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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Cristo, o Dono do Chamado


O Senhor Jesus iniciou seu ministério terreno cônscio, de que teria um curto período para implantar Seu Reino na terra, e por isso, chamou, discipulou e comissionou doze homens que deveriam levar adiante a poderosa semente do Evangelho, semeada por ele.

Ao chamar esses homens, o Mestre compartilhou com eles seu próprio chamado que recebeu diante do Pai (Jo.20,21). Eis a razão de Cristo ter o cuidado de em apenas três anos e meio treina-los para a árdua tarefa de pregar o Evangelho. Eles iriam representa-los em sua máxima plenitude aqui e, para isto, deveriam estar preparados e equipados pelo Senhor (Lc.10.19; Mc 16.15-18).

I – O CARÁTER DO CHAMADO

1. É uma escolha pessoal do Mestre. A escolha dos doze discípulos, que iniciariam com o Senhor seu ministério terreno, foi uma decisão pessoal do Próprio. Não foi por interferência de terceiros e nem dos próprios familiares de Cristo, que até então, estavam arredios com relação a Jesus (Jo 7.5). A Bíblia relata que Jesus passou uma noite em oração no monte, e pela manhã chamou os doze (Lc. 6.12,13). O evangelista Marcos destaca que o Senhor “...chamou para si os que ele quis...” (Mc.3.13), acentuando que o chamado é uma escolha pessoal, soberana e direta  do Mestre.
2. É algo que demanda urgência. O Senhor Jesus sempre mostrou aos discípulos que a tarefa e obra dadas a eles, seriam com máxima urgência. Mateus destaca que o Mestre chamou Pedro e André junto ao mar da Galiléia, e, eles deixando as redes “logo” o seguiram. Diz também que João e Tiago ao serem chamados, deixaram o barco e seu pai e, “imediatamente” o seguiram (Mt. 4.20,22). O chamado demanda um esforço de nossa parte de sempre sermos rápidos a respondermos ao Senhor. Não pode haver postergação devido a brevidade da vida humana (Sl 90.10). Há pessoas que passam pela vida e levam junto consigo para o túmulo o fracasso do chamado por terem se demorado a atendê-lo (Sl 102.24).
3. Tira-nos da vala comum. Cristo ao chamar os discípulos, de pronto foi atendido, e em sua maioria, deixaram uma vida comum para viver algo exclusivo com o Mestre. A Bíblia diz que quatro discípulos, Tiago, João, André e Pedro, após presenciarem um espantoso milagre de ter dois barcos cheios de peixes sob o comando da Palavra de Jesus, levaram os barcos até a terra e abandonaram tudo (os barcos e os rentáveis peixes apanhados), e o seguiram (Lc. 5.11). O mesmo Lucas afirma ainda que o Senhor chamou Levi (Mateus) no cobiçado e confortável emprego na Recebedoria, e ele, deixando tudo, o seguiu (Lc 5.28). O chamado do Mestre está acima de qualquer beneficie terrenal, para recebermos o eterno (Lc 14.26,27).

II. COMO CRISTO CHAMA

1. Por uma revelação clara e direta. O evangelho de João nos mostra o chamado de Natanael, quando o próprio Senhor revelou ao futuro discípulo algo intrínseco de seu caráter (um israelita sem dolo), e algo de sua vida pessoal (te vi eu estando tu debaixo da figueira) (Jo 1.47,48), levando aquele homem a segui-lo fielmente. O próprio Mestre apresentou-se a Saulo nas proximidades de Damasco, para onde ele ia para perseguir os cristãos, e após joga-lo por terra, deu-o a missão árdua de sofrer e padecer pelo Nome de Cristo (At 9.3-16). Entendemos então, ser esta uma forma do Senhor chamar, por uma revelação clara e direta que não deixe nenhuma dúvida.
2. Usando outras pessoas. A Bíblia revela que nem sempre Jesus chamou os discípulos pessoalmente. João mostra Jesus confirmando o chamado de pessoas que foram convidadas por outros. André, após ouvir de seu antigo mestre João Batista que Cristo era o Cordeiro, deixou-o e passou a seguir a Jesus. Por conseguinte, procura seu irmão Simão, e “leva-o” a Jesus (Jo 1.42). No dia seguinte, o Mestre convida Felipe para acompanha-lo a Galileia, e tem a alegria de ver o novo discípulo convidar Natanael para integrar o rol dos inicialmente chamados (Jo 1.45). Podemos ser André e Felipe, levando ao Senhor os futuros chamados, e ajudando-os a viver a gloriosa oportunidade de servir a Deus. O Espirito Santo assim o quer.
3. Espontaneamente através de um sentimento íntimo. Há pessoas que são despertadas pelo chamado sem a interferência de ninguém, apenas com um sentimento forte despertado pelo Espirito Santo. O evangelista Mateus, relata no capítulo 8 e versículo 18 a seguir, duas pessoas envolvidas com o chamado e, ambas, resolveram de livre vontade atender o chamado. Embora, pareça que tenham declinado, devido a condição imposta por Cristo, vale dizer que foi uma decisão de foro intimo, visto que um era até escriba, e sabemos as dificuldades que pode ter enfrentado, se tomou a firme decisão de cumprir o proposto. A verdade é que o chamado pode vir de uma voz interior, ou mesmo de um desejo forte em nosso ser. Jesus ainda está chamando.

III. O QUE CRISTO EXIGE DO CHAMADO

1. Originalidade e fidelidade no que Ele determinou. O nosso amado Mestre contou aos seus discípulos uma parábola onde mostra que a cada um de nós ele constituiu como mordomo e, temos que cuidar de sua Casa da forma como Ele determinou ao se ausentar: “Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim” (Mt 24.46). Assim como? Ao olhar o contexto veremos que é assim como Ele deixou aquele servo. Sem mudanças. Sem alteração no trato com Suas coisas. Teremos que prestar contas se mudarmos em alguma coisa a originalidade de nosso chamado.
2. Prioridade absoluta e renúncia da própria vida. O amor ao Dono do Chamado tem que ter prioridade absoluta, acima até mesmo nossa própria vida (Mt 10.38). Renunciar qualquer laço humano que nos prende é acima de tudo desafiador. Jesus ouviu um pedido de um seguidor, para que esperasse enterrar seu pai e depois estaria livre para o Chamado. O Mestre ensinou que os mortos enterram seus próprios mortos (Lc 9.59,60). Não podemos julgar isso como um ato desumano do Salvador, mas sim, que Ele pedia ao moço prioridade exclusiva. No mesmo texto Ele reafirma isto: “... Ninguém que lança mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus” (Lc 9.62). O amor a Ele tem que sobrepujar o amor a nossa própria vida (Lc 14.26).
3. Constante desempenho e crescimento. Cristo nos ensina que temos sempre e em todo o momento estar ativos e prontos a desempenhar o labor do Seu Reino. Ele contou a parábola dos talentos, onde mostra dois sendo louvados pela atuação e um reprovado pela inércia (Mt 25.14-30). A cada um Ele confiou talentos segundo a capacidade pessoal. Veja que o Senhor é sabedor de nosso potencial, e exige uma resposta segundo o que nos confiou (vs.15). Quando Jesus revela aquele Senhor cobrando os servos, está dizendo que seremos indesculpáveis na nossa prestação de contas e, não haverá desculpas suficientes para convencê-lo de nossa inação (vs.27). Sempre haverá um lugar para cada um no Reino para encaixar seus talentos e no mínimo dobra-los para o Senhor.

CONCLUSÃO

Devemos sempre ter em mente que Cristo é o Senhor do Chamado. Ele iniciou seu glorioso ministério na Galiléia convocando doze homens simples, mas que se deram ao Senhor, de corpo e alma, realizando uma obra que perdura até os dias atuais. O nosso Santo Salvador continua chamando. Nos dias de hoje Ele busca, nos mais diferentes lugares, pessoas que se disponham a viver para Sua glória. Anunciar Sua santa Palavra. Respondamos em bom tom: Eis-me aqui Senhor. Ao seu inteiro dispor.

Pr. Josias Almeida

Ajuda Pastoral

Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo nosso Senhor.


Estaremos apresentando nesse despretencioso blog, leituras auxiliares a pastores, obreiros e a todos vocacionados no Reino de Deus. Postaremos materiais que poderão servir de subsídios a estudos e pesquisas.

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