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quinta-feira, 29 de maio de 2014



Um Culto Muito Especial

Estava pregando em uma igreja no Centro-Oeste brasileiro, quando, no púlpito, antes de ministrar, percorri os olhos na nave da igreja e, de repente, em pensamentos, sai daquele lugar e viajei em um longínquo dia de 1911/1930, e me peguei em um culto muito especial.

Este culto estava sendo dirigido pelo irmão Gunnar Vingren, e foi aberto com uma fervorosa oração. Mesmo diante da pálida luz do lampião a fumaça escura do querosene, e a debilidade física do dirigente, alvejado pela malária.

Após a oração, foi convidada a irmã Frida Vingren para adorar a Deus no momento devocional, e ela começou cantando efusivamente o hino 196 da H.C., e com lágrimas declarava: PRECIOSO PRÁ MIM É JESUS, seguido pelos crentes que lotavam o salão e fervorosamente cantavam. Ah!!! era acompanhada por uma linda "orquestra" composta por ela mesmo no acordeon e o irmão Daniel Berg no bandolim...


Após isto, foi convidado para ler a Palavra de Deus, o irmão Samuel Nystron, que leu com lágrimas o Salmo 103, levando os presentes a conclamarem em uma só voz: E TUDO O QUE HÁ EM MIM BENDIGA SEU SANTO NOME.

O irmão Daniel Berg, tão logo terminou a leitura, saiu do pequeno salão e foi para a calçada e alí, entregava folhetos para os transeuntes convidando-os para participar do culto.

De repente, Deus toma a irmã Celina de Alburquerque em profecia e ela fala em alta voz a congregação, que o Espirito Santo ministrava que aquele fogo aceso ali, se alastraria para o Brasil e o mundo. Os presentes são tomados em uma explosão de glória e fogo pentecostal.

Enquanto isso, pedras choviam na janela e no telhado da igreja...

Voltei para o culto onde eu estava...Olhei a minha direita vi duas moças conversando e rindo deslavadamente. No púlpito, dois pastores conversavam e com seus celulares acessavam as redes sociais. Olhei na galeria, jovens se abraçavam e trocavam carícias...Olhei para a esposa do pastor, ela mascava chicletes sem nenhum pudor dentro do culto...

De cabeça baixa orei: AVIVA OH! SENHOR A TUA OBRA...


Pr. Josias Almeida
29/05/2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Onde o Jumento vai me Levar (Gen.36:24)


Introdução: Ninguém tem paciência para ler genealogia. Uma lista interminável de nomes aparentemente sem nenhum nexo. Mas o amante da Bíblia tem que entender que sempre existem propósitos em tudo o que Deus faz.

Veja em Gen.36, o relato da descendência de Esaú. Tudo aparentemente vai sem sentido, até aparecer os filhos de Zibeão na parada: Aiá e Aná. O mais novo se destaca entre todos, pois é apresentando como o homem que encontrou fontes termais no deserto (24).

Na cultura antiga apenas os primogênitos se destacavam. Para Aná sobrou apascentar jumentos de seu pai. Jumentos que não eram seus, e um bicho de difícil temperamento. Eis algumas lições:

1)   Jumento é coisa de Deus na sua vida! As fontes termais que ele encontrou, são as melhores águas do deserto. E o problema de Aná, que era o jumento, foi a “ponte” para fazê-lo chegar a elas. Na minha formatura, fui o orador. Todos agradeceram os amigos, familiares e a turma toda. Eu agradeci o professor mais chato que tinha. Ele foi a ponte. Há coices que vem para o bem.
  
2)      Faça logo o estágio no deserto. Quem ainda não fez, mais cedo ou mais tarde terá que fazer. Ló teve a chance, quando Abraão lhe propôs a escolha. Ele fugiu. Foi para Sodoma, mas terminou seus dias no deserto. É melhor fazer agora em plena forma que mais tarde quando não dá mais.

  
3)   Um dia as águas termais chegarão na sua vida. Estavam escondidas em pleno deserto, esperando alguém que se dispusesse em encontra-las, O que você precisa você já tem. Só basta um coice para descobrir...

4)      Somos como a água que está submersa e ninguém vê. Mas estamos sendo enriquecidos com os ensinamentos de Deus e adquirindo propriedades terapêuticas, que curam que fazem bem, para quando aflorarmos, possamos fazer o melhor de Deus.

Qualquer pessoa poderia ter descoberto as águas, pois não foi uma invenção de Aná. Mas Deus ocultou aos outros homens para que só Aná encontrasse essas águas. Deus também pode nos dar algo que não dá aos outros se nossos corações agradar a Deus. Podemos estar no deserto apascentando jumento, mas Deus está nos vendo e irá nos honrar. Apascentando jumento no trabalho, na igreja, em casa, na vizinhança, na escola. Mas Deus está nos dando graça pra suportar e esperar o tempo dele.

Pr. Josias Almeida

28/04/2014 – E.I.O 

quarta-feira, 9 de abril de 2014


Pavimentadores Espirituais


Texto (Mat.3:1ª5)

Em toda a Bíblia está enfatizada que a principal missão de João Batista, seria preparar o caminho do Senhor. O texto dá a ideia de um construtor e pavimentador de estradas.

O povo estava sem voz profética a 400 anos, e a corrupção espiritual havia grassado (Prov.29:18). A terra e os povos mergulharão numa escuridão tenebrosa (Mat.4:16).

A função principal de João era preparar o caminho de passagem do Mestre. Definamos o perfil desse homem que foi o maior de todos (Mat.11:11).


Um homem do deserto

1)      Ele nasceu para ser uma voz que clamava no deserto. Deus o preparou para viver no deserto. Sua criação foi no deserto (Luc.1:80).

2)      Seu ministério iniciou-se no deserto, e Deus mandava as multidões irem ao deserto ouvirem sua mensagem (Mat.3:5).

3)      O dia que ele deixou o deserto e foi para a cidade, seu ministério acabou. Morreu degolado por ter confrontado o Rei Herodes e atraído o ódio de Herodias (Mac.6:14ss). Quem foi chamado para ter o ministério do deserto não pode ir para a cidade.
  
  
Preparando a próxima geração

1)      A função de quem pavimenta o caminho é preparar para que outro venha. É a continuidade que precisamos no evangelho. Deus é Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

2)      João Batista trabalhou no reconhecimento diante do povo, mostrando a Cristo, e mesmo quando foi ovacionado, apontou que não seria ele, mas quem viria a seguir com muito mais dignidade (Luc.3:16).

3)      Quem prepara o caminho tem que aceitar quando outro melhor que ele aparece, e não ser acometido da síndrome de Saul (Jo.3:30).


Como Trabalhar a Dúvida

1)      A prisão chegou para João Batista. Alí, ele teve uma confusão de personalidade, e enviou dois discípulos a Jesus para saber se não tinha havido engano no seu chamado.

2)      Não se sinta culpado diante das dúvidas. Nem sempre dúvidas é sinal de fraqueza. As vezes é a oportunidade de Deus revelar que como ser humano você é o maior de todos (Luc.7:28). Nem sempre ser humano e ter dúvidas é ser fraco. As vezes isso nos engrandece diante de Deus. Mas o testemunho sempre será Dele (Prov.27:2).


Pr. Josias Almeida

07/04/2014   E.O.I