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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Conferencista Internacional


O conferencista internacional

Megalomania (Dicionário Houaiss) 

Acepções ■ substantivo feminino 1 Rubrica: psicopatologia. supervaloração mórbida de si mesmo; macromania 

2 Derivação: por extensão de sentido. predileção pelo grandioso ou majestoso; mania de grandeza 

3 Derivação: sentido figurado. ambição ou orgulho desmedidos 

É trivial piadas sobre "novos ricos". O senso comum indica que aqueles antes pobres que ficam ricos de uma hora para outra manifestam a breguice misturada com a arrogância. No meio evangélico também há os "novos ricos", ou melhor, as "celebridades instantâneas" que abraçam o brega com o orgulho. Não é somente no meio musical, mas principalmente na "indústria da pregação". Os púlpitos, que deveriam levar as palavras da cruz, servem como o palco dos pequenos egos. Vejamos: 

a) O conferencista internacional 

Talvez o meio evangélico seja o maior produtor de "conferencistas", ou seja, aja assunto importante para debater! Na verdade, qualquer pregador que grita como o Galvão Bueno na hora do gol é chamado de conferencista, mesmo sem nunca ter pisado em uma conferência de fato. Além disso, não conformados com títulos, como "pastor" ou "evangelista",  o megalomaníacos querem ser chamados de "conferencistas internacionais". Bobagem ou vaidade? As duas coisas. O sujeito prega na fronteira do Paraguai e já faz a autopropaganda de sua fama internacional. É muita besteira para descrever em pouco espaço. 

b) O reverendo doutor Fulano da Silva 

Quando alguém deve ser chamado de doutor? Apenas no ambiente acadêmico. É somente na academia que os títulos de pós-graduação fazem sentido e são necessários para identificar o padrão de uma aula ou conferência. Conheço vários doutores e não vejo nenhum deles ostentando tal título por aí. É somente na breguice de pregadores que compram diplomas falsos e que fazem questão de serem chamados "reverendos doutores" em qualquer circunstância. É simplesmente boçal. 

c) A terceirização do elogio 

Parece combinado ou talvez até seja. O pregador convidado enche o pastor local de elogios e o pastor local enche o pregador convidado de louvores. É uma babação de ovo sem fim. Cansa ouvir e ao mesmo tempo é constrangedor. Até parece conversa de deputados federais diante de uma entrevista na TV Câmara. Elogiar é parte de uma boa educação, mas tudo tem limite! Certamente que a cultura brasileira é viciada em tais bobagens. Essas atitudes mostram a mundanização do meio evangélico, mas lembrando que o fenômeno não é recente.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Para Pregadores sem Agenda


E prosseguiu Aimaás, filho de Zadoque, e disse a Joabe: Seja o que for deixa-me também correr após Cusi. E disse Joabe: Para que agora correrias tu, meu filho, pois não tens mensagem conveniente? Seja o que for, disse Aimaás, correrei. E Joabe lhe disse: Corre. E Aimaás correu pelo caminho da planície, e passou a Cusi. (II Sam. 18:22e23)

            Escrevi dias desses sobre a “Ingnorância” dos “Intinerantes”, e hoje volto a tocar nesse assunto tão polêmico, mas necessário hoje em dia, especialmente em ver o “calvário” que “pretensos” pregadores enfrentam para se projetarem no cenário evangélico.

Ao meditar na história de Aimaás, filho do sacerdote Zadoque, observamos isto. Um moço tentando abrir caminho a força, sem ter uma mensagem adequada para o momento, para entregar diante do rei Davi, que mais do que notícias da guerra, queria saber sobre seu filho Absalão.

Aimaás entendia de velocidade, era um bom maratonista, tanto que venceu a Cusi, o mensageiro verdadeiro na corrida, mas não entregou o que o rei queria e precisa ouvir naquela ocasião, e foi colocado de lado por Davi (II Sam.18:30). Esse é o fiel retrato hoje de muitos pregadores que reclamam de estarem encostados em suas igrejas, mas, será que eles tem uma mensagem conveniente?

Dias desses, convidei um pregador para pregar em nosso Culto do Amigo (uma reunião com um caráter mais evangelístico), e ele tentou de todas as formas promover um “avivamento”, com gritos, espancamento no púlpito, e mais línguas estranhas que línguas portuguesas. No final, não tivemos nenhuma conversão. Infelizmente, ele se tornou mais um Aimáas, que ficará encostado, pois preferirei o mensageiro Cusi da próxima vez.

Aimáas é um bom velocista, mas um péssimo mensageiro. Isso significa ter um bom marketing. E o pior, é que era filho do sacerdote Zadoque. Não dá para compreender como um homem criado à sombra do templo, conhecedor dos rituais e dogmas mosaicos, não tinha uma mensagem conveniente.

Há hoje muitas pessoas, que por serem filhos de fulano, ou neto do beltrano, acham que o acesso ao púlpito será facilitado, mas a pergunta continua: Tem eles uma mensagem conveniente para esse momento? Ou simplesmente vivem a sobra do sacerdote A ou B? Podem até num primeiro momento superarem o simples mensageiro Cusi, mas, por causa de suas mensagens inconvenientes, serão deixados de lado.

Meu amado leitor, não busque o púlpito ou o público a qualquer preço, sem ter uma mensagem. Se prepare. Ore. Leia a Bíblia. Medite nela.  Deus sempre dará um púlpito e um público a quem tem uma mensagem. Se você estiver sem púlpito e sem público (agenda), é por que está sem mensagem, ou não tem uma “mensagem conveniente” para entregar, ou sem um preparo suficiente para ser ouvido por alguém.

Que Deus te abençõe em Cristo!
Pr. Josias Almeida
01/10/2011