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sábado, 5 de novembro de 2011

COMO ESTÁ A SUA VISÃO?


Finalmente, depois de pouco mais de dois anos andando em meio ao deserto, Israel estava no limiar de por os pés na tão sonhada terra prometida. O sonho se realizava. Apenas um monte os separava da terra. Deus ordena a Moisés que envie espias para observarem a terra. Doze homens que formavam a elite de Israel. Eram destacados príncipes e maiorais do povo. Chefes das tribos, com grande poder e influência entre eles. Foram designados para entrarem em Canaã e secretamente espiarem a terra e trazerem a Moisés, um detalhado relatório de tudo: "E vede que terra é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se pouco ou muito..." (Nm 13:18).

Em um espaço de quarenta dias, eles ficaram espreitando a terra, desde o deserto de Zim até Reobe, e calhou que era exatamente os dias das primícias da uva. Colheram um cacho da fruta que dois homens tiveram que levar. Foi só isso? Não. Para a infelicidade, viram ali algo que jamais deveriam ter visto. Três homens aparentemente altos que habitavam na montanha de Hebrom: Aimã, Sesai e Talmai, filhos de Anaque, que compunham um povo chamado Anaquins.

Voltaram trazendo as frutas, e inauguraram até um local: Um produtivo e maravilhoso vale, a quem deram o nome de Vale de Escol, que significa Belos Cachos de Uvas. Até ai, a confiança da conquista era total, pois até nome deram ao local. Só se dá nome a algo, como por exemplo um filho que nasce ou mesmo um animal de estimação, quando temos certeza que é nosso.

O problema começou na chegada deles ao arraial. No momento da entrega do relatório, haviam dois relatos. Um, feito por Josué e Calebe, que mostrava toda a pompa e beleza do local, e que serviu para aguçar o desejo de conquista do povo, e outro, produzido pelos dez espias restantes, que também inumerava as belezas do local, mas terminava de forma funesta: "O povo porém que habita nessa terra é poderoso, e as cidades fortes e mui grandes, e também ali vimos os filhos de Anaque" (Nm 13:28).

Josué e Calebe ainda tentaram argumentar, mostrando que nada estava perdido, pelo contrário, a confiança e fé no Deus vivo, lhes levaria a vitória: "...Subamos animosamente e possuamo-la em herança, por que certamente prevaleceremos contra ela" (Nm 13:30). Mas não haviam argumentos capazes de os convencer. A maledicência foi o fator determinante para abalá-los. Imagine, a um passo da terra sonhada e almejada, a apenas poucos metros da vitória prometida a mais de quatrocentos anos, eles fracassam e voltam a estaca zero. Tudo por causa de uma visão errada e falsa daqueles espias.

Visão falsa atrapalha a vitória

Aqueles dez espias fracassaram num momento crucial da história. Tiveram visões erradas e falsas da terra. Eles mentiram ao povo ao dizer que a terra era infestada de gigantes: "...a terra pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que consome seus moradores, e todo povo que vimos no meio delas são homens de grande estatura" (Nm 13:32).

Isso era um terrível engano, pois se lermos o versículo 22 veremos apenas três homens mais altos um pouco: Aimã, Sesai e Talmai, os filhos de Anaque. Os demais, eram pessoas aparentemente comuns, iguais as demais, mas a visão estava tão desfocada da vitória que "pintaram o diabo mais feio do que ele é". 

Aqueles dez espias, simbolizam hoje os cristãos que tem a visão deturpada acerca da vida espiritual. O raio de alcance de nosso visão, é o fator maior que determina nossa fé, e desejo de conquistarmos algo para glória de Deus. Infelizmente, o desânimo e a visão equivocada, tem poderes muito maiores de convencimento, do que uma visão real e equilibrada da situação e circunstâncias.

Uma visão errada, nos faz exagerar o foco de nosso alvo. Eles conseguem enxergar gigantes onde não existiam gigantes. Apenas três homens um pouco maiores, faz eles verem um exército de gigantes. Se observarmos atentamente, nem aqueles três: Aimã, Sesai e Talmai, eram gigantes reais. O termo Anaque vem de Anaquins, que significa homens de pescoço comprido. Eles na verdade eram é "gargantas". Só tinham papo. E convenhamos,  uma pessoa do pescoço comprido, sempre nos dá a impressão de serem altas (vide as girafas como exemplo). Na verdade, é só papo, é só conversa.

O medo é exagerado

Querido leitor, veja se você não está fugindo de um adversário irreal. Apenas mostra grandeza sem ter. É só ilusão de ótica. O inimigo tenta vencer no grito. Mas não tem a força que propaga ter. Apenas mostra algo que não é, se aproveitando do pescoço comprido. Se você está enfrentando um inimigo assim, Isaías o profeta tem uma mensagem para ti: "Toda ferramenta preparada para ti, não prosperará, e toda língua que se levantar em juízo, tu a condenarás..." (Is.54:17).

É bom que se diga, que por mais alto que o inimigo tente falar para nos amedrontar, ele usa meios rudimentares, até medievais. Diz o texto ora citado acima, que ele usa ferramentas, enquanto nós usamos armas (Ef. 6:11). Nossos meios são mais eficientes. Além de ter o pescoço comprido, que nos causa a impressão de uma altura que não existe, os três anaquins habitavam nas montanhas de Hebrom. Imagine, alguém pescoçudo, morando num alto monte... A ilusão de ótica era completa mesmo. Pareciam gigantes, mas não eram...

Mas o pior vem agora. Enxergar gigantes onde não existem gigantes é algo complexo, mas olhar para você, e contemplá-lo como um minúsculo gafanhoto, ai é demais: "Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes, e éramos aos nossos olhos, como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos" (Num.13:33). Complexo de inferioridade puro. 

Quando se comparavam a eles, os israelitas se viam como gafanhotos. Se diminuíram ao extremo, a ponto de se verem como pequenos insetos. E o pior é que eles se olhavam assim, além de acharem que os anaquins também os via assim. Como é que descobriram isso? Veja o que o complexo de inferioridade faz: Até vestir os óculos do adversário e olhar para si mesmo, como se estivesse do outro lado. Que engano... Isto custou muito caro ao povo de Israel. 

Deus sentenciou que nenhuma daquelas pessoas entrariam na terra. Apenas Josué e Calebe entrariam, como forma de recompensa de não se intimidarem e crerem fielmente nas promessas de Jave-Jiré. Os demais, ficariam peregrinando no deserto, até que seus cadáveres caíssem mortos por lá. Não entrariam na terra sob nenhuma hipótese.

O sonho de Calebe

Penso eu cá com meus botões, que Calebe foi quem mais sofreu com isso tudo. Tinha ele quarenta anos, o auge da plenitude humana. Estava bem preparado para vencer a guerra, e os pseudos-gigantes, mas teve seu sonho abortado pela incredulidade dos demais. Isso doeu na pele. Os anos se passaram, e Moisés, usado por Deus, prometeu a Calebe que ele, diretamente iria herdar aquele pedaço onde estavam Aimã, Sesai e Talmai, no alto do monte Hebrom: "Porém meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança" (Num.14:24). 

Acredito que Calebe sonhou o resto de seus dias com essa promessa. Afinal, ele esteve na terra, viu como a terra era maravilhosa, e viu como seria simples vencer aqueles homens "papudos", pescoçudos, que metiam tanto medo no povo. Ele acalentou esse sonho por muitos anos.

Talvez assim esteja acontecendo com você meu amado leitor. Seus sonhos foram embotados por pessoas que duvidaram das promessas divinas sobre sua vida, e você perdeu a noção de conquista, e hoje amarga tristezas, rumina o fim de seus ideais. Não deixe o sonho morrer. Prepare-se, Deus fará cumprir na sua vida o que ele prometeu. Nem a idade, nem circunstâncias, nem seus fracassos, nem suas fraquezas, fará Deus desistir de você. Ele te conservará com vida e graça, para a conquista da terra sonhada.

Termino agora com Calebe no limiar do cumprimento do sonho: "E ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar" (Js 14:11). Nada, mas nada mesmo era capaz de alterar o sonho de Calebe, nem a idade avançada. 

Aos oitenta e cinco anos, subiu a montanha e venceu os atribulados "gigantes". Ele tinha gana, raça, coragem e venceu: "Mas a Calebe, filho de Jefoné, deu uma parte no meio dos filhos de Judá, conforme a ordem do SENHOR a Josué; a saber, a cidade de Arba, que é Hebrom; este Arba era pai de Anaque. E Calebe expulsou dali os três filhos de Anaque; Sesai, e Aimã, e Talmai, gerados de Anaque" (Js 15:13, 14).

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

POR QUE ENTERRAMOS OS TALENTOS?


"Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu Senhor” (Mat.25:18)  
  
A parábola dos talentos contada pelo Senhor Jesus é uma das mais lindas ilustrações acerca de princípios do reino de Deus, em relação ao serviço que prestamos a Ele, antes de sua volta. Fala de oportunidades, privilégios e mordomia em relação a sua obra.
Jesus se auto-representa na parábola como um dono de terras que tem que se ausentar e confia a serviçais o trabalho em sua propriedade. Note que o trabalho é feito sem nenhuma fiscalização do patrão. Somente no final é que haverá o acerto de contas. A eles, caberia trabalhar com toda a liberdade: “...Negociai até que eu venha” (Luc.19:13).
Isso fala da liberdade que cada um de nós temos para trabalhar aqui. Aparentemente não há uma fiscalização. Cada um de nós faz do jeito que entendemos que deve ser feito.

Reino de Deus ou Reino dos Homens 

Ouvi, dias desses, de um obreiro frustrado com a conduta de homens desleais na obra de Deus, que infelizmente tudo na igreja não passa de reino humano, pois mesmo o Senhor vendo tantas coisas erradas acontecendo, ele permite e não intervém. Eu disse a ele que a obra é de Deus, independente dos homens que estão à frente, mas o acerto de contas de nossa mordomia e trabalho, será mais à frente. Por enquanto, continua esse “vale tudo” inescrupuloso de pessoas que tem visão de trono e não de reino.

Enfocando o Menor  

Jesus fala de três servos que receberam os talentos, segundo sua capacidade pessoal. Eram pessoas que certamente tinham a confiança irrestrita do seu senhor. Um recebeu cinco, outro dois e outro um, com toda a liberdade de usá-los como quisessem. O que recebeu cinco, não titubeou, e saiu em busca de um retorno à confiança de seu senhor, da mesma forma fazendo o que recebeu dois. Mas o enfoque maior fica para o primeiro, e Jesus fez questão de destacá-lo negativamente:“Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor” (Mat.25:18).
   
O erro maior foi aquele trabalhador ter recebido os bens do seu senhor e negligenciado. Quantos jornaleiros não gostariam de estar no lugar daquele homem, mas o privilégio foi dado a ele, e por isso, seu senhor não conseguiu entender o seu desdém para com o talento recebido, pouco na verdade, mas era sua capacidade para aquilo (Mat.25:15).
Tentaremos nos colocar no lugar daquele homem, e analisar o por que, e por quais razões ele perdeu a oportunidade de ser um legítimo representante dos bens do empresário, que, diga-se de passagem, deixou aos cuidados dos trabalhadores suas terras, partindo para bem longe e demorando-se a voltar: “E muito tempo depois, veio o Senhor daqueles servos e ajustou contas com eles”(Mat.25:19). Tenhamos cuidado como cuidaremos das coisas do Senhor Jesus na sua ausência, ainda que a priori, pareça que Ele está demorando a voltar (Hab.2:3, Mat.25:5, Luc.12:45).


Mas por que ele enterrou o talento recebido? Eis algumas razões:
1)Não valorizou o que recebeu 

Subestimou o talento recebido. Os recursos eram poucos e por isso julgou ele, desnecessário seu uso. Quem menos tem, passa por um processo de autocomiseração. Acham-se diminuídos e fragilizados ante a força do sistema, e por isso, se julgam sem nenhum valor perante os mais graduados em dons e talentos. Talentos e dons são para serem usados independente de quantidade, pelo contrário, ainda que pouco, temos que empregar maior qualidade possível em seu uso.
Temos a tendência sempre de subestimarmos nossos poucos e parcos recursos por entender que quem tem mais, possui obrigações maiores. Mas o princípio divino do serviço do Reino revela-nos que nossas obrigações são iguais, independente de quanto temos ou fazemos. 

 2) Não achou lugar para usá-los 

Na justificativa que ele deu ao seu senhor, no acerto de contas, isso fica bem claro: “...Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste”(Mat.25:24). Veja que ele enterrou o talento quem sabe na estranha esperança que ele germinasse, brotasse e enfim frutificasse, e quando viesse o senhor das terras ele teria algo em contrapartida. Errou feio, pois dons e talentos não nascem de semeaduras, pelo contrário, recebe-se das mãos de Deus (Tg.1:17) e tem que ser desenvolvidos por nós mesmos. Depende 100% de cada um de nós.
  
Na resposta dada pelo dono da terra ficou claro que ele não aceitou o enterro do talento: “...devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e , quando viesse, receberia o que é meu com os juros”  (Mat.25:27). O senhor estava dizendo que talentos semeados não nascem da terra, mas podem ser acrescidos nas mãos de banqueiros. Banqueiros aqui simbolizam obreiros que sabem dar chances a quem tem talentos, pelo menos os juros chegarão as mãos do Senhor.
No afã de achar um uso para o bem recebido, quem sabe o homem disse consigo mesmo: “Vou enterrá-lo. Quem sabe ele nasce”. Errou, pois o talento não nasceu e nada tinha a ser colhido do talento escondido. O que ele queria dizer com o enterro do talento, é que não havia um lugar plausível para usá-lo. Este é o problema maior de muita gente hoje, esquecem que o Senhor Jesus dá a todos nós, seus preciosos dons e talentos, para um uso útil: “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (I Cor.12:7).
 Amado, não inutilize seus (ou seu) talentos. Encontre lugar para usá-lo onde quer que seja. Não o enterre alegando falta de oportunidade, pois em algum lugar no reino, haverá uma utilidade a altura do seu talento, a você compete apenas achar esse lugar. Ore a Deus, Ele irá revelar a você, o que o Senhor não quer e no seu retorno encontrar seus dons e talentos enterrados e sem uso. Cuidado, pois não encontrarás uma desculpa razoável diante Dele. Isso pode comprometer até mesmo sua salvação (Mat.25:30)

Ps: Embora em muitos sites (ditos) cristãos conste esta mensagem sem citação da fonte ou em nome de outros autores, considere como plágio, pois é de nossa autoria, nos dado pelo Espirito Santo. Infelizmente a pirataria virtual está solta, e pessoas inescrupulosas, sem nenhum temor de Deus, ufanem-se de coisas que não são suas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Deus Restituirá Nossos Prejuízos


II Rs. 4: 8ª10/8:1ª6

Introdução: Uma bela história. Uma mulher prestativa na causa do Senhor socorreu Eliseu, e acabou recebendo em sua vida lindas recompensas: Um filho, a ressurreição desse filho, o livramento de não morrer de fome, além da restituição das suas terras. As preciosas lições que esse texto ensina:

1)   Temos que ter discernimento para sabermos o lugar certo de investir. Ela reconheceu no profeta o terreno apropriado para a semeadura, mas não viu isso em Geazi (II Rs.4:8ª10). Geazi tornou-se “caroneiro” do profeta. Temos quatro tipos de solos onde semearmos: “beira do caminho”, “solo de pedras (sem preparo)”, “solo de espinhos” e “boa terra” (Mat.13)

2)  Quando nos abrimos a fazer para o Senhor, sem querer nada em troca, nos tornamos receptores de preciosas provisões. A Sunamita não reivindicou nada. Tudo o que fez foi por querer uma comunhão, não uma intervenção, apesar de o profeta lhe oferecer (4:12ª14.

3)    Não podemos aceitar facilmente a derrota e irmos a pessoa certa que poderá nos ajudar. Seu filho morre, e ela sai em busca do profeta, sem aceitar as intervenções de seu marido e de Geazi, que nada poderiam fazer aquela hora (4:23 e26).

4)   Ouvirmos a voz profética e obedecê-la sem questionamentos, aceitando até um possível prejuízo. Eliseu manda-a deixar tudo e viver peregrina em terra alheia, para escapar da fome. Imagine uma pessoa rica deixar tudo e aventurar-se na terra dos filisteus durante sete anos (8:1e2).

5)      Persistir em algo que julgamos já perdido, por entendermos que Deus não trabalha na faixa de prejuízos. Ela foi ao rei, enfrentando preconceitos e clamou por suas terras (8:3).

6)   Crer que todo o bem que fazemos um dia será lembrado. Geazi estava lá contando a história dela ao rei no momento em que ela chega (8:5e6).

Pr. Josias Almeida

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Entre o que Deus quer e o que Somos


            Um diamante bruto. Você já deve ter lido, ou ouvido essa expressão alguma vez. Esta frase indica pessoas talentosas, com grandes aptidões, mas precisando serem melhoradas, buriladas, ou lapidadas por alguém com tato e habilidades para isto.
            A verdade é que todos nós nascemos com esses recursos internos, que a princípio são  apenas desejos latentes mas ao longo do tempo vão aflorando. Recursos naturais que a Bíblia dá o nome de talentos. Alguns tem mais, podendo chegar a cinco, que é o potencial máximo de um ser humano, ou alguns menos, que podem chegar a apenas um, que é o nível mínimo de talento dado a uma pessoa, como nos mostra a parábola dos talentos, contada por Jesus (Mat. 25:15).
            Alguns, já cedo conseguem fazer estes talentos e recursos aflorarem. Talvez, devido a fatores e circunstâncias, ou ambiente de ajuda, ou até uma interferência divina. Outros só bem mais tarde conseguem capitalizar e canalizar o fluxo desses recursos para sua vida, ou outros são, que passam pela vida, morrem e nunca conseguem explorar o grande potencial dado por Deus.
            Muitos anos atrás fui convidado para pregar em uma igreja no sul de Minas Gerais, e quando estava no púlpito daquela igreja, ouvi o pastor convidar um jovem para cantar um hino. Confesso que me impressionou o timbre de voz do rapaz. Afinadíssimo e possuidor de uma unção poderosa, ele arrebatou a platéia com o louvor. Muitos foram às lágrimas naquele momento, e ainda sinto uma forte emoção quando me lembro daquela voz.
            Quando ele estava terminando de louvar, o pastor falou aos meus ouvidos:
            - Esse moço vai ser uma benção.
            Concordei solenemente com o pastor, tirando o lenço do bolso do paletó e enxugando as lágrimas que teimavam em descer, tamanha foi a comoção que tomou conta daquele ambiente, elevando consideravelmente a atmosfera espiritual.
            À poucos dias voltei a essa igreja. Já haviam se passado muitos anos desde aquele inesquecível culto. Era outro pastor, mas as pessoas eram praticamente as mesmas. Do púlpito, corri os olhos na nave do templo, tentando procurar rostos familiares, e foi ai que me veio à memória aquele rapaz que havia cantado maravilhosamente.
            Com algum sacrifício consegui identificá-lo. Ele estava lá. Agora bem mais gordo, um pouco calvo, segurando uma criança nos braços e abraçado a outra maior, que se sentava a seu lado. Havia mudado um pouco, mas tive a certeza que era ele, por uma pequena cicatriz que trazia no canto direito da boca.
            Alvoroçado, perguntei ao pastor:
            - Pastor, esse moço é um grande cantor não é? Disse, apontando para ele. E o que ouvi da boca do pastor, me fez pensar em muitas coisas e alterar um pouco o roteiro da mensagem daquela noite:
            - Esse moço vai ser uma benção.
            Ouvi a mesma frase sobre a mesma pessoa, de um obreiro diferente. Doze anos depois, ainda se conjugava no futuro o ministério, daquele, agora senhor. Quando será que ele seria essa benção? O que para muita gente significa esse conceito de “ser uma benção”? Por que muitas pessoas sempre são uma promessa e nunca se tornam realidade?
            Fui para a Bíblia, e vi um pedido preocupante do salmista: “Dizia eu: Deus meu, não me leves no meio dos meus dias...” (Sal.102:24). Ele orava temendo ser levado antes da hora. Tinha medo de morrer e não ver cumpridos na sua vida os propósitos de Deus. Tinha medo de levar para o túmulo seus sonhos, planos, potenciais, talentos e as promessas de Deus. Tinha medo de passar pela vida e ser somente uma promessa, nunca uma realidade, morrendo frustrado e triste.
            Estudando a biografia de Pedro, entendi isso, e veio ao meu coração esse livro/mensagem/devocional, que surgiu de uma série de ministrações feitas em nossa igreja, onde usamos a linha de raciocínio: Entre aquilo que Deus quer, e aqui que somos. Que isso possa lhe edificar espiritualmente, como edificados foram os que ouviram.

Trecho do livro ENTRE O QUE DEUS QUER E O QUE SOMOS, a ser lançado em breve pelo Pr. Josias Almeida, versando sobre como atingir o potencial que Deus nos reservou e não passar pela vida sem fazer história. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Conferencista Internacional


O conferencista internacional

Megalomania (Dicionário Houaiss) 

Acepções ■ substantivo feminino 1 Rubrica: psicopatologia. supervaloração mórbida de si mesmo; macromania 

2 Derivação: por extensão de sentido. predileção pelo grandioso ou majestoso; mania de grandeza 

3 Derivação: sentido figurado. ambição ou orgulho desmedidos 

É trivial piadas sobre "novos ricos". O senso comum indica que aqueles antes pobres que ficam ricos de uma hora para outra manifestam a breguice misturada com a arrogância. No meio evangélico também há os "novos ricos", ou melhor, as "celebridades instantâneas" que abraçam o brega com o orgulho. Não é somente no meio musical, mas principalmente na "indústria da pregação". Os púlpitos, que deveriam levar as palavras da cruz, servem como o palco dos pequenos egos. Vejamos: 

a) O conferencista internacional 

Talvez o meio evangélico seja o maior produtor de "conferencistas", ou seja, aja assunto importante para debater! Na verdade, qualquer pregador que grita como o Galvão Bueno na hora do gol é chamado de conferencista, mesmo sem nunca ter pisado em uma conferência de fato. Além disso, não conformados com títulos, como "pastor" ou "evangelista",  o megalomaníacos querem ser chamados de "conferencistas internacionais". Bobagem ou vaidade? As duas coisas. O sujeito prega na fronteira do Paraguai e já faz a autopropaganda de sua fama internacional. É muita besteira para descrever em pouco espaço. 

b) O reverendo doutor Fulano da Silva 

Quando alguém deve ser chamado de doutor? Apenas no ambiente acadêmico. É somente na academia que os títulos de pós-graduação fazem sentido e são necessários para identificar o padrão de uma aula ou conferência. Conheço vários doutores e não vejo nenhum deles ostentando tal título por aí. É somente na breguice de pregadores que compram diplomas falsos e que fazem questão de serem chamados "reverendos doutores" em qualquer circunstância. É simplesmente boçal. 

c) A terceirização do elogio 

Parece combinado ou talvez até seja. O pregador convidado enche o pastor local de elogios e o pastor local enche o pregador convidado de louvores. É uma babação de ovo sem fim. Cansa ouvir e ao mesmo tempo é constrangedor. Até parece conversa de deputados federais diante de uma entrevista na TV Câmara. Elogiar é parte de uma boa educação, mas tudo tem limite! Certamente que a cultura brasileira é viciada em tais bobagens. Essas atitudes mostram a mundanização do meio evangélico, mas lembrando que o fenômeno não é recente.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Para Pregadores sem Agenda


E prosseguiu Aimaás, filho de Zadoque, e disse a Joabe: Seja o que for deixa-me também correr após Cusi. E disse Joabe: Para que agora correrias tu, meu filho, pois não tens mensagem conveniente? Seja o que for, disse Aimaás, correrei. E Joabe lhe disse: Corre. E Aimaás correu pelo caminho da planície, e passou a Cusi. (II Sam. 18:22e23)

            Escrevi dias desses sobre a “Ingnorância” dos “Intinerantes”, e hoje volto a tocar nesse assunto tão polêmico, mas necessário hoje em dia, especialmente em ver o “calvário” que “pretensos” pregadores enfrentam para se projetarem no cenário evangélico.

Ao meditar na história de Aimaás, filho do sacerdote Zadoque, observamos isto. Um moço tentando abrir caminho a força, sem ter uma mensagem adequada para o momento, para entregar diante do rei Davi, que mais do que notícias da guerra, queria saber sobre seu filho Absalão.

Aimaás entendia de velocidade, era um bom maratonista, tanto que venceu a Cusi, o mensageiro verdadeiro na corrida, mas não entregou o que o rei queria e precisa ouvir naquela ocasião, e foi colocado de lado por Davi (II Sam.18:30). Esse é o fiel retrato hoje de muitos pregadores que reclamam de estarem encostados em suas igrejas, mas, será que eles tem uma mensagem conveniente?

Dias desses, convidei um pregador para pregar em nosso Culto do Amigo (uma reunião com um caráter mais evangelístico), e ele tentou de todas as formas promover um “avivamento”, com gritos, espancamento no púlpito, e mais línguas estranhas que línguas portuguesas. No final, não tivemos nenhuma conversão. Infelizmente, ele se tornou mais um Aimáas, que ficará encostado, pois preferirei o mensageiro Cusi da próxima vez.

Aimáas é um bom velocista, mas um péssimo mensageiro. Isso significa ter um bom marketing. E o pior, é que era filho do sacerdote Zadoque. Não dá para compreender como um homem criado à sombra do templo, conhecedor dos rituais e dogmas mosaicos, não tinha uma mensagem conveniente.

Há hoje muitas pessoas, que por serem filhos de fulano, ou neto do beltrano, acham que o acesso ao púlpito será facilitado, mas a pergunta continua: Tem eles uma mensagem conveniente para esse momento? Ou simplesmente vivem a sobra do sacerdote A ou B? Podem até num primeiro momento superarem o simples mensageiro Cusi, mas, por causa de suas mensagens inconvenientes, serão deixados de lado.

Meu amado leitor, não busque o púlpito ou o público a qualquer preço, sem ter uma mensagem. Se prepare. Ore. Leia a Bíblia. Medite nela.  Deus sempre dará um púlpito e um público a quem tem uma mensagem. Se você estiver sem púlpito e sem público (agenda), é por que está sem mensagem, ou não tem uma “mensagem conveniente” para entregar, ou sem um preparo suficiente para ser ouvido por alguém.

Que Deus te abençõe em Cristo!
Pr. Josias Almeida
01/10/2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A "Ingnorância" dos "Intinerantes"


Quando nasci meus pais já eram crentes, obreiros da casa de Deus. Cresci no evangelho, e tive o privilégio de jovem ainda ser chamado pelo Senhor para sua obra. Meus pais, sempre me orientaram e ensinaram os retos caminhos de Deus e desde cedo, aprendi que a igreja de Jesus está acima de tudo neste mundo. Ainda adolescente comecei a pregar e liderar os jovens de nossa igreja. Tinha muito entusiasmo e eloquência naturais, não obstante meus poucos conhecimentos bíblicos, mas fazia do meu fervor jovem, a tônica de minhas prédicas.
Aprendi muito cedo, que quem chama, garante e sustenta é Deus, e não precisamos muito de esforço humano para fazermos jús ao chamado do Senhor. Mas tenho visto estarrecido uma mudança perigosa e absurda para os padrões que Deus requer de nós.
Hoje, há um marketing desenfreado e estranho das pessoas, querendo abrir portas a força. Para tanto não poupam esforços, chegando a raias do absurdo para serem notadas e receberem assim convites, que lhes garanta agendas, que segundo eles, aumentarão seus curriculuns ministeriais. Sei de um desses pregadores que gasta em torno de 150 mil reais em anúncios em revistas, sites e rádios evangélicas que lhe garante uma super exposição de sua imagem. "Se não fizer isto serei esquecido", argumenta.
Isto infelizmente tem inflamado jovens, que até tem vocação ministerial, mas que ainda estão nas "fraldas", sem nenhuma bagagem ministerial, sem nenhum convívio com outras ovelhas, sem nenhuma orientação pastoral, sem nenhuma experiência espiritual, sem nenhum conhecimento teológico, partem em busca de um sonho, e não raras vezes acabam frustrados, pois muitos nem se firmaram profissionalmente e ficam sem suporte financeiro.
É no mínino estranho e perigoso a forma como procedem, se oferecendo a qualquer pastor e igrejas, para terem uma oportunidade em seus púlpitos, querendo míseras ofertas ou vender seu material.
É só eu estar em alguma reunião, que logo descobrem que sou pastor de igreja, e me "entopem" de DVDs, livros, apostilas, cartões de visitas e números de telefones desses pretensos itinerantes.
Dias desses, travei um diálogo até certo ponto ríspido com um desses personagens. Faço questão de reproduzir, preservando apenas o nome do "intenerante" para não expô-lo ao ridículo:

"Intinerante" diz:
Paz pastor. Um amigo meu me deu seu msn, e queria falar com o Senhor.

Pr. Josias Almeida diz:
Paz do Senhor meu irmão...

"Intinerante" diz:
Então, to indo ai em São Paulo o mês que vem e queria poder pregar em sua igreja, o senhor permite?

Pr. Josias Almeida diz:
Oh! meu amado, não sei quem é o irmão. e além do mais nossa igreja é constituída de bons pregadores, então não vejo necessidade de nesse momento trazer ninguém de fora, a não ser em uma festividade ou ocasiões especiais. Me desculpe...

"Intinerante" diz:
É isto que desanima a gente, pois sou um pregador e ninguém gosta de dar chance.

Pr. Josias Almeida diz:
Bem meu amado, se Deus é quem te chamou, no tempo certo Ele garante as portas abertas, não precisa o irmão ficar mendigando agendas.

"Intinerante" diz:
Poxa pastor, o senhor não entende que sou um intinerante (ele escreveu assim mesmo, e assim se intitula: "intinerante"), e dependo disso prá sobreviver? tenho uma família para cuidar e ninguém me ajuda.

Pr. Josias Almeida diz:
É por isso que te falo meu amado, com muito carinho e amor, não sacrifique a sua família assim. Arrume um emprego e cuide dela. No tempo certo, o Deus que te chamou irá prover meios para você viver só da obra. Enquanto isto, além de cuidar da sua família, ajude seu pastor, pregue na sua cidade mesmo, ganhe almas para o Reino que seu galardão virá do Senhor.

"Intinerante" diz:
Como, se nem meu pastor me ajuda? minha esposa fica pegando no meu pé para mim trabalhar, e Deus me disse no monte através de um vaso, que não posso me incomodar com isto, mas continuar sonhando.

Pr. Josias Almeida diz:
Cuidado meu querido irmão. Esse sonho pode virar um pesadelo. Volto a dizer, se Deus é quem te chamou, fique tranquilo que Ele mesmo te abrirá as portas necessárias sem você estar se expondo ao ridículo de se oferecer. Ministério é isto. Deus é quem chama e garante, sem necessidade de marketing. Ocupe-se em algo. Deus não chama desocupados.

"Intinerante" diz:
Já vi que o senhor é só mais um que não ajuda ninguém e naõ entende que a gente precisa de amigos para termos portas abertas.

Pr. Josias Almeida diz:
Meu filho, entenda, não sou contra seu ministério e nem sua chamada. Recebo convites também para pregar e viajo muito fazendo a obra de Deus, sem precisar forçar nada. Além do mais, me dê uma boa razão por que eu tenho que convidar você para pregar aqui sem te conhecer e sem saber sua origem e procedência?

Não tive resposta. Ele me bloqueou e excluiu do msn. Fazer o que né? Queira Deus ele consiga entender o que quis dizer a ele.

Hoje estava analisando e cheguei a seguinte conclusão: Itinerante é um termo perigoso. Vem da idéia de "Itinerário" ou viagem. Segundo os dicionários significa: Peregrino, andante. Que muda de endereço constantemente. Ex. circo. Que não tem paradeiro fixo. Que para de porto em porto, ou de cidade em cidade, ou de ponto em ponto. Podemos dizer que é sinônimo de nômade, que vive constantemente mudando de lugar; como por exemplo os ciganos. Acho que essas descrições não combinam com um pregador concordam?
Por isso, sempre que posso oriento um pregador a nunca mais dizer que é itinerante, mas sim "obreiro auxiliar". É diferente. Um obreiro auxiliar, tem uma igreja, tem um pastor, dizima, cuida da família, etc.
Tire suas próprias conclusões. Que Deus te abençõe.

Pr. Josias Almeida
18/08/11

Qual a Diferença Entre os Pastores e os Lobos?


Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam pelas vidas das ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos.
No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.Pastores buscam o bem de suas ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas.Pastores gostam de convívio; lobos gostam de reuniões. Pastores vivem a sombra da cruz; lobos vivem a sombra de holofotes.Pastores choram pelas suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorar. Pastores tem autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores. Pastores tem esposas; lobos têm co-adjuvantes.Pastores tem fraquezas; lobos são poderosos. Pastores olham nos olhos; lobos contam cabeças. Pastores apaziguam as ovelhas; lobos intrigam as ovelhas.Pastores tem senso de humor; lobos se levam a sério.Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade. Pastores tem amigos; lobos têm admiradores. Pastores se extasiam com mistério; lobos aplicam técnicas religiosas.Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem.Pastores vivem de salários; lobos enriquecem. Pastores ensinam com a vida; lobos pretendem ensinar com discursos.Pastores sabem orar no secreto; lobos só oram em público. Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem das ovelhas. Pastores são pessoas humanas; lobos são personagens religiosos caricatos.Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco. Pastores são apascentadores; lobos são marqueteiros.Pastores são servos humildes; lobos são chefes orgulhosos.Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.Pastores apontam para Cristo; lobos apontam para si mesmos e para a instituição. Pastores são usados por Deus; lobos usam as ovelhas em nome de Deus. Pastores falam da vida cotidiana; lobos discutem o sexo dos anjos.Pastores se deixam conhecer; lobos se distanciam e ninguém chega perto. Pastores sujam os pés nas estradas; lobos vivem em palácios e templos. Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam das ovelhas.Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem.Pastores conhecem, vivem e pregam a graça; lobos vivem sem a lei e pregam a lei.Pastores usam as escrituras como texto; lobos usam as escrituras como pretexto. Pastores se comprometem com o projeto do reino; lobos têm projetos pessoais. Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada.Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas; lobos perpetuam a infantilização das ovelhas. Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas; lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.Pastores confessam seus pecados; lobos expõem o pecado dos outros.Pastores pregam o Evangelho; lobos fazem propaganda do Evangelho.Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais.Pastores tem dons e talentos; lobos têm cargos e títulos. Pastores são transparentes; lobos têm agendas secretas. Pastores dirigem igrejas-comunidades; lobos dirigem igrejas-empresas.Pastores pastoreiam as ovelhas; lobos seduzem as ovelhas. Pastores trabalham em equipe; lobos são prima-donas. Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo; lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de interdependência; lobos aprisionam em vínculos de co-dependência. Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-los do aviso de Jesus Cristo.
*Guardai-vos dos falsos profetas, que vêem a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores*”. (Mateus 7:15)
(Revista Enfoque Gospel, janeiro 2006)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lições de Abraão, Sara e Agar


Texto: Gen.16


Introdução: Um episódio funesto. Uma pobre escrava que não tinha domínio sobre suas vontades e expectativas e que vivia apenas para agradar sua senhora, foi forçada a fazer algo que não estava no seu script: Deitar-se com Abraão e dar-lhe um filho, por ordem e orientação de sua senhora. Quais lições tiramos dessa estranha história?

1) Ninguém que desce ao Egito consegue voltar sem uma herança perigosa e sem seqüelas espirituais que levamos ao longo da vida. É bom lembrar que Agar era uma herança egípcia, do erro de Abraão cometido no cap. 12:10, quando o patriarca desce ao Egito sem autorização de Deus. Sempre quando saímos do alvo estabelecido por Deus adquirimos funestas heranças que nos custam um alto preço.

2) Ao sugerir a Abraão que se deitasse com Agar, Sara estava mostrando incredulidade em relação a promessa de Deus que eles seriam pais de uma grande nação, e tentou a seu modo ajudar ao Senhor. Deus despreza nossa ajuda, pois Ele é sempre Deus, independente de Nós. ELE transcende a nossa incapacidade. Deixa ELE ser Deus na sua vida.

3) Ao lermos o relato bíblico, entendemos Agar como vítima no processo todo, afinal, ela foi forçada a fazer algo fora de suas pretensões: Jovem ainda, deitar-se com um idoso e dar-lhe um filho, mas o versículo 4, nos mostra a escrava colocando “as asinhas” de fora, menosprezando sua senhora. Ninguém é tão vítima quanto tenta demonstrar e nem tem tanta razão como pensa ter.

4) Ao sentir a humilhação, Sara castiga Agar e, ela, vilipendiada em sua honra foge para o deserto. Quando o Anjo do Senhor a encontra, ordena que ela volte e se humilhe diante de Sara, mesmo ela tendo uma aparente razão (vs. 8 e 9). Independente de nossas razões, Deus prefere nossa humilhação.

5) A última lição que aprendemos, é que até nos nossos erros, Deus pode tirar lindos acertos. Vemos isto na promessa feita a Agar em relação ao futuro de Ismael seu futuro filho: “E ele será homem bravo; e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos” (Gen.16:12). É só vermos o significado do nome Ismael: “Deus está ouvindo”, para entendermos a beleza da promessa.

Pr. Josias Almeida
Mensagem ministrada no culto da Palavra.

A farsa sobre Jotinha. Porque ele não foi homenageado nas comemorações do Centenário da AD?


Por meio da verdadeira história dos hinos, cujo texto está publicado abaixo neste blog, e do resultado de uma investigação feita por várias pessoas, entre elas pastores, confirma-se que Jotinha e suas histórias podem se constituir numa farsa.

Na investigação verificou-se que os números do RG e CPF que constam na ficha cadastral do senhor José Rodrigues (Jotinha) na CGADB, sob o Nº 43.610, são os mesmos de José Rodrigues Ferreira cujos dados pessoais são os seguintes: nascido em 22 de junho de 1935, na cidade de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro, filho de Pedro Vicente Ferreira e Idalina Rodrigues Ferreira, divorciado em 1987 de Esmeralda da Silva Ferreira, cujo casamento aconteceu em 30/12/1961.

Conclui-se, então, que:

- José Rodrigues (Jotinha) é, na verdade, o senhor José Rodrigues Ferreira.

- José Rodrigues (Jotinha) não nasceu em Israel e nem é filho de judeus. Ele nasceu no Estado do Rio de Janeiro e seus pais são brasileiros.

- José Rodrigues (Jotinha) nasceu em 1935 e tem, portanto, 76 anos.

- José Rodrigues (Jotinha) não pode ter convivido com Gunnar Vingren, porque este morreu em 1933 na Suécia antes de Jotinha ter nascido. Com Daniel Berg, muitos irmãos antigos conviveram com ele porque este viveu no Brasil até 1962.

- José Rodrigues (Jotinha) não teve o tal encontro com a irmã Frida Vingren sobre o hino 126, embaixo de um pé de pitomba, porque Frida e Gunnar Vingren retornaram para a Suécia em 1932 (antes de Jotinha nascer) e nunca mais voltaram (Gunnar morreu em 1933 e Frida em 1940).

- José Rodrigues (Jotinha), diferentemente do que ele afirma, já foi casado e divorciou-se.

Obviamente, José Rodrigues (Jotinha) não poderia sequer ter menção nas comemorações do Centenário das Assembleias de Deus por apresentar uma história que já há algum tempo, pelos motivos expostos acima, tem-se evidenciado não ser verdadeira.

terça-feira, 14 de junho de 2011

As Vantagens de ser Amigo e os Privilégios de ser Filho

A Vantagem de Ser Amigo e o Privilégio de ser Filho
Luc.11:5ª13
Introdução: Na parábola do Amigo Importuno, Jesus apresenta duas situações que nos mostram a forma do Pai atender os seus. Na verdade esta parábola nos mostra dois grupos que pedem a Deus suas bênçãos. O primeiro vai do versículo 5ª10 e é chamado de amigos. O segundo vai dos versículos 10ª13 e são chamados de filhos, pois estão dentro de casa com o Pai. Os amigos tem vantagens, mas os filhos tem privilégios. Vejamos:
A Vantagem de ser Amigo
1)      Amigos não tem o privilégio de estar dentro de casa com os filhos, por isso são importunos. Ficam de fora pedindo por eles e por outros amigos (vs. 5e6)
2)      Procuram usufruir juntos das bênçãos que pediram: Veja que ele pede três pães. Uma pergunta, por que três se o socorro é apenas para um? No mínino iria usufruir também do alimento emprestado. Vivem de carona naquilo que as vezes intercede por outros. Te dou mas quero o troco. Vou orar, mas se Deus te der, lembre-se de mim.
3)      Amigos às vezes recebem coisas que Deus não quer dar. Vencem pela importunação. Ele não respeitou a vontade do amigo de naquele momento não querer levantar-se para atendê-lo (vs.8). Precisamos aprender a entender a vontade de Deus, de em determinado momento nos dizer não (Is.55:8) 
4)      Amigo quando acaba de pedir, e recebe, volta para sua casa sem interessar-se mais pelo doador. Vai atender seus interesses e seguir sua vida normal, até a próxima importunação.
5)      Pode ser até vantajoso ser amigo de Deus, pois as vezes são atendidos até primeiro que os filhos (Os filhos só foram atendidos depois pelo Pai). Mas isso não significa privilégio, pois até Judas foi chamado de amigo por Jesus (Mat.26:50)
O Privilégio de ser Filho
Ser filho demanda um alto privilégio, pois trata-se de usufruir de um direito que o amigo não tem:
1)      Vive dentro da casa com o Pai, sentindo sua real presença e vivendo e gozando de sua intimidade. Ouve sua voz, senta-se a mesa com Ele, etc.
2)      Os filhos nem sempre são atendidos primeiro, pois estão no repouso descansando com o Pai (Sal.37:7) e sabem que não necessitam de muito esforço nem importunação fora de hora para serem atendidos.
3)        Recebem do Pai exatamente como pedem, sem alterar uma vírgula da resposta de Deus:
a)      Ao invés de pedra, pão (nutritivo e macio)
b)      Ao invés de serpente peixe (saboroso e sem veneno)
c)      Ao invés de escorpião, ovo (produtivo sem ser traidor)
4)      Podem até andar distante, mas quando voltam o acesso é livre, pois nunca deixam de ser filhos (Luc.15:24).
Pr. Josias Almeida
10/06/2011