada na Assembléia de Deus do Jardim Angélica/SP numa manhã de avivamento.