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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo". (Fil.1:6). Deus é tão fiel que tudo aquilo que Ele iniciou em você, Ele terminará com toda a certeza. No relato da criação, o Senhor só descansou ao terminar toda a Sua obra. Assim será contigo, tudo que foi iniciado, ou está em andamento, não foge do controle de Suas santas mãos. Levante sua cabeça. Pode estar difícil agora. Mas é temporário.

Dias desses, passei por uma rodovia em reforma, e tinha uma placa: DESCULPE OS TRANSTORNOS, ESTAMOS EM OBRAS PARA MELHOR ATENDE-LO.

Então, descanse seu coração. Os transtornos e dificuldades são passageiros. Deus vai terminar a obra iniciada e você vai se alegrar muito ainda Nele. 
Tenha uma linda semana em Cristo!!

segunda-feira, 1 de junho de 2015


Quero que todos gostem de mim, mas descobri, muito tempo atrás, que tentar fazer as pessoas gostarem de mim é uma tarefa árdua! E sabe o que é mais interessante? 

Quando parei de me importar com o que os outros pensavam a meu respeito, pude ver que não havia tantas pessoas que realmente pensavam mal de mim. 

Percebi que o diabo colocava pessoas que não gostavam de mim por perto na mesma proporção em que eu me importava com isso! 
Quando desisti de me preocupar, tais pessoas simplesmente desapareceram...

quinta-feira, 29 de maio de 2014



Um Culto Muito Especial

Estava pregando em uma igreja no Centro-Oeste brasileiro, quando, no púlpito, antes de ministrar, percorri os olhos na nave da igreja e, de repente, em pensamentos, sai daquele lugar e viajei em um longínquo dia de 1911/1930, e me peguei em um culto muito especial.

Este culto estava sendo dirigido pelo irmão Gunnar Vingren, e foi aberto com uma fervorosa oração. Mesmo diante da pálida luz do lampião a fumaça escura do querosene, e a debilidade física do dirigente, alvejado pela malária.

Após a oração, foi convidada a irmã Frida Vingren para adorar a Deus no momento devocional, e ela começou cantando efusivamente o hino 196 da H.C., e com lágrimas declarava: PRECIOSO PRÁ MIM É JESUS, seguido pelos crentes que lotavam o salão e fervorosamente cantavam. Ah!!! era acompanhada por uma linda "orquestra" composta por ela mesmo no acordeon e o irmão Daniel Berg no bandolim...


Após isto, foi convidado para ler a Palavra de Deus, o irmão Samuel Nystron, que leu com lágrimas o Salmo 103, levando os presentes a conclamarem em uma só voz: E TUDO O QUE HÁ EM MIM BENDIGA SEU SANTO NOME.

O irmão Daniel Berg, tão logo terminou a leitura, saiu do pequeno salão e foi para a calçada e alí, entregava folhetos para os transeuntes convidando-os para participar do culto.

De repente, Deus toma a irmã Celina de Alburquerque em profecia e ela fala em alta voz a congregação, que o Espirito Santo ministrava que aquele fogo aceso ali, se alastraria para o Brasil e o mundo. Os presentes são tomados em uma explosão de glória e fogo pentecostal.

Enquanto isso, pedras choviam na janela e no telhado da igreja...

Voltei para o culto onde eu estava...Olhei a minha direita vi duas moças conversando e rindo deslavadamente. No púlpito, dois pastores conversavam e com seus celulares acessavam as redes sociais. Olhei na galeria, jovens se abraçavam e trocavam carícias...Olhei para a esposa do pastor, ela mascava chicletes sem nenhum pudor dentro do culto...

De cabeça baixa orei: AVIVA OH! SENHOR A TUA OBRA...


Pr. Josias Almeida
29/05/2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Onde o Jumento vai me Levar (Gen.36:24)


Introdução: Ninguém tem paciência para ler genealogia. Uma lista interminável de nomes aparentemente sem nenhum nexo. Mas o amante da Bíblia tem que entender que sempre existem propósitos em tudo o que Deus faz.

Veja em Gen.36, o relato da descendência de Esaú. Tudo aparentemente vai sem sentido, até aparecer os filhos de Zibeão na parada: Aiá e Aná. O mais novo se destaca entre todos, pois é apresentando como o homem que encontrou fontes termais no deserto (24).

Na cultura antiga apenas os primogênitos se destacavam. Para Aná sobrou apascentar jumentos de seu pai. Jumentos que não eram seus, e um bicho de difícil temperamento. Eis algumas lições:

1)   Jumento é coisa de Deus na sua vida! As fontes termais que ele encontrou, são as melhores águas do deserto. E o problema de Aná, que era o jumento, foi a “ponte” para fazê-lo chegar a elas. Na minha formatura, fui o orador. Todos agradeceram os amigos, familiares e a turma toda. Eu agradeci o professor mais chato que tinha. Ele foi a ponte. Há coices que vem para o bem.
  
2)      Faça logo o estágio no deserto. Quem ainda não fez, mais cedo ou mais tarde terá que fazer. Ló teve a chance, quando Abraão lhe propôs a escolha. Ele fugiu. Foi para Sodoma, mas terminou seus dias no deserto. É melhor fazer agora em plena forma que mais tarde quando não dá mais.

  
3)   Um dia as águas termais chegarão na sua vida. Estavam escondidas em pleno deserto, esperando alguém que se dispusesse em encontra-las, O que você precisa você já tem. Só basta um coice para descobrir...

4)      Somos como a água que está submersa e ninguém vê. Mas estamos sendo enriquecidos com os ensinamentos de Deus e adquirindo propriedades terapêuticas, que curam que fazem bem, para quando aflorarmos, possamos fazer o melhor de Deus.

Qualquer pessoa poderia ter descoberto as águas, pois não foi uma invenção de Aná. Mas Deus ocultou aos outros homens para que só Aná encontrasse essas águas. Deus também pode nos dar algo que não dá aos outros se nossos corações agradar a Deus. Podemos estar no deserto apascentando jumento, mas Deus está nos vendo e irá nos honrar. Apascentando jumento no trabalho, na igreja, em casa, na vizinhança, na escola. Mas Deus está nos dando graça pra suportar e esperar o tempo dele.

Pr. Josias Almeida

28/04/2014 – E.I.O 

quarta-feira, 9 de abril de 2014


Pavimentadores Espirituais


Texto (Mat.3:1ª5)

Em toda a Bíblia está enfatizada que a principal missão de João Batista, seria preparar o caminho do Senhor. O texto dá a ideia de um construtor e pavimentador de estradas.

O povo estava sem voz profética a 400 anos, e a corrupção espiritual havia grassado (Prov.29:18). A terra e os povos mergulharão numa escuridão tenebrosa (Mat.4:16).

A função principal de João era preparar o caminho de passagem do Mestre. Definamos o perfil desse homem que foi o maior de todos (Mat.11:11).


Um homem do deserto

1)      Ele nasceu para ser uma voz que clamava no deserto. Deus o preparou para viver no deserto. Sua criação foi no deserto (Luc.1:80).

2)      Seu ministério iniciou-se no deserto, e Deus mandava as multidões irem ao deserto ouvirem sua mensagem (Mat.3:5).

3)      O dia que ele deixou o deserto e foi para a cidade, seu ministério acabou. Morreu degolado por ter confrontado o Rei Herodes e atraído o ódio de Herodias (Mac.6:14ss). Quem foi chamado para ter o ministério do deserto não pode ir para a cidade.
  
  
Preparando a próxima geração

1)      A função de quem pavimenta o caminho é preparar para que outro venha. É a continuidade que precisamos no evangelho. Deus é Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

2)      João Batista trabalhou no reconhecimento diante do povo, mostrando a Cristo, e mesmo quando foi ovacionado, apontou que não seria ele, mas quem viria a seguir com muito mais dignidade (Luc.3:16).

3)      Quem prepara o caminho tem que aceitar quando outro melhor que ele aparece, e não ser acometido da síndrome de Saul (Jo.3:30).


Como Trabalhar a Dúvida

1)      A prisão chegou para João Batista. Alí, ele teve uma confusão de personalidade, e enviou dois discípulos a Jesus para saber se não tinha havido engano no seu chamado.

2)      Não se sinta culpado diante das dúvidas. Nem sempre dúvidas é sinal de fraqueza. As vezes é a oportunidade de Deus revelar que como ser humano você é o maior de todos (Luc.7:28). Nem sempre ser humano e ter dúvidas é ser fraco. As vezes isso nos engrandece diante de Deus. Mas o testemunho sempre será Dele (Prov.27:2).


Pr. Josias Almeida

07/04/2014   E.O.I

terça-feira, 6 de agosto de 2013


Agora pouco vi um pregador renomado reclamando que seu nome foi colocado em um cartaz e sua presença divulgada em um evento sem sua confirmação prévia. Queria fazer um comentário simples e objetivo.

1) Hoje, infelizes são as igrejas e pastores que precisam de "astros" gospels para abrilhantar eventos e reunir o povo. Suas igrejas infelizmente só são movidas a oba oba, e tristemente, o povo vai seformando sem bases solidas na fé, carecendo de embasamento bíblico.

2) A verdade é que muitas dessas estrelas reclamam que são colocadas em cartazes e eventos sem autorização, mas e quando marcam, recebem e nem vão ao local, deixando milhares de "fãs" (arghhh!!) esperando e frustrados, nunca ligam para justificar e muito menos devolvem o dinheiro rece
bido.

3) Queria sugerir aos pastores que antes de congressos, campanhas, confraternizações e outros, (que tem seu lado bom é claro, mas não é tudo), levem o povo a santidade e oração, investindo tempo nos cultos de ensinos e nas escolas dominicais, fortalecendo o povo no conhecimento de Deus.

Em Cristo,

Pr. Josias Almeida

quinta-feira, 27 de junho de 2013

"Se não tiver espaço pra mim eu racho a igreja no meio"


Vi nas redes sociais tal frase como sendo dita pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB, e tentei ler as matérias, e descobri tendenciosidade absoluta em todas elas. Em todas as matérias escritas sobre isto pinçavam uma frase aleatoriamente solta: "...Pr. José Wellington abriu um precedente abominável e acabou executando o que ele já havia citado em algumas reuniões da mesa diretora, “Se não tiver espaço pra mim eu racho a igreja no meio. Frase esta que teria sido falado pelo próprio Pr. José Wellington segundo sites e blogs de pastores da Convenção".

Busquei vários blogs de pastores da convenção (inclusive os que se opõe ao presidente) e não vi tal frase. Entendi que é mais um factóide criado para colocar gasolina na fogueira. Nunca gostei de opinar sobre isto mas, vamos aos fatos:

1) Á partir das redes sociais, as pessoas se sentem um pouco mais livres para dar vereditos à partir do que lêem, sem fazer nenhum juízo ou tentar filtrar verdades ou mentiras. Simplesmente engolem e propagam, haja vista, ter visto inúmeras pessoas fazendo ácidos comentários à revelia, sem nem perceber que tal frase estava solta e sem nenhuma credibilidade, pois fontes assim não são confiáveis.

2) Conheço Pr. José Wellington, pois me criei na AD Belenzinho e sei que jamais ele diria uma palavra dessas. Em que pese as discordâncias de alguns aspectos e rumos tomados. Veja que quem escreveu tal matéria, nem mesmo o procurou para ouvir sua versão, como manda o bom jornalismo. Simplesmente publicou, pois a frase foi dita por "sites e blogs de pastores da Convenção".

3) Estamos entrando numa área perigosa, advertida pelo própria Senhor Jesus como pecaminosa, ou como escreveu o Pr. Ciro Sanches Zibordi: "Segue-se que julgar segundo a reta justiça é julgar qualquer fato com honestidade, retidão, justiça, etc. Em contraposição, o julgar constante da primeira citação bíblica equivale a caluniar, difamar, julgar de maneira apressada, sem fundamento, propagar suposições como se fossem notícias verdadeiras".

4) Está na hora de pararmos um pouco de engolir tudo o que dizem, a pretesto da onda de protesto que toma conta do Brasil, trazer para os meandros da igreja. A Igreja de Cristo não pode entrar nesta "onda", mas seguir em oração para que o Senhor intervenha.

5) Não quero polemizar ainda mais, mas será que os opositores da CGADB seguem uma linha de conduta tão ilibada assim? de que acusam o Pr. Wellington? De continuísmo? Será que eles querem alternar a presidência de suas igrejas também? De conservadorismo? Será que G12, unção de apóstolos, e outras cositas mais são aceitáveis? Vamos pensar direito.

Que o Senhor Deus nos dê discernimento, equilíbrio e sabedoria para enfrentarmos dias tão conturbados.

Em Cristo,

Pr. Josias Almeida

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pr. Josias Almeida - Harpa Cristã 432



Cantando os hinos da Harpa Cristã juntamente com a igreja. Este hino 432 é simplesmente uma oração de consagração ao Eterno...cante agora...

segunda-feira, 25 de março de 2013

CUIDADO COM OS AMIGOS DE JÓ (OU AMIGOS DA ONÇA???)



Auto-intitulados esclarecidos são os que esmiúçam a vida alheia procurando causas para dores sem resposta. Buscam convencer que a miséria é justificada por nosso atos e, que nos ordenam a engolir a dor, as lágrimas, a tristeza. Não querem se incomodar com gemidos e choros. Brincam com chavões e versículos fora de contexto para nos acusar de injustiças cometidas.


Os amigo de Jó quando vêem um cego de nascença, buscam entender com Jesus onde está a causa, quando ela nem sempre existe nos pecados de um ou outro. Narcisistas e invejosos, aproveitam o momento do caído para acusá-lo, detratá-lo, esquecendo que aquele mesmo Jó foi, um dia, conselheiro deles.



Fazendo coro com a mulher de Jó, ficam na expectativa do fim do moribundo, para continuar suas vidas entre os eleitos que até o momento nada sofrem. Esquecem que a miséria pode estar a um segundo de distância. 



Não choram com os que choram: não querem ser associados com esse tipo de situação impopular e incômoda. Mas o que não sabem é que, por melhor que seja seu discurso e oratória, precisarão, diante do Deus que dizem defender, da intercessão do miserável que afligem, pois este sim é o que está agradando-O.



Os amigos de Jó somos nós, eu e você, cheios de escusas quanto a fazer isso ou aquilo pelo reino. Gente que Gandhi dizia ser o grande problema do cristianismo: “cristãos”. Gente que torna a dor de Jó muito maior, por não se importarem com ela, por mais piedosos que pareçam seus conselhos.



Na verdade não são amigos coisa nenhuma. Embora se auto-proclamem assim, são na verdade, AMIGOS DA ONÇA!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Diferença Entre Pastores e Lobos




O texto é longo mas é belo. Resolvi postar e gostaria que refletíssemos sobre isso. Extrai da boa Revista Enfoque Gospel:

Pastores e lobos têm algo em comum: Ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem. Vamos a análise de quem é quem:

Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões. 
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes. 
Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles...

Pense nisso!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Culto ou Show?

Dias desses fui inquirido por um jovem em nossa igreja, que queria ir a um evento de lançamento do DVD de uma "famosa" cantora gospel. O problema é que no mesmo dia tinha culto de ensino em nossa igreja, e eu, placidamente o aconselhei a deixar de ir ao show, para cultuar a Deus naquela noite em nossa igreja. Ele então me perguntou qual era a diferença entre o "Show" e o culto. Vamos então as diferenças que naquele dia enumerei a ele:

1) No "show", o artista aparece. É o ator principal, o foco das atenções. No culto, Deus e a Sua Palavra são o centro. ELE aparece. ELE é quem precisa se manifestar (claro, estou falando de um verdadeiro culto cristão).

2) No "show", o artista acontece. Ele faz o show. Ele diz o que quer e como quer. No culto, Deus se revela. ELE diz como quer ser adorado, reverenciado. O culto precisa ser aceitável ao Senhor, segundo os critérios Dele.

3) No "show", há a preocupação com o número de participantes. Quanto mais gente é melhor o show. No culto, não há preocupação com o número de pessoas: "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome (disse Jesus), estou no meio deles". O importante é Deus ser o alvo da adoração naquele momento.

4) No "show", o interesse é puro entretenimento, gastam-se duas horas ou mais de alegria contagiante, com um tempo gostoso, divertido e movimentado. No culto, há uma busca de relacionamento com Deus e o próximo, e um recolhimento espiritual, onde ouvimos a Deus e fortalecemos nossa fé.

5) No "show", ao final da apresentação todos vão embora, acabou. A vida corre do mesmo jeito - (deixa a vida me levar, vida leva eu...), até o próximo show. No culto, há um encontro com Deus, que deixa marcas e faz a diferença. Um novo compromisso, um novo caminhar, uma aliança renovada, e um desejo de fazer a cada dia a vontade de Deus.

Posto isto, ele me questionou dizendo que lá também sentiria alegria, iria chorar e até mesmo falar em línguas estranhas, o que talvez não sentiria no culto daquela noite (visto que o culto de ensino é mais comedido). Eu então respondi que a presença de Deus buscada de forma errada, pode até nos trazer alegria para nós, mas nem sempre para o Senhor. E um culto verdadeiro, alegra primeiramente à Deus.

Prova bíblica foi no episódio da subida da arca para Jerusalém, em que Davi se alegrava perante o Senhor, pulando e dançando feliz, com instrumentos e tudo, mas Deus estava triste no céu, pela forma errada como a arca estava sendo conduzida, nos lombos de bois ao invés das costas de sacerdotes. Deus se irou e matou Uzá.

Culto é para alegrar a Deus e não aos homens. Quem quer alegrar a Deus vá ao culto, quem quer se alegrar e entristecer a Deus, vá a "shows".

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Para Mudar Uma História


Texto: Gen. 12

As vezes fico pensando em que Deus precisa para mudar a vida de um ser humano, potencializando-a e tornando-a uma vida de benção e profundidade. Vamos a algumas repostas/sugestões:

1) Deus precisa apenas de um segundo, pois ELE não está preso ao tempo, nem a quaisquer circunstâncias temporais. Apenas um toque, um abraço, um sorriso, um telefonema, uma viagem, um culto, uma Palavra Rhema, pode mudar tudo.

2) Deus precisa de agentes facilitadores do milagre, ou seu fluxo de agir. Antes de querer a benção, Deus pede que sejamos uma benção. Deus confrontou Abraão e lhe fez uma promessa grandiosa de benção, mas antes da benção, Deus ordenou: “Sê tu uma benção”.

3) Deus precisa de filhos, que saiam da “Zona de Conforto”, assumindo uma vida de riscos e até aparentes prejuízos, esperando e crendo, que logo mais virá a honra do Senhor.

4) Deus precisa de pessoas que deixem de lado o comodismo e a indiferença para com seu agir, e entrem na graça da dependência à Suas provisões e recompensas. Nós gostamos de ter nossos próprios meios de interdependência, e Deus gosta que confiemos no Seu santo nome: JEOVÁ-JIRÉ.

Isso é uma prévia do que ministraremos hoje, dia 10/09/12 as 20 Horas em nosso “Culto da Palavra”, em nossa igreja. Te espero lá.

domingo, 5 de agosto de 2012


Provedores Que Provêem 
Mat. 14:13ª21

Introdução: Jesus fez duas multiplicações de pães, e em cada uma delas ensinou aos discípulos lições especiais de provisão. Além de fazer deles agentes de milagres, pois nos dois, eles viram o milagre acontecer em suas próprias mãos (Mat.14:19, 15:36).

Frase: Entregue o pouco a quem pode de fato abençoá-lo e receberás de volta para seu sustento e para multiplicação pessoal.

1)  Jesus fez questão de começar por onde ninguém começaria (pelo deserto), para prestar uma homenagem a João Batista que havia acabado de morrer. A multidão foi atrás dele, reconhecendo que ele era o legítimo substituto.

2) Os discípulos queriam ver o que o Mestre faria em meio a escassez do deserto, e Jesus queria ver a solução que eles tinham. É fácil transferir para o Mestre uma solução que pode estar em nossas mãos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (14:17).

3) Juntando as duas multiplicações, dará exatos doze pães, o número de discípulos que tinha o Mestre. Os doze pães se multiplicaram por 19 cestos cheios. Isso se chama frutificação. Somos multiplicadores por excelência. Jesus nos quer assim.

4)      O agente multiplicador deve aprender alguns princípios:

a)   Passar pela mão de Jesus tudo o que vêm as nossas mãos primeiro,  antes de darmos a alguém. Ore pelas compras, roupas e alimentos. Consagre ao Senhor.

b)      Por em ordem a multidão faminta, assentando-os. Acalme os tumultos, rixas pessoais, os “privilégios” de filhos especiais, etc. 

d)    Não tenha medo de distribuir o que Deus te dá, pois receberás uma sobra abençoadora. Um cesto cheio de pão para cada um. A multidão irá embora alimentada, você ficará com as sobras.

5) Nunca esconda nenhum pão para você, pois poderá cortar o fluxo do milagre. Veio a segunda multiplicação, tinha mais pães (sete), menos pessoas (quatro mil homens) e a sobra foi menor, sete cestos, qual a razão?
Alguém escondeu no barco um pão, e só mais tarde anunciam isto (Mc.8:14), sendo repreendidos por Jesus. O Senhor não aceita que não confiemos em sua provisão:

a)  Repreendeu o povo que não acreditaram que o maná cairia todas as manhãs (Ex.16:18ª28). Ansiedade. Ativismo. Horas extras, roubos a Deus ( o pão nosso de cada dia).

b)   Cante enquanto o Senhor provê. Tome o exemplo dos pássaros, antes de receber o sustento, cantam. Deus os paga com alimentação (Mat.6:26).

c)   Os pássaros ocuparam nosso lugar original, cantam e recebem seu pagamento, enquanto que nós temos que louvar e, trabalhar arduamente.

APRENDA A OUVIR MAIS E MENOS



Texto: Marcos 10:46ª52

Introdução: Bartimeu era um cego que não via nada, mas era um excelente ouvinte, e aprendeu a ouvir e a discernir entre a multidão, as vozes.

1)      Ele ouviu que era Jesus (47). Como ele sabia que era Jesus que vinha, se nunca tinha ouvido a voz do Senhor? Certamente por que conhecia a voz de todo mundo que vinha ali, e ouviu uma voz diferente que, julgou ser a de Jesus. Ele começou a gritar desesperadamente tentando chamar a sua atenção.

2)      Ele foi repreendido pela voz da multidão que pedia para ele se calar, mas ele gritava mais. Só conseguia ouvir a voz do Mestre (48). Não tinha mais ouvidos para a multidão. Todas as vozes lhe eram estranhas a partir daquele momento. Somente a voz de Cristo lhe era familiar (Jo.10:5).


3)  Só volta a ouvir a multidão quando dizem para ele que Jesus o estava chamando. Só queria ouvir algo que lhe interessasse. Somente o que se relacionasse com o Mestre (49).

Conclusão: Temos que aprender a somente ouvir a voz do Senhor, pois a voz do povo não é, nunca foi e nunca a será a voz de Deus. Pelo contrário, se ouvisse o povo ele ficaria sem seu milagre e sua benção. Cuidado com vozes alheias. Só ouça a de Jesus.


Curados Para a Ceia


CURADOS PARA A CEIA
 
Texto: (Mat.15:29ª39)

Introdução: Uma multidão de pessoas doentes seguiu Jesus até ao monte onde Ele estava. Carentes de cura, libertação, vida. E Ele os curou.

1)      As pessoas que seguiam a Jesus eram imperfeitas, moralmente quebradas, espiritualmente desequilibradas e socialmente falidas. Mas ele mesmo dizia que os sãos não precisam de médicos. Eles foram levados aos pés de Jesus.

2)      É interessante notar que Jesus, antes de multiplicar os pães e peixes e manda-los comer, primeiro curou-os das doenças. Antes da Ceia, a cura.

3)      Curou os coxos: privado do movimento dos pés e pernas, cegos: privado da visão, mudo: privado da voz, aleijado: deficiente de qualquer membro do corpo.

 4)     Após curados, houve outro problema: Ir embora com três dias em jejum. 

a) Certamente ali havia pessoas que nunca tiveram uma boa refeição durante sua vida. Doente não tem bom apetite.

b)  Certamente desfaleceriam no caminho. Ficar sem a ceia é um perigo. Certamente haverá morte espiritual.

c)   Olha o caminho progressivo que Paulo revela de quem não come: “Por causa disso, há entre vós muitos fracos, doentes e muitos que dormem” (I Cor.11:30)

5)      Por isso, após sermos curados pelo Senhor, participaremos com muito prazer da Santa Ceia.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Na Encruzilhada com Deus


Quem era Jacó? Jacó era crente. Filho e neto de crente, descendente da tríplice aliança patriarcal. Porém um homem que levou mais da metade de sua vida, para entender os princípios divinos. Isaque seu pai, após casar-se com Rebeca, percebeu que ela era estéril, e quase que instantaneamente orou ao Senhor para que sua madre fosse aberta (talvez tivesse ficado sabendo do sofrimento de seus pais com o mesmo problema), e teve sua oração respondida.

Uma dupla benção alcançou-os, pois logo perceberam que duas crianças estavam à caminho. O problema foi que essas crianças transformaram o ventre de sara, num “ringue de boxe”: “E os filhos lutavam dentro dela…” (Gen.25:22a), o que a levou a perguntar a Deus o que era aquilo.

UMA ESTRANHA PROMESSA
Algo que causou profunda estranheza em Isaque e Rebeca, foi a promessa que Deus fez, estando as crianças ainda em gestação: “…e o maior servirá ao menor” (Gen.25:23). Qualquer pessoa daquele tempo sabia que o filho mais velho era o herdeiro natural do pai quanto as benesses da família, cabendo aos filhos mais novos obediência e submissão ao mais velho, mais aqui, Deus surpreende e inverte a ordem.
Por que Deus faz isso, não me pergunte, pois é impossível explicar essas escolhas divinas, apenas aceitá-la, afinal, depois que as crianças nasceram, mais confundido se podia ficar, pois enquanto o mais velho sempre revelou uma vocação incomum para o campo, algo extremamente necessário para um líder, o mais novo Jacó, sempre foi mais doméstico, ligado a sua mãe.

Quando “soa o gongo final”, da luta de ringue, nasce as duas crianças, dando a ligeira impressão que Esaú o mais velho levaria vantagem sobre Jacó, nascendo primeiro, mas o segundo mostrando uma persistência incomum, nasce, com a mão agarrada à seu calcanhar. A guerra estava apenas começando.
Jacó nasceu com a promessa que seria o herdeiro natural do seu pai Isaque: “…e o maior servirá ao menor”, por isso, não dá para entender o por que ele passou quase que uma vida inteira lutando por algo que mais cedo ou mais tarde cairia em suas mãos, era só descansar confiante que Deus cumpriria sua promessa, não precisava nem correr atrás.
Isso é um fiel retrato de pessoas que estão na igreja hoje, tentando “dar uma mãozinha a Deus”. Deus não precisa da sua ajuda para cumprir suas promessas, o que você tem feito é atrasar o processo do trabalhar divino. Descanse, sabendo que Ele é fiel em cumprir suas promessas, ainda que lhe pareça tardio.

UMA VIDA DE ENGANOS
Jacó, desde pequeno se mostrou um “hábil” negociador. Ninguém escapava de seus negócios escusos. Veremos mais a frente que até com Deus ele tentou negociar.
A vida se encarregou de separar os dois irmãos, pelo objetivo comum que tinham: o direito à primogenitura. Enquanto Esaú o mais velho crescia uma criança tranqüila, dado à caça no campo (um caipirão), Jacó era um garoto caseiro (um mimado mauricinho).
Talvez por isso, Jacó tenha herdado da mãe o gene da trapaça, pois foi ela quem tramou a falcatrua do engano no velho Isaque, como veremos mais à frente.
O primeiro engano de Jacó foi “um momento especial” para ele. Viu seu irmão sair para a caça, e resolveu apanhá-lo pelo estômago. Ficou a espreita com apenas a fumaça de um saboroso guisado de lentilhas, exatamente no caminho que Esaú passaria.
O simples pedido de seu irmão por um bocado de comida, foi o suficiente para Jacó colocar em prática seu plano de ação: “…Vende-me hoje a tua primogenitura” (Gen.25:31).
A proposta era simples, Jacó trocaria a comida pela primogenitura de Esaú.
O que poderia ser apenas uma brincadeira infantil (lembra-se quando criança de trocar figurinhas de álbuns com amiguinhos?), foi levado a sério pelo mundo espiritual, e não tratado como uma brincadeira, mas como uma profanação (Heb.12:16).
O destino estava traçado, enquanto Esaú continuaria com suas caçadas vespertinas, esperando o momento que Isaque seu pai lhe passaria a braçadeira de capitão, Jacó continuaria com sua vidinha familiar, aplicando seus golpezinhos, até que quem sabe assumisse a herança paterna.
O que talvez nenhum dos dois contasse, é que os céus levaram a sério o negócio fechado entre eles. Anjos foram testemunhas daquele momento trágico em que Esaú rejeitou a benção, transferindo-a impreterivelmente para Jacó.

DIREITOS DIVINOS X DIREITOS HUMANOS
Cabe aqui uma ressalva quanto a escolha divina. É difícil para nossa mente humana entender o por que Deus fez isso: Escolheu o mais novo ao invés do mais velho, escolheu um trapaceiro no lugar de um equilibrado. Uma escolha já traçada do ventre materno, pois antes mesmo que os dois nascessem Deus já havia feito sua escolha pessoal: “…Não foi Esaú irmão de Jacó? – disse o Senhor: todavia, amei a Jacó e aborreci a Esaú…” (Mal.1:2e3). Como podemos explicar que no ventre materno, Deus já havia amado um e se aborrecido de outro? Só podemos entender isto pela vontade soberana do Senhor. Coisas de Deus não se questionam, se aceitam.
Não estou com isso fazendo apologia da predestinação, que para mim, é uma farsa, estou apenas defendendo um direito divino de escolha para bênçãos específicas.
Se Deus não tivesse o direito de fazer estas coisas, não seria Deus. Seria apenas alguém refém do homem no tocante às premissas espirituais, um belo mordomo às nossas ordens. Ainda que Deus respeite o livre arbítrio do homem, está explicitado na Bíblia que os caminhos e pensamentos (é no plural mesmo) de Deus são mais elevados que os caminhos e pensamentos humanos (Is.55:9). É difícil de aceitar, mas se entendermos que Deus está no controle da situação, é melhor deixar com Ele, Ele sabe como fazer.

O MOMENTO FATAL
Chegamos ao momento decisivo do engano maior de Jacó, que influenciaria sua vida para sempre. Alertado pela mãe Rebeca que o pai Isaque havia feito um simples pedido à Esaú de um saboroso guisado (Jacó entendia de culinária, já tinha enganado o irmão uma vez com isso, e poderia usar o artifício de novo, agora com seu pai), para dar a seu irmão a primogenitura, os dois, mãe e filho, tramaram juntos um meio de tomar de Esaú a benção.

Enquanto Esaú saiu à caçada, Jacó preferiu os meios domésticos que era seu “habitat” comum. Preparou com a ajuda da mãe um cabrito, e levou-o ao pai, esperando a benção, aproveitando-se da cegueira de Isaque, e levou a primogenitura no lugar do irmão.
Tão logo acabou de sair, chega o irmão, esbaforido com a caça, preparando-a rapidamente, talvez quase não se agüentando de ansiedade, pelo momento especial que assumiria a condição de chefe maior da grande família, e receberia assim a tríplice aliança patriarcal.
Um dos nomes de Deus mais comum, autoproclamado por Ele mesmo é: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”, uma bela referência pessoal de Deus. Imaginemos se fosse ao contrário: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Esaú”, parece que não soaria tão bem…
Após enganar o pai e o irmão, atraindo sobre si a fúria de Esaú, Jacó é aconselhado a fugir, e sob o pretexto de buscar uma mulher fora de suas cercanias (mais um embuste de Rebeca, que considerou as moças locais como vulgares e enfadonhas – Será que eram mesmo?) (Gen.27:46), vai a Padã Arã, tentar a vida.

BANALIZANDO UM MOMENTO ESPECIAL
No caminho, ele tem um momento especial com Deus. Pela primeira vez na vida defronta-se com a divindade, algo que era comum ao seu avo Abraão e ao seu pai Isaque: Aparições teofânicas. Era só erigir um altar, e lá vinha Deus pessoalmente falar com eles.
Para Jacó era uma experiência nova, um contato maior com o Senhor de toda glória. Um momento assim, que poderia servir como marco para Jacó, em que ele vê os céus abertos, vê anjos descendo, vê uma escada da terra aos céus, e vê o próprio Deus no topo da escada, deveria ser um momento de triunfal adoração, um momento único na vida de qualquer ser humano.
Porém, nosso Jacozinho, vai na direção contrária, pois se aproveita desse momento, para negociar com o criador: “E Jacó fez um voto dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nessa viagem que faço, e me der pão para comer, e vestidos para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será meu Deus, e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”(Gen.28:20e21).

O voto de Jacó não era condizente com a realidade vivida, por que ter o Senhor como Deus, era a única opção que ele tinha, e dar o dízimo, não é questão de voto, é uma questão de obrigação perante as bênçãos do Senhor. Jacó não se emendava mesmo, era preciso algo bem mais forte, para mudar seus rumos, e esse algo viria na “Encruzilhada com Deus”.

FINALMENTE UM “ADVERSÁRIO” À ALTURA
Jacó tornou-se praticamente imbatível na arte do engano, ninguém era páreo para nosso “Jack”. Enganava com engenhosos artifícios, e seu arsenal de falcatruas era cada dia mais amplo, até que se encontrou com Labão seu sogro, um expert bem mais experiente nessa área.
O que me impressiona é que Labão era seu tio, irmão de Rebeca sua mãe. Será que o engano era um “mal de família”? Labão conseguiu enganar e sobrepujar Jacó pelo menos dez vezes (Gen.31:7), porque para todo Jacó, Deus sempre levanta um Labão.
E foi assim, de engano em engano, que Jacó casou-se com as duas filhas de Labão, recebendo ainda suas respectivas servas como concubinas, tendo doze filhos com elas. A verdade é que ele precisava mais do que nunca de uma restauração completa e total de sua vida, mas como conseguir?

Finalmente, num ato de coragem, ele abandona seu sogro e a terra em que morava, empreendendo viagem à antiga casa dos pais. Imagine seu coração como não vinha pelo caminho? Fugindo do sogro e com um medo terrível de seu irmão lesado, que com certeza, ainda não tinha aplacado sua ira em relação à ele.
Tentando agradar seu irmão, e, desconfiado de que não seria aceito por ele, enviou à frente vários presentes. Dividiu ainda sua família em duas partes, na intenção de pelo menos salvar uma parte se fosse atacado. Assim vinha ele, o peso dos seus pecados, e a dor de uma consciência culpada lhe afligia.

NA ENCRUZILHADA
Alta madrugada, Jacó espera sua família dormir, e pé ante pé, deixa o arraial. Desce até o vau de Jaboque, um rio bastante raso, e sozinho o atravessa, e começa afligir sua angustiada alma, numa oração dolorida a Deus. Foi nesse momento que sente alguém lhe tocar, mal tem tempo de virar-se, e é agarrado por esse alguém, iniciando uma violenta luta, em que sua própria vida estava em jogo. Quem sabe Jacó não imaginava ser seu próprio irmão? Afinal, no escuro não conseguia divisar ninguém.
O dia começa a raiar, logo o sol com seus benfazejos raios chegará, e Jacó, continua ali, lutando ferozmente com aquele ser, que já dá sinais de que começa a ser “vencido”. “…Não te deixarei ir, se me não abençoares”. Não tinha jeito, era uma batalha encarniçada, da qual Jacó não arredaria pé. “…Qual é o teu nome?”. Que pergunta profunda. Era como se Deus pedisse a Jacó uma confissão, e ao mesmo tempo lhe dissesse: “Você está numa encruzilhada. Até aqui Eu vim, não obstante todos os seus erros, mas agora não dá mais, ou você muda ou lhe deixo, não posso continuar no mesmo caminho que seguiste até agora”.
PS: Encruzilhada é uma rua que em certa altura se divide em duas, uma continua e outra dá uma guinada de 180 graus. Nela se toma uma decisão, ou continua estrada além, ou muda completamente o rumo.
Quando Deus lhe perguntou o nome, Ele queria muito mais que uma simples apresentação pessoal, Ele queria que Jacó apresentasse uma mudança radical (até o nome foi mudado), não dava mais para continuar. E foi ali que Deus transformou radicalmente Jacó.

O QUE ACONTECE NA ENCRUZILHADA?
Pelo menos duas coisas aconteceram à Jacó no vau de Jaboque, o lugar da encruzilhada com Deus:

Mudou seu nome 

Foi ali que Jacó deixou de ser Jacó (enganador, suplantador). Foi ali que o próprio Deus lhe colocou por nome Israel (aquele que lute e prevalece). É no Jaboque que deixamos de ter um nome forte humano, e recebemos um nome divino, é nesta bendita encruzilhada que Deus nos revela seu caráter santo e verdadeiro, destituindo-nos de todo o eu ou justiça própria. Quando perdemos nosso nome (identidade própria), recebemos uma identidade divina e espiritual.

Recebeu um sinal 

Ali também Deus tocou na juntura da coxa de Jacó, fazendo-o sair mancando da encruzilhada. Jacó agora era manco, não tinha mais a agilidade humana para correr, nem enganar ou trapacear ninguém. É assim que Deus faz conosco também, esse sinal é para nos humilharmos diante Dele e só Dele depender.


Trecho do livro GARIMPANDO DIAMANTES, do Pr. Josias Almeida, a ser lançado dia 08 de junho de 2012. Reserve já o seu pelo email: josiasalmeida33@hotmail.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Resolvendo O Problema da Solidão


Introdução: O sábio Salomão se ocupa neste texto com um discurso sobre a solidão humana, mostrando ela como um grave problema moderno.

Vamos abordá-la sob alguns aspectos:

1) Solidão Familiar (8)

O texto fala de um homem que só pensava em trabalhar, ganhar para si, sem ter herdeiros para repartir ou para prosseguir sua geração. A falta de herdeiros era um dos piores males em Israel, pois o herdeiro, era a continuação da história familiar. 

Jó perdeu seus dez herdeiros, Marta e Maria perderam Lázaro que era o provedor do lar. A Viúva de Naim perdeu seu único filho. 
Deus não quer a solidão do homem (Gen.2:18). 
A Bíblia nos mostra o valor de uma boa companhia: feminina (Prov.31:10ª31), Masculina (I Ped.3:8).

2) Falta de cooperação nos projetos da vida (9)

O vs fala de dividir nosso projeto de vida com alguém de nossa confiança. 
Daniel dividiu com seus companheiros o projeto para livrar a vida de todos e pediu suas ajudas (Dan.2:13ª19). 
Temos que nos ajudar como forma terapêutica de vida (Tg.5:16). 
Cooperação mútua nos ajuda a vencer inimigos (Ex.17:11ª13).

3) Falta de amigos que nos mantenham vivos (10)

Esse versículo fala de pessoas que nos mantenha de pé, com postura espiritual vencedora. 
A resposta do paralítico no Tanque de Betesda, mostra a sua solidão. Certamente até tinha alguém que o levasse até o Tanque, mas não tinha ninguém que o jogasse lá.

4) A Unidade que nos faz fortes (12)

A união do crente produz segundo o Salmo 133:

a) Óleo de azeite (unção)

b) Orvalho (vida produtiva)

c) Benção e Vida (Favores de Deus)

Nossa comunhão tem que ser horizontal (com os homem) e vertical (com Deus) (I Jo.4:20).