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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Deus Restituirá Nossos Prejuízos


II Rs. 4: 8ª10/8:1ª6

Introdução: Uma bela história. Uma mulher prestativa na causa do Senhor socorreu Eliseu, e acabou recebendo em sua vida lindas recompensas: Um filho, a ressurreição desse filho, o livramento de não morrer de fome, além da restituição das suas terras. As preciosas lições que esse texto ensina:

1)   Temos que ter discernimento para sabermos o lugar certo de investir. Ela reconheceu no profeta o terreno apropriado para a semeadura, mas não viu isso em Geazi (II Rs.4:8ª10). Geazi tornou-se “caroneiro” do profeta. Temos quatro tipos de solos onde semearmos: “beira do caminho”, “solo de pedras (sem preparo)”, “solo de espinhos” e “boa terra” (Mat.13)

2)  Quando nos abrimos a fazer para o Senhor, sem querer nada em troca, nos tornamos receptores de preciosas provisões. A Sunamita não reivindicou nada. Tudo o que fez foi por querer uma comunhão, não uma intervenção, apesar de o profeta lhe oferecer (4:12ª14.

3)    Não podemos aceitar facilmente a derrota e irmos a pessoa certa que poderá nos ajudar. Seu filho morre, e ela sai em busca do profeta, sem aceitar as intervenções de seu marido e de Geazi, que nada poderiam fazer aquela hora (4:23 e26).

4)   Ouvirmos a voz profética e obedecê-la sem questionamentos, aceitando até um possível prejuízo. Eliseu manda-a deixar tudo e viver peregrina em terra alheia, para escapar da fome. Imagine uma pessoa rica deixar tudo e aventurar-se na terra dos filisteus durante sete anos (8:1e2).

5)      Persistir em algo que julgamos já perdido, por entendermos que Deus não trabalha na faixa de prejuízos. Ela foi ao rei, enfrentando preconceitos e clamou por suas terras (8:3).

6)   Crer que todo o bem que fazemos um dia será lembrado. Geazi estava lá contando a história dela ao rei no momento em que ela chega (8:5e6).

Pr. Josias Almeida

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Entre o que Deus quer e o que Somos


            Um diamante bruto. Você já deve ter lido, ou ouvido essa expressão alguma vez. Esta frase indica pessoas talentosas, com grandes aptidões, mas precisando serem melhoradas, buriladas, ou lapidadas por alguém com tato e habilidades para isto.
            A verdade é que todos nós nascemos com esses recursos internos, que a princípio são  apenas desejos latentes mas ao longo do tempo vão aflorando. Recursos naturais que a Bíblia dá o nome de talentos. Alguns tem mais, podendo chegar a cinco, que é o potencial máximo de um ser humano, ou alguns menos, que podem chegar a apenas um, que é o nível mínimo de talento dado a uma pessoa, como nos mostra a parábola dos talentos, contada por Jesus (Mat. 25:15).
            Alguns, já cedo conseguem fazer estes talentos e recursos aflorarem. Talvez, devido a fatores e circunstâncias, ou ambiente de ajuda, ou até uma interferência divina. Outros só bem mais tarde conseguem capitalizar e canalizar o fluxo desses recursos para sua vida, ou outros são, que passam pela vida, morrem e nunca conseguem explorar o grande potencial dado por Deus.
            Muitos anos atrás fui convidado para pregar em uma igreja no sul de Minas Gerais, e quando estava no púlpito daquela igreja, ouvi o pastor convidar um jovem para cantar um hino. Confesso que me impressionou o timbre de voz do rapaz. Afinadíssimo e possuidor de uma unção poderosa, ele arrebatou a platéia com o louvor. Muitos foram às lágrimas naquele momento, e ainda sinto uma forte emoção quando me lembro daquela voz.
            Quando ele estava terminando de louvar, o pastor falou aos meus ouvidos:
            - Esse moço vai ser uma benção.
            Concordei solenemente com o pastor, tirando o lenço do bolso do paletó e enxugando as lágrimas que teimavam em descer, tamanha foi a comoção que tomou conta daquele ambiente, elevando consideravelmente a atmosfera espiritual.
            À poucos dias voltei a essa igreja. Já haviam se passado muitos anos desde aquele inesquecível culto. Era outro pastor, mas as pessoas eram praticamente as mesmas. Do púlpito, corri os olhos na nave do templo, tentando procurar rostos familiares, e foi ai que me veio à memória aquele rapaz que havia cantado maravilhosamente.
            Com algum sacrifício consegui identificá-lo. Ele estava lá. Agora bem mais gordo, um pouco calvo, segurando uma criança nos braços e abraçado a outra maior, que se sentava a seu lado. Havia mudado um pouco, mas tive a certeza que era ele, por uma pequena cicatriz que trazia no canto direito da boca.
            Alvoroçado, perguntei ao pastor:
            - Pastor, esse moço é um grande cantor não é? Disse, apontando para ele. E o que ouvi da boca do pastor, me fez pensar em muitas coisas e alterar um pouco o roteiro da mensagem daquela noite:
            - Esse moço vai ser uma benção.
            Ouvi a mesma frase sobre a mesma pessoa, de um obreiro diferente. Doze anos depois, ainda se conjugava no futuro o ministério, daquele, agora senhor. Quando será que ele seria essa benção? O que para muita gente significa esse conceito de “ser uma benção”? Por que muitas pessoas sempre são uma promessa e nunca se tornam realidade?
            Fui para a Bíblia, e vi um pedido preocupante do salmista: “Dizia eu: Deus meu, não me leves no meio dos meus dias...” (Sal.102:24). Ele orava temendo ser levado antes da hora. Tinha medo de morrer e não ver cumpridos na sua vida os propósitos de Deus. Tinha medo de levar para o túmulo seus sonhos, planos, potenciais, talentos e as promessas de Deus. Tinha medo de passar pela vida e ser somente uma promessa, nunca uma realidade, morrendo frustrado e triste.
            Estudando a biografia de Pedro, entendi isso, e veio ao meu coração esse livro/mensagem/devocional, que surgiu de uma série de ministrações feitas em nossa igreja, onde usamos a linha de raciocínio: Entre aquilo que Deus quer, e aqui que somos. Que isso possa lhe edificar espiritualmente, como edificados foram os que ouviram.

Trecho do livro ENTRE O QUE DEUS QUER E O QUE SOMOS, a ser lançado em breve pelo Pr. Josias Almeida, versando sobre como atingir o potencial que Deus nos reservou e não passar pela vida sem fazer história.