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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Virando a Mesa

Jz.1:7

Introdução: Virar a mesa é uma expressão popular que significa sair de um estado de humilhação e fracasso, assumindo um posicionamento vitorioso. A Bíblia nos mostra exemplos abençoadores de situações assim, em que pessoas saíram de um estado vegetativo, assumindo uma postura triunfante em meio ao fracasso. Veja essa história, pequena e escondida no livro de Juízes, parecendo até sem sentido, mas nada na Bíblia é sem sentido.

1) Adoni-Bezeque, maioral dos cananeus, rei de Bezeque, capturou e prendeu setenta reis. Após despojá-los, os submeteu a terríveis humilhações:

a) Cortando seus polegares: Tirando todo o equilíbrio, destreza e firmeza. Não conseguiam mais fazer o que faziam na guerra e nas artes. Como um rei vive sem ter dedos polegares das mãos e dos pés? Foram inutilizados. Adoni-Bezeque fez isso para apoderar-se deles. Como segurar uma arma em uma guerra sem o dedo polegar? Como caminhar de forma equilibrada sem os polegares dos pés?

Aplicação: Talvez este seja seu estado hoje. Ao olhar para trás, vê tantas promessas, tantos sonhos de um futuro promissor esvaindo-se pelo ralo. Nasceu para ser rei, mas alguma coisa aconteceu no percurso da vida, que te castrou os dedos, e hoje, vive sem nenhuma perspectiva, humilhado pelo Adoni-Bezeque do inferno (Diabo).

b) Fazendo-os comer migalhas: Migalhas não são sobras. Sobras já são humilhantes, mas pelo menos ainda estão em cima da mesa. Migalhas são descartáveis. São Farelos ou grãos que caem das mesas ao chão, ou para serem varridas ou comidas por animais domésticos (Mat.15:27). Ser humano normalmente não come. Imagine um rei acostumado com as lautas refeições palacianas agora comendo miseráveis migalhas? E o pior, sem equilíbrio manual para apanhar as migalhas. Era bem possível que apanhavam com a boca, como os cães. Isso era inconcebível e humilhante para reis.

Aplicação: Nem sobras lhe restam. Somente migalhas. Favores alheios que nem sempre vem. É a esperança naquela cesta básica da Assistência Social. Naquele irmão benevolente, etc.

c) Sujeitando-os a humilhação debaixo de uma mesa: É inconcebível para um rei deixar o palácio e morar numa choupana, agora imagine parar debaixo de uma mesa de um tirano, escravizado e sem direito nem a reclamar ou reagir, pois se reclamar lhe tiram até as migalhas. Aqueles reis foram rebaixados de sua realeza, sem herança, sem coroa, sem futuro.

Aplicação: Amado em Cristo, ouça o que vou lhe dizer: debaixo da mesa é o fundo do poço para quem quer que seja. De lá é quase que impossível sair com esforço pessoal. Parece que esse é o fim? Ainda não.
Virando a Mesa

2) Primeiro o Senhor vai vingar Adoni-Bezeque, pagar com a mesma moeda os males que ele fez. Deus é o primeiro a aplicar a linda lei da semeadura, um grande princípio espiritual que Ele mesmo criou: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. As tribos de Judá e Simeão fizeram mais do que isso: Mataram o maléfico Adoni-Bezeque.

Aplicação: A justiça divina é implacável. Ninguém pode cometer barbáries a torto e direito, imaginando que nunca será abatido. Deus ainda continua no trono, e vingará o sangue de seus mártires e justos que clamam: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” (Luc.18:7)

3) Como é o final de quem está debaixo da mesa: A Bíblia não diz o que aconteceu aqueles reis. Mas podemos supor que as tribos de Judá e Simeão os tenha libertado daquele jugo, pois, se o algoz que os escravizou foi morto, é bem possível que tenham sido libertados e devolvidos às suas condições reais, ainda que desprovidos dos polegares das mãos e dos pés. Mas agora tinham servos para alimentá-los, cuidar deles.

4) Lembremo-nos aqui de uma história semelhante do garoto Mefibosete. Leia II Sam. 9 e compare as histórias.


Conclusão: Você será convocado por Deus para reassumir a sua realeza espiritual. O Senhor Jesus veio a este mundo para julgar e vingar Adoni-Bezeque. Você vai virar a mesa, e vai comer nela, na presença dos seus inimigos (Sal.23:5). Amém.

Abrindo a Porta Para o Impossível

Textos: Luc.10:38/ II Rs.4:8ª10

Introdução: Nesses dois textos vemos pessoas recebendo em seus lares, Eliseu e Jesus. Essas pessoas mais do que receber, abriram suas portas para o encontro do sobrenatural: A ressurreição de seus entes queridos. O que temos que fazer para receber isso em nossas casas hoje?

1) Ambientação para presença e morada

- Não há como ficar num lugar sem ter um ambiente favorável para estadia e habitação. Só conseguimos ficar num ambiente favorável sociologicamente, psicologicamente e fisicamente.

- Eliseu tornou-se um morador na casa da sunamita, recebendo um tratamento vip, tendo um canto de sua casa ocupado por ele, construído e doado bondosamente pela mulher, que reconheceu nele um homem de Deus.

- Jesus tornou-se hóspede habitual na casa de Marta e Maria em Betânia, tendo seus dois lados satisfeitos ali: Humano e Divino. Marta ocupava-se do lado humano, cuidando da alimentação e acomodação do Mestre e Maria do divino, assentada aos seus pés ouvindo embevecida seus ensinos.

2) Ter comunhão mais do que interesse

- A Sunamita nunca reivindicou nada pelo favor feito ao profeta. Tudo o que fez foi por querer uma comunhão mais próxima de Deus, e julgou que o profeta ali na sua casa seria um canal de transmissão dessa presença santa. Quando o profeta lhe oferece a oportunidade de um benefício ela rejeita, mostrando que tudo que fez, foi pelo prazer de servir e não pelo desejo de retribuição (II Rs.4: 13).

- Maria aprendeu esse princípio primeiro do que Marta. Ela entendeu logo de cara que Jesus não estava reivindicando ali um banquete. Uma comida simples estava bom demais. O que Jesus queria não era um ativismo desenfreado sem tempo para ouvi-lo. Enquanto Marta correu para cozinha, Maria foi para seus pés ouvi-lo, e Jesus disse que a parte principal foi Maria quem escolheu (Luc.10:41e42).

3) Saber aguardar na sala de espera

- Ambos os casos, os personagens arrolados foram vítimas de uma terrível tragédia. A Sunamita perdeu seu filho único e Marta e Maria perderam seu irmão Lázaro.

- Quando o filho da Sunamita morreu, Elizeu estava longe de casa e quando chegou, entrou sozinho no quarto e a deixou na “sala de espera”, na expectativa de um milagre. Enquanto esperamos não pode haver questionamentos nem dúvidas, mas aguardar em silêncio enquanto Deus trabalha.

- Quando Lázaro morreu Jesus demorou quatro dias para atendê-las, mostrando que intimidade não dá direitos a privilégios. Esses quatro dias foram a sala de espera daquelas irmãs desesperadas e aflitas, que viam a cada dia que passava qualquer esperança fugir. Sala de espera sempre antevê o momento de um grande milagre.

4) Recebendo o impossível

- A sunamita teve seu filho de volta, ressuscitado por Eliseu, dando continuidade em sua história.

- Marta e Maria receberam a Lázaro, não terminando assim seus dias como mendigas em Israel.

Conclusão: Faça o ambiente para a morada divina, cuidando de o servir sem nenhum interesse, aguardando na sala de espera o milagre que vai acontecer. Amém.

domingo, 29 de agosto de 2010

Mudando Sentenças

(Mat.15:21ª28)

Introdução: Nem tudo aquilo que ouvimos significa ser a última coisa em nossa vida. Há pessoas que recebem palavras e as consideram definitivas, sem nenhuma possibilidade de reversão. Nem sempre aquilo que ouvimos de negativo, significa que não poderá ser mudado. Sempre haverá possibilidades de mudarmos sentenças negativas. Veja o exemplo da mulher Cananéia que teve que lutar contra palavras desencorajadoras, para receber a benção da cura de sua filha:

1) A mulher Cananéia lutou contra três sentenças que Jesus deu a ela:

a) Do silêncio: “não lhe respondeu palavra” (vs.23).

• A sentença do silêncio é uma das piores, pois é ruim falar e não ter resposta de alguém. Quando pedimos algo, esperamos um sim, um não ou um aguarde, mas silêncio significa menosprezo, indiferença e frieza.

b) Da discriminação: “E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (vs.24).

• Quando o Senhor rompe o silêncio, foi para discriminá-la. Indiretamente Ele estava dizendo que não tinha nada a ver com ela e nem o seu problema, pois ela não pertencia a sua classe e por isso, não poderia ser favorecida. Tratou-a com inferioridade. Que terrível sentença, ser discriminada por sua raça.

c) Da humilhação: “Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos” (vs.26).

• Isso nos parece o cúmulo das humilhações, pois ao chamá-la de “cão” é o mesmo que dizer que para Ele, ela era insignificante, pois se hoje, os cães são até mais valorizados do que os seres humanos, nos dias de Jesus não. Eram animais imundos e desprezíveis perante a lei mosaica.

2) Como ela respondeu as sentenças:

a) Do silêncio: “Então, chegou ela... (vs.25)”.

• Nem quis saber se Ele não queria lhe dirigir palavras, mas aproximou-se mais Dele, Não virou as costas diante do silêncio, não desistiu e continuou a insistir.

b) Da discriminação: Então, chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor socorre-me (vs.25).

• Mesmo sendo discriminada e ouvindo da boca do próprio Mestre que Ele nada tinha a ver com ela por ser de um povo contrário à aliança, ela O adorou. Conseguiu tirar forças em meio àquela sentença e dar-lhe adoração. Isso que é mudar uma sentença negativa.

c) Da humilhação: “E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores” (vs.27).

• Aceitou ficar com o que caísse da mesa do banquete. Migalhas não são sobras, migalhas são farelos ou grãos que caem da mesa de uma lauta e farta refeição.

Conclusão: Lute contra toda e qualquer sentença que lhe vier. Deus se interessa por aqueles que não desanimam diante de qualquer palavra, pois afinal, sentenças podem ser mudadas (Is.38:1ª4).

Pr. Josias Almeida
55-11-7176-4968

sábado, 21 de agosto de 2010

Os "Sem Terras" Espirituais


Texto: II Rs.17:18,20,23a26/Jo.4:20

Introdução: Israel provocou tanto a ira de Deus com sua obstinação em seguir outros deuses, que o próprio Senhor expulsou-os de Sua presença. Foram deportados para a Assíria, debaixo das ordens de Salmanaser.

Pensamento:

A Bíblia fala do Senhor:

- Deixar o homem (II Cron.15:2)

- Irar-se com o homem (Juz.3:8)

- Corrigir o homem (Heb.12:6)

- Desprezar o homem (Sal.102:17)

- Afligir o homem (Lam.3:33)

- Entristecer o homem (Lam.3:33)

- Expulsar o homem da Sua presença (II Rs.17:20)

1) O rei traz então gente dos países da região para povoarem a terra. Pessoas comprometidas com seus deuses e baixa idolatria, com rituais macabros. Pessoas desgostosas em suas terras, oposicionistas ao governo local, verdadeiros “Sem Terras”.

2) A terra, porém era de Deus, havia sido escolhida para sua adoração. Muito tempo depois a mulher samaritana questionou isso com Jesus, pois a terra era de adoração a Deus (Jo.4:20). Infelizmente não ficou ali nenhum sacerdote para ensinar o costume do Deus da terra.

3) Por não saberem a adoração a Deus, e não saberem o verdadeiro culto, leões vieram, mandados pelo próprio Deus, atacando e matando vários daqueles homens.

Aplicando:

a) Estamos pisando solo sagrado (a igreja) e onde Deus está presente o lugar torna-se santo (Ex.3:5). Muitos já não sabem o costume de Deus, por isso leões estão atacando o povo de Deus: Desemprego, doenças, problemas, frieza, etc... Tudo é reflexo de adoração errada ao Senhor.

b) Muitos vêm de fora e, infelizmente não sabem o "costume do Deus da terra". Chegam cheios de vícios e problemas, e por serem famosos, bem posicionados socialmente, tem fácil acesso aos púlpitos, onde desfilam suas histórias, trejeitos, mentiras, etc...

4) O ensino do sacerdote foi superficial, pois não aprenderam a forma certa de adorar a Deus. Serviam a Deus, mas também aos ídolos, inclusive alguns até sacrificando seus filhos aos deuses Adrameleque e Anameleque (II Rs.17:31e32)

5) Até aos dias de Jesus eles não haviam aprendido servir ao Senhor; “Vós adorais o que não sabeis...” (Jo.4:22).

Conclusão: Para não perdermos nossa herança espiritual, aprendamos a adorar o Deus da terra, o Senhor da igreja.

Quando Jesus Mexe com o Passado

Texto: Jo.11:21,24,37a40

Marta e Maria mandam avisar Jesus da enfermidade de Lázaro seu irmão. Jesus chega quatro dias depois a Betânia e encontra ele morto. Elas cobram de Jesus uma ação não acontecida antes (passado)


1) “Se tu estivesses aqui...”, mostra o passado.

a) Elas culpavam Jesus pelo fracasso. Estavam decepcionadas.

b) Às vezes achamos que Jesus nos decepcionou no passado. Falhou conosco quando mais precisamos Dele.

c) As duas irmãs estavam presas a um passado frustrante, e não conseguiam ver nada de bom no presente.

d) Quando Jesus as chama para o presente, dizendo que Lázaro iria ressuscitar, elas apontam para o futuro: “... na ressurreição do último dia...”.

2) Em um momento de crise, ou nos prendemos ao passado ou descremos do futuro. O presente sempre é difícil para nós.

3) Jesus chora. Pergunta onde está o túmulo e manda tirar a pedra.

4) Jesus iria mexer com o passado. Marta lhe apresenta objeções. Lembrar o passado é sofrer duas vezes: Às vezes o passado cheira mal.

5) Mexendo com o passado:

a) Quando o homem mexe: cobrança (vs.37)

b) Quando o diabo mexe: Acusação

c) Quando Jesus mexe: Milagre: “... Lázaro sai para fora...” (vs.43).

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mude de Atitude Para Deus Mudar Sua Situação

(Is.54:1ª5)
Introdução: Nesse texto Isaias usa uma figura de linguagem profética, para falar de uma mulher que era estéril, que foi casada e viveu com seu marido e não teve filhos. Esta mulher tinha dois graves problemas: Viuvez (solidão, abandono e descuido) e Esterilidade (infertilidade, futuro sombrio e falta de história). Deus a manda mudar de atitude por que coisas maravilhosas viriam: Um casamento feliz e abençoado (vs.5) e abundantes filhos (vs.1). Mas vamos entender como era sua situação:

Como vivia uma viúva?

• Vivia com roupas negras e com um véu escuro na cabeça.

• Vivia de favores, colhendo na lavoura os rabiscos que sobravam das colheitas.

• Vivia sendo explorada e exposta a humilhação e vergonha.

Como vivia a estéril?

• Vivia uma vida correndo risco de ser traída pelo marido que poderia casar-se com outra, segundo o código de Hamurabi

• Tinha que cuidar daquilo que não era seu. Filhos que seu marido tinha com escravas ou outras mulheres.

• Vivia uma vida só de presente, sem nenhuma perspectiva de futuro, sem ter uma continuidade histórica.

No texto lido, Deus está mandando a viúva e estéril mudar o comportamento, pois viriam filhos em abundância. Deus estava dizendo de forma profética: “Mude a atitude que vou mudar sua situação”.

O que ela tinha que mudar?

1) Cânticos (vs.1): Aprenda a cantar cantigas infantis: Hoje em nossos dias seriam canções como “Nana nenê”, “roda, roda”, etc. Deus estava a mandando mudar o comportamento interior que antes era só de murmúrios e lágrimas pelo desamparo e abandono (vs.6).

2) Mudar as vestes. Tirar as vestes de viuvez e colocar roupas novas e festivas. Mudar o comportamento exterior.

3) Aumentar a casa para receber suas bênçãos (vs.2e3). Deus a estava mandando mudar a decoração da casa, aumentar os cômodos e ampliar as instalações, pois viriam filhos em abundância. Deus ainda é Deus de profusões: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão...” (Luc.6:38). Amplie seus relacionamentos, sua influência.

Como uma viúva deixa de ser viúva? Através de um novo casamento.
E como uma estéril deixa de ser estéril? Através de uma cura.

No texto lido, Deus está dizendo que irá assumir essa mulher. Ela não será desmoralizada, nem envergonhada, nem humilhada. Deus irá assumí-la como sua legítima esposa.

Mensagem ministrada em Itu na ICPB no congresso feminino

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mensagens em Áudio

Mensagens em áudio do Pr. Josias Almeida, ministradas ao vivo para sua edificação



Lembramos muito de Noé, mas pouco ou nada de sua esposa, que teve uma participação importantíssima na sua história. Ouça e aprenda lindas lições com essa preciosa anônima.


Uma "penetra". Nada tinha a ver com a suntuosa festa de Simão o leproso. Entrou como "bico", mas saiu de posse daquilo que queria.

Uma interminável e angustiante luta, que só terminou com Isaque cavando poços fora do território filisteu. Cavar poços na casa do inimigo não é a melhor política. Tenha seu espaço.


José já era o governador do Egito, mas só se realizou com o nascimento dos seus dois filhos. Os nomes proféticos dados aos dois retratam isso. 


38 anos esperando o milagre, mas não sabia que uma simples pergunta traria implicações seríssimas, mostrando o quanto custa um milagre.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O MUNDO ESPIRITUAL: Antes, Hoje e Depois

Texto: Ap.12:7a11

     Introdução: Entendo ser esses versos, quem melhor lança luz aos aspectos passados presentes e futuros com relação ao mundo espiritual, que quer queiram ou não, influenciam diretamente nosso mundo material.

     "E houve batalha no céu...": É um momento passado. Depois de Deus já ter criado a terra, lá no princípio: "No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus, pairava sobre a face das águas”. (Gen.1:1e2).

Fica claro que existe uma distância de tempo não calculado de um versículo para o outro. Temos a nítida impressão que a terra após ser criada, bela e formosa por Deus, sofreu um cataclisma sem precedentes, que muitos opinam ser a rebelião de Lúcifer (trataremos mais adiante sobre isso).

     Após este cataclisma, Deus a "abandonou", quem sabe aborrecido com a terça parte dos anjos celestes que acompanharam Lúcifer na rebelião. Quanto tempo durou esse suposto"abandono" é impossível precisar, mas o suficiente para a terra mergulhar num caos que a transformou numa massa informe e escura, com águas cobrindo toda sua imensa superfície.

     Vale dizer que Deus não fez Lúcifer para habitar nos céus. Ele foi criado para viver na terra e da mesma ser o guardião: "Estavas no Éden, jardim de Deus..." (Ez 28:13a). Este Éden era original e mineral, com toda sorte de pedras preciosas preparadas exclusivamente para Lúcifer: "...no meio das pedras afogueadas andavas" (Ez 28:14b). A terra era a morada deste mais lindo ser criado por Deus, um belo querubim ungido. A palavra "Querubim", tem seu melhor significado na tradução aportuguesada, como "aquele que cobre", ou "aquele que protege", daí entendermos que Lúcifer era o "guarda" do Éden original, pois aqui era sua habitação: "Estavas no Éden, jardim de Deus..."(Ez.28:13a).

ORIGEM E QUEDA DO MAL

     Pelo menos mais dois textos bíblicos lançam a luz necessária para o entendimento desse assunto. O primeiro é o citado acima, Ez.28:13ss, que fala da origem de Lúcifer, sua perfeição diante da santidade de Jeová o Senhor, e sua posição de autoridade diante das hostes celestes.

     O segundo é Is.14:12ss, que fala de sua elevação, uma suposta tentativa de usurpação da autoridade de Deus e sua queda. Aliás, cinco desígnios brotaram no coração desse ser: "Eu subirei ao céu", mostrando seu domicílio terreno, pois aqui vivia ele, "acima das estrelas (anjos) de Deus exaltarei o meu trono", talvez, acima de Miguel o arcanjo que na hierarquia angelical está acima dos querubins, "no monte da congregação me assentarei", mostrando sua intenção de usurpar dos serafins, ardentes adoradores, suas posições, "subirei acima das mais altas nuvens", tentando com isso elevar sua posição acima de toda e qualquer hierarquia divina, "serei semelhante ao Altíssimo", tentando igualar-se a Deus, nascendo daí toda a origem definitiva do mal e as raízes doutrinárias do movimento Nova Era.

     Deus nem mesmo se deu "ao luxo" de pelejar contra Lúcifer, ordenando a Miguel, o arcanjo guerreiro expulsa-lo de lá, juntamente com suas hostes que o acompanharam na pretensa rebelião que durou muito pouco, tamanha é a soberania dos exércitos celestiais (Ap.12:7e8).

     Digo que a soberania de Deus é patente, pois achei meio sem propósito o livro de Frank Peretty "Este Mundo Tenebroso", em que os anjos celestiais se sujeitam as ações dos crentes aqui na terra. Penso que isso é duvidar da soberania celestial, em que o próprio Deus está sujeito a nossa conduta com relação a batalha espiritual.

     Um maior exemplo disso é Daniel, que estava em jejum e oração e mesmo assim, teve a resposta de sua oração retardada pela presença de demônios alojados nas regiões celestes tentando segurar a resposta do servo de Deus. Isso só se desfez depois que Deus ordenou que Miguel o guerreiro entrasse em ação. Mas note que a alteração do quadro independia de Daniel. Jesus, num vislumbre do passado, contemplou pessoalmente a queda de Lúcifer: "...Eu via Satanás como raio, cair do céu".

LÚCIFER, UM BELO NOME

     Vale dizer que o nome Lúcifer, é uma inferência bíblica que vem de Isaias 14:12: "Como caíste do céu o estrela da manhã, filha da alva...". Sem dúvidas, o profeta recebendo a inspiração do doce Espirito Santo, se referia ao planeta Marte, visto no raiar da manhã, em todo o seu esplendor no céu, oferecendo um belo espetáculo aos olhos humanos. Quanto ao nome Lúcifer, seu significado mais amplo é "aquele que habita na luz", um belo nome que foi retirado dele no ato da queda. Lúcifer foi substituído por "o grande dragão", "a antiga serpente", "acusador de nossos irmãos", "diabo", adversário", etc. Estava travada ai a batalha que iria influenciar toda a história do mundo.

     No ato em que Satanás foi lançado dos céus, ele foi alojado no espaço onde fez seu quartel general, levando Deus a virar as costas para a terra, por um tempo não determinado. A eternidade de Deus, e do mundo espiritual, nos faz leigos quanto a questão de tempos, antes que existisse o tempo: "Mas amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" (II Pe 3:8).

     A batalha que iniciou-se nos céus, desceu para as regiões celestiais, que involuntariamente, tornou-se aquilo que Paulo denomina como "...lugares celestiais", nos ares, num lugar que só Deus conhece e que nenhum mortal tem acesso (Ef.6:12).

     O sonho e o desejo de satanás, era reconquistar a terra que era sua morada, mas a ele não foi facultado o direito, pois Deus, deixou a terra esquecida propositadamente, até enviar o Espirito Santo, para trazer vida a terra: "...e o Espirito de Deus se movia (pairava) sobre a face das águas"(Gen.1:2). A idéia de pairar vem de uma ave que choca seus ovos, gerando vida e ação a algo inanimado. Aqui vemos o Espirito Santo "chocando" a terra, preparando-a para receber a vida.

     Foi um momento glorioso em que Deus olhou para a terra abandonada e contemplou o Espirito pairando sobre as águas. Deus, sem utilizar nenhuma matéria prima, usando apenas o poder criador de sua palavra, resolveu refazer a terra, começando por acender a luz cósmica, e num processo de seis dias, criou todas as coisas que vemos.

DEUS NUNCA FOI SURPREENDIDO

     No sexto dia, Deus coroou com êxito sua obra, criando o homem do pó da terra (o único ser que Deus utilizou uma matéria prima - o pó da terra), colocando-o como cabeça de sua criação, fazendo-o um pouco menor que os anjos (Hb.2:7).

     Deus após criar o homem, como um ser para adorá-lo em perene e constante comunhão, investiu nele de uma forma ampla e irrestrita. O visitava todos os dias e com ele falava diretamente (Gen.3:8), e deu em suas mãos a "escritura" de posse da terra: "...frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeita-a e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra". Ora, era de se supor que o diabo haveria de tentar derrubar essa criatura devido a inveja que o homem despertou nele. E assim foi. Satanás instou com Eva e Adão para tomar de suas mãos a posse da "escritura" da terra. E conseguiu, ocasionando um irreparável prejuízo espiritual. A partir daquele dia, a terra passou para as mãos do Diabo, o próprio Jesus foi quem disse que o mundo "jaz no maligno". Infelizmente temos que admitir que o mundo e seu corrupto sistema está nas mãos do adversário de Deus, que sobre ele domina com astúcia maligna e voraz sagacidade, opondo-se a Deus e seus planos.

     A queda do homem não pegou Deus desprevenido. Ao derrotar o homem o inimigo cantou vitória, mas não sabia ele que antes mesmo da fundação do sistema solar, Deus já tinha um plano de redenção para a terra, e em especial o homem que caíra, através de seu filho Jesus: "Como também nos elegeu Nele antes da fundação do mundo..." (Ef.1:4).

     Naquele conturbado dia, em que o homem foi expulso do Éden, quem sabe debaixo de efusivas comemorações satânicas, Deus chama o homem já prestes a pisar o limiar do paraíso perdido, e lhe fez uma promessa: A cabeça da serpente (o diabo) seria esmagada pelo próprio homem, sacramentando sua vitória e reconduzindo-o de volta as benesses celestiais (Gen.3:15).

Mensagem pregada no encerramento do seminário O Mundo Espiritual em Campinas/SP na Assembléia de Deus.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vitorioso no Meio das Tentações

Texto: (Lc.4:1ª13)

Introdução: Tentação é uma disposição de ânimo para a prática de coisas diferentes ou censuráveis. É um desejo impetuoso, forte e vigoroso. Duas coisas a considerar:

a) Tentação não é pecado. No seu primeiro estágio ela é aceitável. O perigo é quando ela evolui e convida uma perigosa família para fazer parte do negócio (Tg.1:14e15).

b) Todas as tentações estão dentro da esfera de nossos limites. Não tem essa de dizer: "Ah! Foi mais forte do que eu" (I Co.10:13)

Três cuidados necessários em relação à tentação

1) Cuidado ao satisfazer suas necessidades básicas e instintivas (2e3)

- Jesus estava com fome, mas nem por isso se deixou levar pelo método que o diabo ofereceu:

a) Fez água virar vinho para atender um casamento (Jo.2).

b) Multiplicou pães e peixes para atender uma multidão (Jo.6). Ele vivia para servir aos outros e não a si próprio.

- Frases perigosas:

a) Vou fazer, estou sozinho e carente, ninguém está vendo e estou necessitado.

b) Vou fazer, não importa os meios, Deus sabe que preciso.

c) Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão. (Cuidado, ladrão que rouba ladrão, é ladrão também).

2) Cuidado com supostas promoções que possam trazer bem estar e vantagens pessoais (5 e 6).

a) O diabo tenta encurtar o caminho, sem precisar de cruz, indo direto ao trono de glória. b) Jesus sabia que a distância era longa (Ap.11:15)

3) Cuidado em banalizar o poder e o cuidado de Deus (9ª12)

a) Não queira fazer algo desnecessário apenas para aparecer seu nome (não pule do templo).

b) Não queira exibir sua espiritualidade, nem ser mais santo do que ninguém (Pv.16:18).

Mensagem ministrada em nosso culto de ensino... Deus falou com seu povo...

terça-feira, 27 de abril de 2010

A Cruz Pela Celebridade

“E subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os seus doze discípulos e, no caminho, disse-lhes: Eis que vamos para Jerusalém, e o filho do homem será entregue aos principais dos sacerdotes e escribas, e condena-lo-ão à morte. E o entregarão aos gentios para que dele se escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará. Então se aproximou dele à mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o e fazendo-lhe um pedido. E Ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: dize que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino” (Mat.20:17a21)

Jesus enfrentava suas últimas horas de vida. Sobre seus ombros pesavam a dor e a angústia que daí a pouco sofreria no Gólgota. Eram instantes de profunda reflexão e intenso silêncio em sua alma. Subia ele para Jerusalém. Caminhava solenemente para o momento maior que o havia trazido ao mundo. Passos dolosos. Derepente se volta, olha para trás, enxerga seus discípulos. Quis compartilhar a sua dor. Pensava que teria a comoção dos seus seguidores. Explica-lhes com detalhes a situação. Conta até mesmo seu triunfo: ressuscitaria. Mas, ao invés da expressão de dor nos rostos, contempla apenas indiferença. Não... aquele momento seria só seu mesmo. Ninguém iria estar com ele. O pastor seria ferido e as ovelhas se dispersariam.

De repente uma mulher se aproxima do Senhor. Ele a reconhece. Era a mãe de dois dos seus discípulos João e Tiago, aliás, dois destacados discípulos que tinham o apreço do Mestre. Ela interrompe a dramática narrativa de Cristo sobre sua paixão, morte e ressurreição e lhe faz um pedido: “...Dize que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu Reino”. Era uma mãe preocupada. Tinha ela todas as razões para pedir isso a Jesus, pois como mãe acompanhava a renúncia dos filhos, excelentes profissionais da pesca, para seguir o Mestre, então, nada mais justo do que terem a primazia no futuro reino de Cristo.

O pedido até que foi justo, mas foi feito fora de hora. Não era um momento propício para um pedido como esse, afinal, Jesus estava falando de sua dolorosa morte, enquanto ela e seus filhos já se ocupavam de uma eventual posição no Reino de Deus.

Estavam pouco preocupados com a cruz, com a morte, nem com a ressurreição de Jesus, que sem dúvidas, seriam as molas mestras do cristianismo. Eles não pensavam em Cruz, pensavam em honrosas posições, pensavam nas vantagens que poderiam ter, pensavam nas celebridades que se tornariam com o futuro reino de Israel, capitaneado por Jesus.

Penso neles como penso em muita gente hoje, tem pouca ou nenhuma intimidade com a cruz. Pensam no evangelho como um meio e não como um fim. Pensam num Cristo que lhe traga vantagens, prosperidade, glória, fama e ufania. Esse é o evangelho atual que muitos vivem, e o que mais dói, é que isso vem de gente que deveria entender de cruz e não de fama e celebridade. Gente que está na dianteira, na vanguarda.

Não é à toa que o próprio Senhor Jesus, ao chamar João e Tiago para integrarem o colégio apostólico, lhes deu um nome, que soava como um apelido até: Boanerges, que significa: Filhos do Trovão (Mc3:17). No mínimo, eram barulhentos e queriam sempre a dianteira em tudo. Talvez pensassem que com Jesus se ganhasse no grito. Enganaram-se redondamente.

A maior prova, foi no episódio dos moradores da aldeia samaritana que não receberam a Jesus. O mestre ouviu de João um palpite no mínimo inusitado: “...Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?” (Luc.9:54). Invocaram a Bíblia e sua suposta superioridade no Reino para amaldiçoar pessoas. Mostraram que queriam ser grandes para isso. Para serem intocáveis e viverem acima do bem e do mal.

Sinceramente, estou farto de gente desse tipo. Arrogantes espirituais que se sentem intocáveis. A qualquer infortúnio invocam a Deus para amaldiçoar quem se levante contra “seu ministério”. Para eles, Deus é nada mais nada menos que seu patuá ou amuleto de sorte para defendê-los de opostos. Citam desenfreadamente como se fosse um veredicto final: “não toqueis nos meus ungidos”. Esquecem-se que os ungidos para serem ungidos, tem que no mínimo ter a unção do Espirito de Deus, e não uma massagem ministerial nas suas cabeças. Sei que vou chocar, mas fazer o que. É a realidade atual. Para essa gente, vale o que Jesus respondeu para os filhos do trovão: “...Vós não sabeis de que espirito sois”.

A Busca Pela Celebridade

Só pode mesmo ser os momentos finais que a igreja de Cristo está vivendo. Parece que buscar a fama a qualquer preço não foi só coisa da “Darlene” não. (Uma personagem inescrupulosa de uma novela global que buscava a fama a qualquer preço). Isso é real entre nós.

Posso parecer amargo e pesado, mas é real. Olhe para o púlpito de sua igreja. Veja quantas pessoas passam por lá cantando ou pregando, e depois correm na porta do templo para vender seus CDs e DVDs. É bem verdade que existe gente séria que só quer adorar a Deus e ganhar almas, mas a maioria só quer vantagens que a cruz de Cristo oferece, se esquecendo que Jesus disse que temos que levar nossa cruz também. E levar a cruz exige renúncia, e uma vida de obediência e humildade.

Dias desses recebi um telefonema de um moço se dizendo líder de jovens de sua igreja, me perguntando se tinha agenda para pregar em sua festa. Disse que sim, e a partir daí, fui bombardeado por inúmeras perguntas com respeito a mim e meu ministério. Até ai tudo bem, afinal, quem não é conhecido (ou celebridade), precisa de certas formalidades. Mas o que me doeu, foi uma pergunta que ele me fez: “Pastor, você já pregou alguma vez na festa dos Gideões?" (uma mega festa de missões que acontece no sul do país). Eu disse que não tive esse privilégio ainda. Ele então me disse que seria complicado me indicar para seu pastor, pois não tinha pregado lá. Eu argumentei dizendo que tenho um ministério já de 20 anos, mesmo tendo só 40 anos de idade, dei a ele o telefone do meu pastor, da minha igreja, para qualquer recomendação, mas não teve jeito, eu nunca tinha pregado nos Gideões.

Desliguei o telefone perplexo. Nunca imaginei que um pregador da Palavra fosse medido por ter acrescido em seu currículun uma ministração em determinado lugar. Pensava que o diferencial fosse a unção do Espirito, milagres, conversões de almas, pois isso Deus sempre foi benévolo comigo, mas mudou muito hoje. Fazer o que... Tenho que tocar a vida.

Querido e amado irmão, entenda que o importante para o Senhor Jesus não é a fama ou engrandecimento de nomes humanos. Para Jesus, o que vale é o reconhecimento de seu senhorio que vem pela cruz e o Calvário. O resto se dilui no seu Reino. Não faça como os filhos do trovão, que queriam a primazia no Reino e não queriam ouvir e nem discutir o caminho da cruz que Jesus como bom soldado aceitou. A estrela é Ele. A glória é Dele, somente Dele. O resto é resto.

Vosso Conservo
Pr. Josias Almeida
josiasalmeida33@hotmail.com

O Barulho da Sua Volta

O Senhor sempre se manifestou com intenso barulho entre o povo. Na sua teofania sempre Ele veio com barulho:

Terremoto: (Num.16:31,32)
Vento: (Ez.37:9)
Tempestade: (Sal.29:3)

Na sua volta haverá barulho, da mesma forma haverá barulho:

1) O abalo de Heb.12:26, é a repetição de Ex.19 quando Deus desceu com intensa glória no Sinai. E Deus diz que voltará a abalar a terra. Veja se isso não causará alvoroço e barulho:

a) Sumiço de gente do mundo todo.
b) Aparecimento de um governo mundial

2) Em I Tes.4:16, mostra mais três coisas que farão barulho:

a) Alarido: Grito militar que indica comando. Jesus gritará para suas hostes: É hora de buscar a igreja.
b) Voz de arcanjo: Miguel virá na frente para guerrear contra as hostes do mal que tentarão segurar a igreja.
c) Trombeta de Deus: A última trombeta soará indicando a ressurreição dos mortos em Cristo. Será para os mortos.

3) Em Mat.25:6 nos mostra ainda o clamor do Espírito Santo a meia-noite, despertando os crentes para o arrebatamento. E aqui está um grande perigo, pois, talvez para alguns será tarde demais para ouvir esse clamor. O clamor do avivamento final será ouvido por aqueles que ainda tem reservas de azeite. É hora de despertarmos do sono espiritual...Mt 25.1-13; I Tes 5.6,7.

Mensagem ministrada no encontro jovem da AD em Monte Mor/SP

Tesouros em Vasos de Barro


Introdução: Em um processo de seis dias, Deus criou o mundo, culminando com a criação do homem, a quem constituiu como a glória máxima de toda Sua obra:

a) Criando-o à sua imagem, conforme a sua semelhança (Gen.1:26)

b) Dando-lhe domínio sobre todas as coisas (Gen.1:28)

c) Colocando-o como coroa de sua criação (Sal.8:5)

d) Fazendo-o pouco menor que os anjos (Sal.8:5)

A matéria prima utilizada por Deus para a criação desse ser, foi o desprezível pó da terra. Deus tinha a sua disposição outros materiais para faze-lo, tais como:

a) Ouro (Gen.2:12) - Não o fez de ouro pois o mesmo simboliza a sua glória, e Ele não a dá a ninguém, e para lembra-lo que ele não é nada (Is.42:8, Ec.12:7)

b) Prata - Esse minério simboliza a redenção e, o homem, por mais bem intencionada e melhor posicionado socialmente, nunca, jamais a conseguiria com seus méritos ou esforços pessoais (Sal.49:6a8).

c) Pedras Preciosas - Simboliza a ação do Espirito Santo, e o homem, jamais conseguirá produzir algo para Deus sem o seu indispensável auxílio (Sal.51:10,Luc.4:18).

O crente em Cristo é representado na Bíblia como um vaso:

· "Disse-lhe porém o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel (At.9:15).

· "Ou não tem o Oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para deshonra?" (Rom.9:21).

· "Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra" (II Tes.4:4).

· "De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso de honra, sanficado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra" (II Tim.2:21).

VASO DE BARRO - simboliza a fragilidade humana, e o imenso poder de Deus, que a qualquer momento pode quebra-lo e o refazer segundo a sua vontade. Veja o exemplo de Jeremias na casa do oleiro: "...tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que parecem bem fazer" (Jer.18:4).

Os vasos nos tempos bíblicos, não eram como atualmente, usados mais como adereços e enfeites domésticos, pois eram usados como recipientes e depósitos. Os mais feios eram usados até mesmo como depósitos de lixo, daí a expressão de Paulo: "...uns para honra e outros para deshonra" (Rom. 9:21).

Os vasos da casa de Deus tem muito valor, pois o rei Belssazar foi duramente castigado pelo Senhor, ao usa-los no seu "carnaval" imoral e pecaminoso (Dan. 5:2).

Existe apenas um fator determinante, que mostra qual é para Deus o vaso que tem mais valor na sua casa: O que tem mais azeite (Mat.25:1a10).

O que tem feito mais falta hoje na igreja do Senhor, é os vazos para serem cheios, pois o azeite é ilimitado e está a jorrar abundantemente: "...e sucedeu que, cheios que foram os vazos... Então o azeite parou" (II Rs.4:6).

Mensagem ministrada na manhã de avivamento da AD de Betim/MG

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vivendo Acima do Sistema

Esses pensamentos vieram a mim em um simples quarto de hotel, numa cidade do interior de São Paulo, depois de ministrar em um abençoado evento, e pedir a Deus que fizesse algo diferente naquele conclave, pois, sinceramente, não suporto mais a mesmice e o marasmo que tomou conta da igreja.

Você já reparou que tudo parece caminhar para uma vala comum? As pessoas parecem que se acostumaram com os iguais que tem acontecido, e penso que isso é prejudicial. Existe um modo de pensar comum, que aqui vou chamar de sistema, e se você não se adequar ou se adaptar a ele, você será alijado, ou excluído do contexto.

Tenho visto e ouvido, intrépidas vozes se calarem repentinamente e caírem no comum, e reservadamente admitirem, que se assim não fizessem, seriam silenciadas por “forças maiores”, que prefiro nem saber quem são. Tiveram que fazer concessões para continuarem. Isso é forte leitor amado, e muito sério também.

Pensei no profeta Elias, que teve que surgir do nada. Cadê sua família? De onde veio? Quem era ele? Quase ou nada se sabe. Apenas que não estava satisfeito com o sistema, e resolveu, no nome do Senhor desafiá-lo.

Onde estavam os sacerdotes, responsáveis pela pureza religiosa? Estavam comprometidos com o sistema, a mercê da impiedosa Jezabel, seguidora de Baal. Onde estavam os levitas? Se não estavam comprometidos, ao menos inseridos no sistema estavam. Acomodaram-se ao sistema, e achavam incômodo desafiá-lo. Então aparece Elias. Sem tradição, sem peso político, sem a tradicional cultura hebraica, oriundo de um local sem vocação para revelar profetas, mas inflamado por uma força e desejo de revelar as mazelas e fraquezas do... SISTEMA.

É sempre assim. Deus não iria usar alguém que estava amoldado ao sistema. Era difícil para alguém lá de dentro, abrir mão de certas vantagens e comodidades que esse sistema oferece. É só você entrar na dele que tudo se resolverá para você.

Penso que Deus só poderia usar Elias mesmo. Ele era profeta. E de profeta a gente sempre espera uma voz áspera, um olhar rude. Gestos agressivos denunciando inflamadamente tudo. Era esse o pensamento de então. Tanto que bem mais tarde, quando Jesus usa o Dom da ciência ante a mulher samaritana e passa a sua vida a limpo, ela admira-se: “...Senhor, vejo que és profeta” (Jo.4:19). O profeta era sempre considerado alguém fora de moda. Ranzinza. Fora dos padrões normais de então. Ele era alguém fora do sistema, e alguém com quem as pessoas tinham pouco contato.

Todos nós sabemos, que é muito mais simples e fácil se calar em meio as dificuldades. Todos nós queremos comodidade. Mas a comodidade faz parte do sistema, e no sistema, está Jezabel, está Acabe, está os desviados israelitas que seguiram ao rei. Se você ficar contra eles, ficará sem dúvidas com o pesado ônus de ser oposição. Ser profeta.

Você poderá até por um momento ser admirado e aplaudido, mas terá que contar apenas com Deus. Os abraços e tapinhas nas costas serão apenas uma forma de te atrair para eles. Mas cuidado. A mão que afaga, é a mesma que apedreja. Você estará sempre no fio da navalha. O sucesso, aplausos e louros, caminharão por uma tênue linha juntamente com as pedradas e os ultrajes. Conte apenas com Deus.

Daniel teve que aprender isso. O sistema era muito forte. De nada adiantava ele salvar o rei, o reino, os súditos, mostrar toda a sua graça. Ele não era comprometido com o sistema, e por isso, vez ou outra, era obrigado a deixar que o impulso profético o dominasse. SOMENTE QUEM TEM O ESPIRITO PROFÉTICO SE POSICIONA CONTRA O SISTEMA!!!

Não há interesse no sistema, que alguém fora dele prospere. Não senhores. Todo impulso tem que vir de dentro para fora. Pelo menos não ameaçarão eles. Há um compromisso interno de nunca desafiá-los, enquanto que quem vem de fora, quererá questioná-los, saber coisas que não podem saber, e implantar suas idéias e ideais. Então vai parar na cova dos leões.

SOLIDÃO

Você terá que aprender a conviver com a solidão. Elias questionou isso com Deus. Tentou lançar em rosto contra o Criador esse fato de ter que lutar sozinho contra o sistema, que tinha vindo de fora e corrompido a nação: “E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, por que os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram teus profetas à espada, e só eu fiquei , e buscam a minha vida para a tirarem” (I Reis19:14). (O grifo é meu).

Estar sozinho contra o sistema não é fácil. A minoria é algo que incomoda a gente. Dá a impressão de estarmos errados, no caminho oposto. Mas o caminho é esse. É andar na contramão do sistema. É chocar-se contra os ideais dele.

Quando Deus dá a Elias a resposta que existiam na nação sete mil joelhos que não se dobraram a Baal, e, que existia um remanescente fiel a Ele (I Reis19:18), me veio a tona um pensamento. Era caso do profeta questionar: "Mas Deus, onde eles estão que não se manifestam"?

Sinceramente, você poderá me dizer que não concorda com o sistema, mas não faz nada para desafiá-lo, sou forçado a dizer que você está cometendo outro erro: OMISSÃO. É isso mesmo. Não dobrar-se diante de Baal era até louvável, mas de pouca valia. Não adorar aquele ídolo era uma obrigação de Israel. Portanto estavam cumprindo apenas com o dever.

Mas onde estavam? Escondidos. Deus teve que trazer Elias para desafiar o sistema. Talvez você seja assim. Não concorda, mas não confronta. Não desafia. Nada faz para mudar as coisas. De nada adianta não dobrar os joelhos diante de Baal se não os dobramos diante de Deus também. Era necessário mais do que rejeitar a Baal, era necessário atitude de confrontação.

Vejo os sete mil que não se dobraram diante de Baal com menos valor do que os cem profetas que Obadias escondeu de cinqüenta em cinqüenta numa cova e os sustentou. Por que eles certamente desafiaram o sistema. Tornaram-se “personas non gratas” diante de Acabe e Jezabel, por isso tiveram que ser escondidos. Ao passo que os sete mil estavam soltos. Eram anônimos entre a multidão.

Elias reclamou da solidão. Não é fácil você ser uma solitária voz que clama no deserto. Numa época em que a visão global é supervalorizada, você se ilhar entre a multidão é terrível. Você quase que se tornará um ermitão. Sem problemas. Deus irá se agradar de você. Te dotará de forças. Pode ter certeza.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Treinando Com Leões e Ursos

Texto: I Sam.17:34ª37

Introdução: A gente costuma pensar no Davi que matou Golias. Pregamos sobre isto, meditamos, discorremos, mas pouco falamos que Golias não foi a primeira vitória de Davi. Esta foi a que deu notoriedade, mas antes de chegar a Golias, ele enfrentou algumas situações complexas também, que vou chamar de treinamento. Antes de Golias, Davi matou leões e ursos lá na solidão dos campos. Que lições tiramos desse episódio?

1) Davi teve que aprender que leões e ursos são perigosos.

a) Leões atacam para caçar e matar. É seu instinto ser assassino. Significam inimigos que vivem a espreita para destruir nossas vidas. Atacam por instinto, por natureza má mesmo.
b) O urso ataca para defender o seu território. Quando Davi ia com o rebanho para algum lugar, primeiro ele tinha que ir nas cavernas daquela região para se assegurar que não haviam ursos. Caso houvessem, era necessário matá-los, pois senão os ursos viriam contra o rebanho.
c) Antes de conquistar um território (casa, emprego, relacionamento, ministério...), é preciso matar os ursos que existam naquela região, defendendo-a.

2) Davi teve que entender que leões e ursos são batalhas solitárias a se vencer. No campo não tem holofotes, nem aplausos, nem torcida, nem incentivo. Campo é anonimato, solidão, só temos Deus como companheiro e uma harpa para salmodiarmos, aleluia!!! Ele poderia pensar: “Não tem ninguém aqui olhando... Deixa esse leão levar a ovelha embora, afinal, são tantas, uma não fará falta. Mas ele foi de encontro ao leão, o feriu (certamente com uma funda) e o matou. Da mesma forma como faria com o gigante mais tarde. (Leia Jer.13:5, para entender lições de treinamento).

3) Davi teve que aprender que experiências solitárias devem ser contadas no momento certo. Só vemos Davi relatando a morte de leões e ursos a Saul. Nem seu pai (para não provocar falsas expectativas), nem seus irmãos (para não provocar ciúmes e nem parecer gabola) sabiam disso. Contou apenas ao rei Saul para convencê-lo de seu curriculun. Cuidado a quem você conta suas experiências espirituais. Nem sempre será entendido.

4) Davi teve que aprender que não se muda armas dependendo do inimigo. Ele não quis a armadura de Saul. Preferiu as suas próprias (cajado, funda e pedras) que eram frágeis aparentemente, mas havia dado certo com leões e ursos. Por que não poderia dar certo com gigantes? Tem pessoas que são simples e humildes quando estão no anonimato, porém quando chega a honra de Deus, mudam seu comportamento. Continue usando a arma que Deus te outorgou.

Mensagem ministrada dia 16/04 em nossa igreja, no culto da família.
Pr. Josias Almeida
16/04/10

terça-feira, 13 de abril de 2010

Da Teoria a Prática

Tudo havia acontecido muito rápido. Parece que era ontem mesmo que Eliseu lavrava seus vinte e quatro bois, quando de repente, praticamente do nada, aparece a figura eremita do profeta Elias. Certamente o susto foi grande, e antes mesmo de Eliseu recuperar-se, o famoso e renomado profeta lança sobre suas costas sua própria capa. "Meu Deus, será que é isso mesmo?", deve ter pensado Eliseu, sabendo muito bem o que representava aquilo. ERA NADA MAIS NADA MENOS DO QUE TRANSMISSÃO DE AUTORIDADE PROFÉTICA! A UNÇÃO DE ELIAS ESTAVA SENDO TRANSFERIDA PARA ELISEU!!!

Interessante que Elias faz esse gesto, cheio de simbolismo espiritual, e segue adiante - tinha ainda mais duas missões a cumprir (que aliás, não cumpriu): ungir Hazael rei sobre a Síria e Jeú rei de Israel (I Rs.19:15,16). Eliseu teria que discernir e reconhecer o significado daquilo.

Quem sabe no coração do jovem Eliseu, tenha passado muitas dúvidas. A pessoa mais indicada para aquele mister, de suceder Elias, seria alguém lá do "rancho dos profetas", alguém que tivesse no mínimo uma iniciação ministerial ou profética. Seria em nossos dias modernos, jovens seminaristas, com inclinação vocacional.

Mas Deus sempre surpreende nesse quesito. Ele faz questão de escolher do jeito Dele. Ele não abre mão dessa prerrogativa, Dele mesmo escolher seus obreiros: "Jesus subiu a um monte, e chamou a si, os que Ele quis, e vieram a Ele" (Mac.3:13) ( grifo do autor). É quem Ele quer. Não adianta apadrinhamentos, nem vontade familiar, é quem o Senhor quer. Ele sempre prefere os incapacitados, para então capacitá-los, e não dividir Sua glória com ninguém.

Eliseu, que de bobo não tinha nada, discerniu imediatamente o propósito, e deixando os bois, correu atrás de Elias, não impondo nenhuma condição para seguí-lo, apenas fez um pedido: Queria despedir-se de sua gente e dar uma festa com seus aparelhos. A resposta que ele recebeu do profeta, nos faz pensar seriamente na urgência que Deus tem com a obra missionária: "...Vai e volta..." (I Rs.19:20). Deus não aceita atraso neste quesito.

Não Tinha Mais Volta


Para evitar qualquer repente emocional que poderia ocasionar a sua volta, Eliseu tomou uma corajosa decisão, de sacrificar suas reses e transformar os aparelhos de labor diário em churrasqueira, dando uma bela festa para o povo do lugar (I Rs.19:21). Isto significava que MESMO SE QUISESSE VOLTAR A ANTIGA PROFISSÃO, SERIA APENAS MAIS UM DESEMPREGADO, NEM FERRAMENTAS PARA O TRABALHO TINHA MAIS!!!

Ao assumir com Elias e com Deus aquele compromisso, e ao desfazer-se dos bois, transformando as ferramentas em churrasqueira, Eliseu estava tomando duas corajosas atitudes:

1-) Rompendo os Laços Humanos

Imagine o profeta passando por um lugarejo carente de mão de obra qualificada (boieiro era uma profissão rentável e muito apreciada na época), e recebendo uma proposta tentadora de trabalho. Poderia até ser tentado a desistir de sua inglória carreira de profeta e voltar para sua antiga profissão como os discípulos após a frustrante "morte de Cristo" que tomaram a decisão de voltar a pescar, liderados pelo frustrado Pedro. Se Eliseu quisesse fazer isto, não conseguiria, pois CADÊ AS FERRAMENTAS?

Oh! Como Deus precisa de gente assim nesses dias. Pessoas dispostas a renunciar laços de tradição, profissão, amizades e até familiares se for preciso, pagando o preço de viver uma vida na vocação e vontade de Deus.

Tem muitas pessoas (quem sabe até você que está lendo esta mensagem) debaixo de grandiosas promessas de Deus: Promessas ministeriais, promessas missionárias, poderosas promessas, que estão retidas com Deus, talvez já até atrasadas, pois o Senhor não viu ainda uma entrega total e absoluta. DEUS SÓ VAI CUMPRI-LAS NA SUA VIDA, QUANDO VOCÊ QUEBRAR AS VELHAS E ANTIGAS FERRAMENTAS!!!

2-) Tomando uma Estrada sem Volta

Era algo irreversível. Não tinha mais jeito de voltar atrás no compromisso com Deus. Era uma estrada sem volta, só tinha mão única. Ia e não voltava mais. Se tentasse voltar, voltaria na contramão espiritual: Atropelando e sendo atropelado. Qualquer pessoa que lança mão no arado e volta, vem pela contramão da vontade divina. É por isso que a obra de Deus tem sofrido, especialmente a obra missionária.

A obra de Deus sofre por que muitos homens, que pegaram essa estrada, caíram em laços de fracassos e pecados, e tentam voltar na contramão, atropelando e sendo atropelados. Se esquecem do que disse Paulo aos Romanos: "Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis". Deus dá e não toma de volta. Ele não se arrepende e nem revoga os dons e a vocação. Quando fracassamos, os homens caçam o título, mas Deus não. Coisa triste é a pessoa não ter mais o reconhecimento humano, Pode até ter o divino, pois Deus perdoa, mas o homem não perdoa. A chamada continua, os dons e a vocação continuam. Por isso, quem tem que cuidar de seu ministério é você. Quem tem que cuidar de seus dons é você. Quem tem que cuidar da sua chamada é você. Quem tem que cuidar de sua vida espiritual é você. E tenha certeza, Deus irá pedir contas do que fizestes com tudo isto (Mat.25:19).

A Escola da Vida


Eliseu nunca se assentou no banco da escola dos profetas, da qual o próprio Elias era o professor. Aprendeu diretamente com o profeta, na fonte. Mais do que teoria vocacional, teve a prática ocupacional.

O relato bíblico apresenta dois episódios realizados por Elias que certamente Eliseu presenciou: "...então se levantou , e seguiu a Elias, e o servia" (I Rs.19:21). Se ele estava a serviço de Elias, é de se crer que ele viu a dura repreensão do incansável profeta sobre Acabe, quando ele usurpou a vinha de Nabote, e também a morte de cento e dois homens queimados pelo fogo do juízo de Deus, sentenciado pelo profeta (II Rs.1:9a14).

Nesses dois acontecimentos, Eliseu pode perceber que teria um relacionamento conturbado com o poder. O sistema estava muito corrompido, e qualquer pessoa que quisesse obedecer à Deus, viveria em oposição ao sistema.

Foi necessário que ele tivesse visto tudo isso, pois se estivesse assentado lá no banco do rancho dos profetas, jamais saberia como lidar com aquelas confusas situações. Era necessário que ele viesse para o campo, aprender a vida ministerial prática e não somente a vocação teórica.

Hoje, quando a obra missionária sofre de crise de identidade, vemos pessoas preparadas teoricamente, mas trancadas em gabinetes, com esquemas e esboços preparados para entregar qualquer mensagem, em qualquer ocasião, mas que nada apresenta de prático. Nenhuma presença de conversões de almas. Muito blá, blá, blá, para pouca coisa. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Precisamos sair do rancho dos profetas e ir para a tutela de Elias, contempla-lo desafiando o poder, e não enamorado dele (foi assim que começou a derrota da igreja lá atrás, lembram-se?), contemplá-lo mostrando a graça e a coragem que há no ministério ao defendê-lo diante do incrédulo rei Acazias, que ao mandar consultar Baal-Zebube, deus de Ecron, recebeu do profeta uma desafiadora resposta: "...por que enviaste mensageiros a consultar Baal-Zebube, deus de Ecron? Porventura é por que não há Deus em Israel, para consultar sua Palavra?...".

Li recentemente uma matéria em uma grande revista de circulação nacional, que dizia que em muitos lugares no Brasil, principalmente no Nordeste, quando um foragido da lei não consegue ser encontrado, a polícia procura ajuda dos "pais de santos" para localizá-los, e segundo a revista, muito pouco se é resolvido com esse método.

Pensei cá com meus botões: Acho que se a igreja buscasse mais a Deus e entrasse numa ação mais profunda com o espiritual, o Espirito de Deus revelaria onde estão esses larápios, e nós a igreja tomaríamos a dianteira nesse aspecto espiritual: "Então foi revelado o segredo à Daniel numa visão de noite..." (Dan.2:19a). Eu creio em um Deus assim, se você não crê, muito pouco se poderá fazer por sua vida espiritual meu querido leitor. Você está vivendo um evangelho apenas teórico...

A Necessidade de uma Experiência Pessoal

Seria fácil para Eliseu viver toda sua vida à sombra do ministério de Elias. Mas o momento estava chegando, e se aproximava, em que Elias iria embora. Eliseu aprendeu toda a parte teórica da função profética, mas lhe faltava o toque final, de ter em sua própria vida tudo o que Elias lhe ensinara. E assim foi. Pregou os olhos em Elias e não desgrudou, até entender o segredo de uma vida ministerial vitoriosa. "...Fica-te aqui pois o Senhor me enviou a Betel...". "... Não te deixarei...". "...Eliseu, fica-te aqui pois o Senhor me enviou a Jericó...". "Não te deixarei..."." ...Fica-te aqui, pois o Senhor me enviou ao Jordão...". "...Não te deixarei...". Santa persistência. Eliseu ainda teve que agüentar de cinqüenta rapazes dos filhos dos profetas, os modernos estudantes de teologia, algo como se fosse uma gozação: "...Sabes que o Senhor hoje tomará o teu senhor por de cima da sua cabeça?"

Era como se eles dissessem: E ai? Elias vai embora, é você mesmo que vai ficar no lugar dele? E depois, o que vais fazer sem ele? A impressão que fica, é que aqueles moços estavam com uma pontada de inveja de Eliseu. Certamente queriam muito estar em seu lugar.

Quando Elias se vai, arrebatado num redemoinho, chega o momento decisivo para Eliseu: Mostrar àqueles rapazes que ele havia sido de fato e de direito escolhido por Deus como sucessor do profeta. No lado oposto do Jordão, quem sabe com ar de escárnio, os rapazes olhavam Eliseu com a capa de Elias nas mãos, parado em frente o rio Jordão. "O que ele vai fazer? E agora? Certamente vai esperar por alguns meses até que a enchente baixe e ele consiga voltar para cá... Ah! Que falta faz Elias".

Sereno e tranqüilo, Eliseu toca o rio com a capa de Elias e exclama: "Onde está o Deus de Elias?". O grande rio se abre, separando-se em dois. A Capa era de Elias, mas a unção agora era de Eliseu. Ele tinha uma experiência pessoal com Deus. Não era mais um teórico, agora era prática a sua fé. Deus confirmava publicamente sua chamada profética. "Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam de fronte em Jericó, disseram: O espirito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram ao encontro e se prostraram diante dele em terra" (II Rs.2:15).

Só teremos nosso chamado, vocação e ministério respeitado pelos homens, quando provarmos a eles que acima de qualquer coisa, temos uma experiência pessoal com Deus. Não precisa você reivindicar isso, o próprio Deus se encarregará de mostrar a todos que você tem algo diferente, e esse algo, se chama experiência pessoal com Ele mesmo.

Que o Senhor te abençoe e te de esta experiência...

Seu conservo

Pr. Josias Almeida

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ficai em Jerusalém

Ficai em Jerusalém
Texto:(Luc.24:49)


Introdução: O próprio Jesus fez questão de deixar claro que a princípio, toda a devoção e vida religiosa dos discípulos, deveria emanar de Jerusalém. A cidade seria o palco principal da vida religiosa do povo de Deus. O diabo sempre lutou contra isso.

1) Não deixar o povo ir a Jerusalém (I Rs.12:27).

Veja o exemplo de Jeroboão, rei de Israel (I Rs.12:26a33)

a) Ofereceu ao povo um culto alternativo, por causa da distância de Jerusalém (28)
Nunca ouvi de ninguém que morreu de tanto ir a igreja.

b) Ofereceu ao povo sacerdotes e levitas domiciliares, sem nenhum compromisso com a chamada (31).

c) Fez uma festa imitação da “Festa dos Tabernáculos”, para prender o povo em Betel e Dã (32).


2) Não deixar o povo permanecer em Jerusalém (Luc.10).

Veja o exemplo da parábola do Bom Samaritano:

a) Um homem descia de Jerusalém para Jericó. Estava cansado do cotidiano espiritual. Resolveu aventurar-se em Jericó (cidade amaldiçoada). Foi surpreendido por salteadores sem misericórdia.

b) Um sacerdote também descia. Cansado de ministrar perante o Senhor, foi para Jericó aventurar-se.

c) Um levita também descia. Cansado de louvar e adorar. Queria experimentar cantar em Jericó. (Tenho talentos. Vou mostrá-lo onde valorizam).

d) Subia um samaritano. Estava fora do contexto mas ia adorar. Queria sentir Deus. Era desprezado, desvalorizado, mas queria adorar.

3) Não deixar o povo voltar a Jerusalém (Luc.24:13).

Veja o exemplo dos dois discípulos no caminho de Emaús.

a) Resolveram deixar Jerusalém no dia do milagre. Saíram por estarem frustrados e julgarem que nada mais aconteceria.

b) Saíram por que esperava a coisa acontecer de um jeito e aconteceu de outro. Deus faz do jeito Dele.

c) Saíram por não acreditar no testemunho que as mulheres deram, nem os discípulos.

d) Conseguiram voltar só depois que Jesus provou a eles que o milagre era real.

Conclusão:Independente das circunstãncias, não saia de Jerusalém.

Mensagem ministrada na Assembléia de Deus do Jardim Angélica/SP numa manhã de avivamento.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um Perigoso Silêncio

Um perigoso silêncio

     A Bíblia sempre nos manda guardar silêncio diante de Deus ( Sal.46:10, Ec.5:2). Mas sempre que Deus trata conosco, Ele quer ouvir de nós uma palavra, um pedido, uma argumentação, ou mesmo, uma resposta às suas perguntas à nosso respeito.

"E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? E ele emudeceu" (Mat.22: 12).

UM CASAMENTO CONTURBADO

     O Senhor Jesus nos conta uma parábola em Mat.22, do casamento do filho de um rico e poderoso rei. Um lauto e farto banquete foi oferecido, mas parece que não havia nenhuma disposição dos empregados oficiais do rei em comparecer na festa das bodas. O rei manda seus mensageiros oficiais convidá-los e eles fazendo pouco caso do rei e seu filho, inventaram as mais variadas desculpas para não comparecerem.

     O rei se entristece, não esperava aquilo de seus funcionários de extrema confiança. Tentando ser benevolente, manda uma segunda equipe de mensageiros convidá-los. Mas ai, a coisa foi bem pior. Eles simplesmente espancaram seus oficiais, ferindo-os e apedrejando-os, até mesmo matando-os. A ira do monarca transbordou e, usando de sua autoridade real, enviou seu poderoso e bem treinado exército àquela cidade, e matou-os, incendiando a cidade daqueles homicidas.

     Mas o casamento teria que acontecer. Era o assunto do momento. O casamento do futuro herdeiro seria o maior daqueles tempos. Imagine porém uma festa sem convidados. Seria um verdadeiro fiasco, e mostraria aos reinos vizinhos que o rei estava sem prestígio.

     Como já estava tudo preparado, bois e cevados mortos e suculentamente assados, e o rei precisava de "quorum", pediu aos seus mensageiros que fossem as saídas dos caminhos, e convidassem a todos os que encontrassem. Independente de classificação social. A festa teria que acontecer, e quem seriam os convidados, era o que menos importava àquela hora.

     Imagine que tipo de gente foi convidada, diz o texto: "...tanto maus como bons..." (Mat.22:10). Não havia distinção de pessoas. Eles vieram. Atenderam de bom grado o convite real. Para eles era um fato novo, algo muito especial atender aquele honroso e inesperado convite. Entraram sem serem merecedores no lugar dos que mereciam tamanha honraria.

O EXTASE DA FESTA

     Derrepente, o mestre de cerimônias anuncia: Atenção senhores, o monarca estará adentrando o salão, para ver e cumprimentar todos os convidados. Lá vem o rei. Cercado pelo seu séquito, com o filho ao lado, e ao invés de fazer uma saudação coletiva, ele prefere ir individualmente cumprimentar os convidados, tamanha era sua alegria em tê-los ali. O som da música é silenciado, as luzes são acesas, e o rei começa a conversar com seus convidados: Olá, como vais, oh! Que bom que você veio, fique a vontade...

     Os olhos reais posam num canto, e lá estava um homem, com expressão carregada, semblante sério, olhar aflito. O motivo? Estava sem uniforme de gala. O rei vai até ele, e em tom amistoso lhe dirige a palavra: "...Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? " . O rei lhe fez uma pergunta. E o que diz o texto bíblico? Ora, o rei esperava uma resposta dele, mas ele simplesmente calou-se: "...E ele emudeceu".

     Aquelas pessoas pobres e miseráveis, convidadas de última hora para participar das bodas, certamente não teriam condições de comprar uma roupa especial requerida pelo monarca, daí então entendermos que o próprio rei custeou suas vestimentas de gala. Talvez, aquele homem afoito para entrar logo na festa, não quis enfrentar a fila de pessoas para trocarem de roupa, e julgando sem importância as vestes, entrou para o salão sem elas, usando suas roupas normais.

     Mas pelo que entendemos, o maior erro, não foi ele ter entrado sem as roupas nupciais. O maior erro, foi ficar calado diante da figura real, e não responder sua pergunta. Vale dizer que o rei foi simpático com o homem, chamou-o de "amigo" , mas ele calou-se. Era hora dele desculpar-se diante do rei, pedir-lhe uma chance de trocar-se, colocando as vestes exigidas para o momento. Mas ele calou-se.

O SILÊNCIO É PERIGOSO

     Essa parábola nos traz significados especiais. Lindas revelações espirituais para todos nós. Primeiro, o rei da história é nosso Deus. As bodas é o reino de Deus. Os convidados somos nós, integrantes da nova aliança, convocados para assumirmos o lugar do povo da promessa que rejeitaram o Filho de Deus: "Veio para o que era seu (Israel) , e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (Jo.1:11e12).

     Nossas vestes foram dadas pelo próprio Deus, não foi nossa justiça pessoal que nos credenciou, mas o sangue do glorioso Filho de Deus, o próprio Senhor Jesus (Ap.6:11), e é preciso uma constante limpeza e renovação dessas vestes, pois o próprio Deus exige isso: "Em todo tempo sejam alvos os teus vestidos..." (Ec.9:8a).

QUANDO DEUS PERGUNTA

     Deus tem uma forma muito especial de falar com seus filhos. Ele gosta muito de fazer-nos perguntas. Existe em Deus vários atributos maravilhosos, mas pelo menos três se destacam nesse assunto que estamos considerando. PRESCIÊNCIA - Por esse atributo, Deus toma conhecimento de algo antes que ele venha a acontecer. ONISCIÊNCIA - Esse revela Deus como conhecer de tudo o que está acontecendo no momento. ONIPRESENÇA - É Ele estar presente em qualquer parte que queira, sem depender da lei da física, de transporte e tudo mais. Mesmo tendo esses maravilhosos atributos, e saber tudo que vai se passar, ou está se passando de forma imediata por sua presença no próprio local do evento, Deus intervém fazendo perguntas, mesmo sabendo a resposta que iremos lhe dar.

     Perguntas: Esse é o meio de Deus tratar conosco.

Pergunta Despertadora

"E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?" (Gen.3:9)

Pergunta Responsabilizadora

"E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão?... Que fizeste?..." (Gen.4:8e10).

Pergunta Transmissora

"E o Senhor disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: uma vara (Ex.4:2).

Pergunta de Rejeição

"Então disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul?..." (I Sam.16:1).

Pergunta Desafiadora

"Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?..." (Is.6:8).

Pergunta Auxiliadora

"E Jesus, parando, chamou-os, e disse: Que quereis que vos faça?" (Mat.20:32).

Pergunta Provocadora

"E ali entrou numa caverna e passou ali a noite. E eis que a palavra do Senhor veio a ele, e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?"(I Reis19:9).

Pergunta Perdoadora

"E endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão os seus acusadores? Ninguém te condenou? (Jo.8:10).

     Enfim, as perguntas, são meios que Deus usa para nos trazer de volta a realidade, e tirar-nos de um momento fantasioso que vivemos. Mesmo sabendo o que se passa conosco, Ele utiliza-se de perguntas para saber nossas respostas. Quando o rei entrou naquele salão, e enxergou aquele homem sem vestes nupciais, ele bondosamente lhe chama de amigo. Cabia aquele homem, declarar-se ao rei, pedir clemência, ajuda, uma nova chance, e com certeza, o rei lhe daria isso. Mas a Bíblia diz que ele emudeceu.

POR QUE ELE EMUDECEU?

Síndrome do Medo

     Talvez foi o medo que levou aquele homem a ficar em silêncio diante do rei. Talvez, ao ver a autoridade real, o séquito real, toda a glória do monarca, achou que de nada adiantaria suplicar seu auxílio. O rei era muito grande e poderoso para ouví-lo.

     Penso que é exatamente isso que tem acometido muitos relacionamentos Deus X Homem. Enxergam Deus grandioso demais para perdoar seus erros e pecados. Muitos hoje pecam, perdem suas vestiduras espirituais e acham que Deus nunca mais os ouvirá. Para muita gente, talvez devido ao legalismo em que foram criados, a visão de Deus, é de um velho carrancudo, assentado sobre um trono, longas barbas brancas, com o olhar soturno e carregado, soltando faíscas de seus olhos, com açoite nas suas mãos, castigando seus filhos aqui na terra, todas as vezes que eles erram.

     Estão acometidos de uma síndrome de medo. Sentem medo de um Deus irado nos céus. Para elas, Deus não sorri, não ama, não se apaixona pelo ser humano. Deus está sempre irado. Esse é o engano da religião. Eles precisam conhecer o lado amigo de Deus. Precisam sair desse gesso religioso, que os faz prisioneiros de um peso espiritual que se torna, servir a esse Deus. Quantos filhos trazem consigo a imagem do Deus carrasco, ensinado pelos pais, um Deus que está no mesmo patamar da Cuca, Lobisomem, Lobo Mau, Saci Pererê e todas essas criaturas que povoam o imaginário infantil, que os pais inventavam para ter o medo e respeito dos filhos, para os conservarem dentro de casa.

     A Bíblia apresenta Jesus chorando duas vezes apenas, no mais, Jesus vivia sempre exalando simpatia, a ponto de onde chegar, ser cercado pelas criancinhas que queriam sua presença. Uma pessoas antipática, não consegue atrair a simpatia infantil. Jesus, era amigo e sorridente (Mar.10:13a16).

     Vale dizer então, que Deus não tem limites para perdoar. Tire de seu coração esse pensamento de um Deus que não vai perdoar seu centésimo pecado, seu milésimo erro. Isso certamente é uma artimanha do diabo para silenciar suas orações e seus clamores à Deus. Não estou com isso abrindo a porta para você abusar da graça e misericórdia divina, só estou abrindo as portas do perdão de Deus para sua vida. O segredo é nunca, jamais silenciar-se diante de Deus. Se caiu, corra depressa, imediatamente aos pés do Senhor suplicando seu perdão, isso, quantas vezes for necessário (Lam.3:22e23, Mat.18:21e22).

PERDÃO PROGRESSIVO OU INSTANTÂNEO?

     Outro erro daquele homem, foi achar que o rei não poderia perdoar naquele momento. Existia um conceito falsamente divulgado entre os fariseus que Deus não perdoava a pessoa de forma instantânea. Deus precisava de um certo tempo para apagar os pecados do homem.

     Esse é outro erro crasso também. Deus nunca precisou e jamais precisará de tempo para perdoar alguém. No momento em que você pedir, no mesmo instante, no mesmo momento você é perdoado diante de Deus. Infelizmente, muita gente está dentro da igreja, em pecado, simplesmente por que depois de falhar diante de Deus, acham que não devem pedir perdão tão cedo, e o relacionamento com Deus irá precisar de um certo tempo para ser restaurado. Ledo engano. Deus não precisa de tempo para perdoar ninguém.

     Uma mulher apanhada no próprio ato, pecando de adultério, foi trazida ao Senhor Jesus, e o que fez o Mestre? Enquanto todos com os indicadores apontados a acusavam, o Mestre escrevia na terra, sem se importar com a presença de todos ali.

     Quando todos se foram, quem sabe a mulher esperando receber de Jesus, uma penitência, um castigo pelo pecado, recebeu uma sentença de perdão imediato: "...Nem eu te condeno, vai-te, e não peques mais" (Jo.8:11) , Aleluia!!! Deus não tem perdão progressivo, só tem perdão instantâneo. Receba o seu hoje, em nome do Senhor Jesus.

     Querido irmão (a), o segredo, é nunca estar calado diante de Deus, em especial quando Ele fala conosco. Ele sempre espera de nós uma reação diante de suas ações. Em circunstância alguma se cale diante Dele. Ele espera ouvir sua voz. Que Ele te abençõe...

Mensagem ministrada em nossa igreja na Santa Ceia do Senhor.