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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Culto ou Show?

Dias desses fui inquirido por um jovem em nossa igreja, que queria ir a um evento de lançamento do DVD de uma "famosa" cantora gospel. O problema é que no mesmo dia tinha culto de ensino em nossa igreja, e eu, placidamente o aconselhei a deixar de ir ao show, para cultuar a Deus naquela noite em nossa igreja. Ele então me perguntou qual era a diferença entre o "Show" e o culto. Vamos então as diferenças que naquele dia enumerei a ele:

1) No "show", o artista aparece. É o ator principal, o foco das atenções. No culto, Deus e a Sua Palavra são o centro. ELE aparece. ELE é quem precisa se manifestar (claro, estou falando de um verdadeiro culto cristão).

2) No "show", o artista acontece. Ele faz o show. Ele diz o que quer e como quer. No culto, Deus se revela. ELE diz como quer ser adorado, reverenciado. O culto precisa ser aceitável ao Senhor, segundo os critérios Dele.

3) No "show", há a preocupação com o número de participantes. Quanto mais gente é melhor o show. No culto, não há preocupação com o número de pessoas: "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome (disse Jesus), estou no meio deles". O importante é Deus ser o alvo da adoração naquele momento.

4) No "show", o interesse é puro entretenimento, gastam-se duas horas ou mais de alegria contagiante, com um tempo gostoso, divertido e movimentado. No culto, há uma busca de relacionamento com Deus e o próximo, e um recolhimento espiritual, onde ouvimos a Deus e fortalecemos nossa fé.

5) No "show", ao final da apresentação todos vão embora, acabou. A vida corre do mesmo jeito - (deixa a vida me levar, vida leva eu...), até o próximo show. No culto, há um encontro com Deus, que deixa marcas e faz a diferença. Um novo compromisso, um novo caminhar, uma aliança renovada, e um desejo de fazer a cada dia a vontade de Deus.

Posto isto, ele me questionou dizendo que lá também sentiria alegria, iria chorar e até mesmo falar em línguas estranhas, o que talvez não sentiria no culto daquela noite (visto que o culto de ensino é mais comedido). Eu então respondi que a presença de Deus buscada de forma errada, pode até nos trazer alegria para nós, mas nem sempre para o Senhor. E um culto verdadeiro, alegra primeiramente à Deus.

Prova bíblica foi no episódio da subida da arca para Jerusalém, em que Davi se alegrava perante o Senhor, pulando e dançando feliz, com instrumentos e tudo, mas Deus estava triste no céu, pela forma errada como a arca estava sendo conduzida, nos lombos de bois ao invés das costas de sacerdotes. Deus se irou e matou Uzá.

Culto é para alegrar a Deus e não aos homens. Quem quer alegrar a Deus vá ao culto, quem quer se alegrar e entristecer a Deus, vá a "shows".

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Para Mudar Uma História


Texto: Gen. 12

As vezes fico pensando em que Deus precisa para mudar a vida de um ser humano, potencializando-a e tornando-a uma vida de benção e profundidade. Vamos a algumas repostas/sugestões:

1) Deus precisa apenas de um segundo, pois ELE não está preso ao tempo, nem a quaisquer circunstâncias temporais. Apenas um toque, um abraço, um sorriso, um telefonema, uma viagem, um culto, uma Palavra Rhema, pode mudar tudo.

2) Deus precisa de agentes facilitadores do milagre, ou seu fluxo de agir. Antes de querer a benção, Deus pede que sejamos uma benção. Deus confrontou Abraão e lhe fez uma promessa grandiosa de benção, mas antes da benção, Deus ordenou: “Sê tu uma benção”.

3) Deus precisa de filhos, que saiam da “Zona de Conforto”, assumindo uma vida de riscos e até aparentes prejuízos, esperando e crendo, que logo mais virá a honra do Senhor.

4) Deus precisa de pessoas que deixem de lado o comodismo e a indiferença para com seu agir, e entrem na graça da dependência à Suas provisões e recompensas. Nós gostamos de ter nossos próprios meios de interdependência, e Deus gosta que confiemos no Seu santo nome: JEOVÁ-JIRÉ.

Isso é uma prévia do que ministraremos hoje, dia 10/09/12 as 20 Horas em nosso “Culto da Palavra”, em nossa igreja. Te espero lá.

domingo, 5 de agosto de 2012


Provedores Que Provêem 
Mat. 14:13ª21

Introdução: Jesus fez duas multiplicações de pães, e em cada uma delas ensinou aos discípulos lições especiais de provisão. Além de fazer deles agentes de milagres, pois nos dois, eles viram o milagre acontecer em suas próprias mãos (Mat.14:19, 15:36).

Frase: Entregue o pouco a quem pode de fato abençoá-lo e receberás de volta para seu sustento e para multiplicação pessoal.

1)  Jesus fez questão de começar por onde ninguém começaria (pelo deserto), para prestar uma homenagem a João Batista que havia acabado de morrer. A multidão foi atrás dele, reconhecendo que ele era o legítimo substituto.

2) Os discípulos queriam ver o que o Mestre faria em meio a escassez do deserto, e Jesus queria ver a solução que eles tinham. É fácil transferir para o Mestre uma solução que pode estar em nossas mãos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (14:17).

3) Juntando as duas multiplicações, dará exatos doze pães, o número de discípulos que tinha o Mestre. Os doze pães se multiplicaram por 19 cestos cheios. Isso se chama frutificação. Somos multiplicadores por excelência. Jesus nos quer assim.

4)      O agente multiplicador deve aprender alguns princípios:

a)   Passar pela mão de Jesus tudo o que vêm as nossas mãos primeiro,  antes de darmos a alguém. Ore pelas compras, roupas e alimentos. Consagre ao Senhor.

b)      Por em ordem a multidão faminta, assentando-os. Acalme os tumultos, rixas pessoais, os “privilégios” de filhos especiais, etc. 

d)    Não tenha medo de distribuir o que Deus te dá, pois receberás uma sobra abençoadora. Um cesto cheio de pão para cada um. A multidão irá embora alimentada, você ficará com as sobras.

5) Nunca esconda nenhum pão para você, pois poderá cortar o fluxo do milagre. Veio a segunda multiplicação, tinha mais pães (sete), menos pessoas (quatro mil homens) e a sobra foi menor, sete cestos, qual a razão?
Alguém escondeu no barco um pão, e só mais tarde anunciam isto (Mc.8:14), sendo repreendidos por Jesus. O Senhor não aceita que não confiemos em sua provisão:

a)  Repreendeu o povo que não acreditaram que o maná cairia todas as manhãs (Ex.16:18ª28). Ansiedade. Ativismo. Horas extras, roubos a Deus ( o pão nosso de cada dia).

b)   Cante enquanto o Senhor provê. Tome o exemplo dos pássaros, antes de receber o sustento, cantam. Deus os paga com alimentação (Mat.6:26).

c)   Os pássaros ocuparam nosso lugar original, cantam e recebem seu pagamento, enquanto que nós temos que louvar e, trabalhar arduamente.

APRENDA A OUVIR MAIS E MENOS



Texto: Marcos 10:46ª52

Introdução: Bartimeu era um cego que não via nada, mas era um excelente ouvinte, e aprendeu a ouvir e a discernir entre a multidão, as vozes.

1)      Ele ouviu que era Jesus (47). Como ele sabia que era Jesus que vinha, se nunca tinha ouvido a voz do Senhor? Certamente por que conhecia a voz de todo mundo que vinha ali, e ouviu uma voz diferente que, julgou ser a de Jesus. Ele começou a gritar desesperadamente tentando chamar a sua atenção.

2)      Ele foi repreendido pela voz da multidão que pedia para ele se calar, mas ele gritava mais. Só conseguia ouvir a voz do Mestre (48). Não tinha mais ouvidos para a multidão. Todas as vozes lhe eram estranhas a partir daquele momento. Somente a voz de Cristo lhe era familiar (Jo.10:5).


3)  Só volta a ouvir a multidão quando dizem para ele que Jesus o estava chamando. Só queria ouvir algo que lhe interessasse. Somente o que se relacionasse com o Mestre (49).

Conclusão: Temos que aprender a somente ouvir a voz do Senhor, pois a voz do povo não é, nunca foi e nunca a será a voz de Deus. Pelo contrário, se ouvisse o povo ele ficaria sem seu milagre e sua benção. Cuidado com vozes alheias. Só ouça a de Jesus.


Curados Para a Ceia


CURADOS PARA A CEIA
 
Texto: (Mat.15:29ª39)

Introdução: Uma multidão de pessoas doentes seguiu Jesus até ao monte onde Ele estava. Carentes de cura, libertação, vida. E Ele os curou.

1)      As pessoas que seguiam a Jesus eram imperfeitas, moralmente quebradas, espiritualmente desequilibradas e socialmente falidas. Mas ele mesmo dizia que os sãos não precisam de médicos. Eles foram levados aos pés de Jesus.

2)      É interessante notar que Jesus, antes de multiplicar os pães e peixes e manda-los comer, primeiro curou-os das doenças. Antes da Ceia, a cura.

3)      Curou os coxos: privado do movimento dos pés e pernas, cegos: privado da visão, mudo: privado da voz, aleijado: deficiente de qualquer membro do corpo.

 4)     Após curados, houve outro problema: Ir embora com três dias em jejum. 

a) Certamente ali havia pessoas que nunca tiveram uma boa refeição durante sua vida. Doente não tem bom apetite.

b)  Certamente desfaleceriam no caminho. Ficar sem a ceia é um perigo. Certamente haverá morte espiritual.

c)   Olha o caminho progressivo que Paulo revela de quem não come: “Por causa disso, há entre vós muitos fracos, doentes e muitos que dormem” (I Cor.11:30)

5)      Por isso, após sermos curados pelo Senhor, participaremos com muito prazer da Santa Ceia.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Na Encruzilhada com Deus


Quem era Jacó? Jacó era crente. Filho e neto de crente, descendente da tríplice aliança patriarcal. Porém um homem que levou mais da metade de sua vida, para entender os princípios divinos. Isaque seu pai, após casar-se com Rebeca, percebeu que ela era estéril, e quase que instantaneamente orou ao Senhor para que sua madre fosse aberta (talvez tivesse ficado sabendo do sofrimento de seus pais com o mesmo problema), e teve sua oração respondida.

Uma dupla benção alcançou-os, pois logo perceberam que duas crianças estavam à caminho. O problema foi que essas crianças transformaram o ventre de sara, num “ringue de boxe”: “E os filhos lutavam dentro dela…” (Gen.25:22a), o que a levou a perguntar a Deus o que era aquilo.

UMA ESTRANHA PROMESSA
Algo que causou profunda estranheza em Isaque e Rebeca, foi a promessa que Deus fez, estando as crianças ainda em gestação: “…e o maior servirá ao menor” (Gen.25:23). Qualquer pessoa daquele tempo sabia que o filho mais velho era o herdeiro natural do pai quanto as benesses da família, cabendo aos filhos mais novos obediência e submissão ao mais velho, mais aqui, Deus surpreende e inverte a ordem.
Por que Deus faz isso, não me pergunte, pois é impossível explicar essas escolhas divinas, apenas aceitá-la, afinal, depois que as crianças nasceram, mais confundido se podia ficar, pois enquanto o mais velho sempre revelou uma vocação incomum para o campo, algo extremamente necessário para um líder, o mais novo Jacó, sempre foi mais doméstico, ligado a sua mãe.

Quando “soa o gongo final”, da luta de ringue, nasce as duas crianças, dando a ligeira impressão que Esaú o mais velho levaria vantagem sobre Jacó, nascendo primeiro, mas o segundo mostrando uma persistência incomum, nasce, com a mão agarrada à seu calcanhar. A guerra estava apenas começando.
Jacó nasceu com a promessa que seria o herdeiro natural do seu pai Isaque: “…e o maior servirá ao menor”, por isso, não dá para entender o por que ele passou quase que uma vida inteira lutando por algo que mais cedo ou mais tarde cairia em suas mãos, era só descansar confiante que Deus cumpriria sua promessa, não precisava nem correr atrás.
Isso é um fiel retrato de pessoas que estão na igreja hoje, tentando “dar uma mãozinha a Deus”. Deus não precisa da sua ajuda para cumprir suas promessas, o que você tem feito é atrasar o processo do trabalhar divino. Descanse, sabendo que Ele é fiel em cumprir suas promessas, ainda que lhe pareça tardio.

UMA VIDA DE ENGANOS
Jacó, desde pequeno se mostrou um “hábil” negociador. Ninguém escapava de seus negócios escusos. Veremos mais a frente que até com Deus ele tentou negociar.
A vida se encarregou de separar os dois irmãos, pelo objetivo comum que tinham: o direito à primogenitura. Enquanto Esaú o mais velho crescia uma criança tranqüila, dado à caça no campo (um caipirão), Jacó era um garoto caseiro (um mimado mauricinho).
Talvez por isso, Jacó tenha herdado da mãe o gene da trapaça, pois foi ela quem tramou a falcatrua do engano no velho Isaque, como veremos mais à frente.
O primeiro engano de Jacó foi “um momento especial” para ele. Viu seu irmão sair para a caça, e resolveu apanhá-lo pelo estômago. Ficou a espreita com apenas a fumaça de um saboroso guisado de lentilhas, exatamente no caminho que Esaú passaria.
O simples pedido de seu irmão por um bocado de comida, foi o suficiente para Jacó colocar em prática seu plano de ação: “…Vende-me hoje a tua primogenitura” (Gen.25:31).
A proposta era simples, Jacó trocaria a comida pela primogenitura de Esaú.
O que poderia ser apenas uma brincadeira infantil (lembra-se quando criança de trocar figurinhas de álbuns com amiguinhos?), foi levado a sério pelo mundo espiritual, e não tratado como uma brincadeira, mas como uma profanação (Heb.12:16).
O destino estava traçado, enquanto Esaú continuaria com suas caçadas vespertinas, esperando o momento que Isaque seu pai lhe passaria a braçadeira de capitão, Jacó continuaria com sua vidinha familiar, aplicando seus golpezinhos, até que quem sabe assumisse a herança paterna.
O que talvez nenhum dos dois contasse, é que os céus levaram a sério o negócio fechado entre eles. Anjos foram testemunhas daquele momento trágico em que Esaú rejeitou a benção, transferindo-a impreterivelmente para Jacó.

DIREITOS DIVINOS X DIREITOS HUMANOS
Cabe aqui uma ressalva quanto a escolha divina. É difícil para nossa mente humana entender o por que Deus fez isso: Escolheu o mais novo ao invés do mais velho, escolheu um trapaceiro no lugar de um equilibrado. Uma escolha já traçada do ventre materno, pois antes mesmo que os dois nascessem Deus já havia feito sua escolha pessoal: “…Não foi Esaú irmão de Jacó? – disse o Senhor: todavia, amei a Jacó e aborreci a Esaú…” (Mal.1:2e3). Como podemos explicar que no ventre materno, Deus já havia amado um e se aborrecido de outro? Só podemos entender isto pela vontade soberana do Senhor. Coisas de Deus não se questionam, se aceitam.
Não estou com isso fazendo apologia da predestinação, que para mim, é uma farsa, estou apenas defendendo um direito divino de escolha para bênçãos específicas.
Se Deus não tivesse o direito de fazer estas coisas, não seria Deus. Seria apenas alguém refém do homem no tocante às premissas espirituais, um belo mordomo às nossas ordens. Ainda que Deus respeite o livre arbítrio do homem, está explicitado na Bíblia que os caminhos e pensamentos (é no plural mesmo) de Deus são mais elevados que os caminhos e pensamentos humanos (Is.55:9). É difícil de aceitar, mas se entendermos que Deus está no controle da situação, é melhor deixar com Ele, Ele sabe como fazer.

O MOMENTO FATAL
Chegamos ao momento decisivo do engano maior de Jacó, que influenciaria sua vida para sempre. Alertado pela mãe Rebeca que o pai Isaque havia feito um simples pedido à Esaú de um saboroso guisado (Jacó entendia de culinária, já tinha enganado o irmão uma vez com isso, e poderia usar o artifício de novo, agora com seu pai), para dar a seu irmão a primogenitura, os dois, mãe e filho, tramaram juntos um meio de tomar de Esaú a benção.

Enquanto Esaú saiu à caçada, Jacó preferiu os meios domésticos que era seu “habitat” comum. Preparou com a ajuda da mãe um cabrito, e levou-o ao pai, esperando a benção, aproveitando-se da cegueira de Isaque, e levou a primogenitura no lugar do irmão.
Tão logo acabou de sair, chega o irmão, esbaforido com a caça, preparando-a rapidamente, talvez quase não se agüentando de ansiedade, pelo momento especial que assumiria a condição de chefe maior da grande família, e receberia assim a tríplice aliança patriarcal.
Um dos nomes de Deus mais comum, autoproclamado por Ele mesmo é: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”, uma bela referência pessoal de Deus. Imaginemos se fosse ao contrário: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Esaú”, parece que não soaria tão bem…
Após enganar o pai e o irmão, atraindo sobre si a fúria de Esaú, Jacó é aconselhado a fugir, e sob o pretexto de buscar uma mulher fora de suas cercanias (mais um embuste de Rebeca, que considerou as moças locais como vulgares e enfadonhas – Será que eram mesmo?) (Gen.27:46), vai a Padã Arã, tentar a vida.

BANALIZANDO UM MOMENTO ESPECIAL
No caminho, ele tem um momento especial com Deus. Pela primeira vez na vida defronta-se com a divindade, algo que era comum ao seu avo Abraão e ao seu pai Isaque: Aparições teofânicas. Era só erigir um altar, e lá vinha Deus pessoalmente falar com eles.
Para Jacó era uma experiência nova, um contato maior com o Senhor de toda glória. Um momento assim, que poderia servir como marco para Jacó, em que ele vê os céus abertos, vê anjos descendo, vê uma escada da terra aos céus, e vê o próprio Deus no topo da escada, deveria ser um momento de triunfal adoração, um momento único na vida de qualquer ser humano.
Porém, nosso Jacozinho, vai na direção contrária, pois se aproveita desse momento, para negociar com o criador: “E Jacó fez um voto dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nessa viagem que faço, e me der pão para comer, e vestidos para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será meu Deus, e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”(Gen.28:20e21).

O voto de Jacó não era condizente com a realidade vivida, por que ter o Senhor como Deus, era a única opção que ele tinha, e dar o dízimo, não é questão de voto, é uma questão de obrigação perante as bênçãos do Senhor. Jacó não se emendava mesmo, era preciso algo bem mais forte, para mudar seus rumos, e esse algo viria na “Encruzilhada com Deus”.

FINALMENTE UM “ADVERSÁRIO” À ALTURA
Jacó tornou-se praticamente imbatível na arte do engano, ninguém era páreo para nosso “Jack”. Enganava com engenhosos artifícios, e seu arsenal de falcatruas era cada dia mais amplo, até que se encontrou com Labão seu sogro, um expert bem mais experiente nessa área.
O que me impressiona é que Labão era seu tio, irmão de Rebeca sua mãe. Será que o engano era um “mal de família”? Labão conseguiu enganar e sobrepujar Jacó pelo menos dez vezes (Gen.31:7), porque para todo Jacó, Deus sempre levanta um Labão.
E foi assim, de engano em engano, que Jacó casou-se com as duas filhas de Labão, recebendo ainda suas respectivas servas como concubinas, tendo doze filhos com elas. A verdade é que ele precisava mais do que nunca de uma restauração completa e total de sua vida, mas como conseguir?

Finalmente, num ato de coragem, ele abandona seu sogro e a terra em que morava, empreendendo viagem à antiga casa dos pais. Imagine seu coração como não vinha pelo caminho? Fugindo do sogro e com um medo terrível de seu irmão lesado, que com certeza, ainda não tinha aplacado sua ira em relação à ele.
Tentando agradar seu irmão, e, desconfiado de que não seria aceito por ele, enviou à frente vários presentes. Dividiu ainda sua família em duas partes, na intenção de pelo menos salvar uma parte se fosse atacado. Assim vinha ele, o peso dos seus pecados, e a dor de uma consciência culpada lhe afligia.

NA ENCRUZILHADA
Alta madrugada, Jacó espera sua família dormir, e pé ante pé, deixa o arraial. Desce até o vau de Jaboque, um rio bastante raso, e sozinho o atravessa, e começa afligir sua angustiada alma, numa oração dolorida a Deus. Foi nesse momento que sente alguém lhe tocar, mal tem tempo de virar-se, e é agarrado por esse alguém, iniciando uma violenta luta, em que sua própria vida estava em jogo. Quem sabe Jacó não imaginava ser seu próprio irmão? Afinal, no escuro não conseguia divisar ninguém.
O dia começa a raiar, logo o sol com seus benfazejos raios chegará, e Jacó, continua ali, lutando ferozmente com aquele ser, que já dá sinais de que começa a ser “vencido”. “…Não te deixarei ir, se me não abençoares”. Não tinha jeito, era uma batalha encarniçada, da qual Jacó não arredaria pé. “…Qual é o teu nome?”. Que pergunta profunda. Era como se Deus pedisse a Jacó uma confissão, e ao mesmo tempo lhe dissesse: “Você está numa encruzilhada. Até aqui Eu vim, não obstante todos os seus erros, mas agora não dá mais, ou você muda ou lhe deixo, não posso continuar no mesmo caminho que seguiste até agora”.
PS: Encruzilhada é uma rua que em certa altura se divide em duas, uma continua e outra dá uma guinada de 180 graus. Nela se toma uma decisão, ou continua estrada além, ou muda completamente o rumo.
Quando Deus lhe perguntou o nome, Ele queria muito mais que uma simples apresentação pessoal, Ele queria que Jacó apresentasse uma mudança radical (até o nome foi mudado), não dava mais para continuar. E foi ali que Deus transformou radicalmente Jacó.

O QUE ACONTECE NA ENCRUZILHADA?
Pelo menos duas coisas aconteceram à Jacó no vau de Jaboque, o lugar da encruzilhada com Deus:

Mudou seu nome 

Foi ali que Jacó deixou de ser Jacó (enganador, suplantador). Foi ali que o próprio Deus lhe colocou por nome Israel (aquele que lute e prevalece). É no Jaboque que deixamos de ter um nome forte humano, e recebemos um nome divino, é nesta bendita encruzilhada que Deus nos revela seu caráter santo e verdadeiro, destituindo-nos de todo o eu ou justiça própria. Quando perdemos nosso nome (identidade própria), recebemos uma identidade divina e espiritual.

Recebeu um sinal 

Ali também Deus tocou na juntura da coxa de Jacó, fazendo-o sair mancando da encruzilhada. Jacó agora era manco, não tinha mais a agilidade humana para correr, nem enganar ou trapacear ninguém. É assim que Deus faz conosco também, esse sinal é para nos humilharmos diante Dele e só Dele depender.


Trecho do livro GARIMPANDO DIAMANTES, do Pr. Josias Almeida, a ser lançado dia 08 de junho de 2012. Reserve já o seu pelo email: josiasalmeida33@hotmail.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Resolvendo O Problema da Solidão


Introdução: O sábio Salomão se ocupa neste texto com um discurso sobre a solidão humana, mostrando ela como um grave problema moderno.

Vamos abordá-la sob alguns aspectos:

1) Solidão Familiar (8)

O texto fala de um homem que só pensava em trabalhar, ganhar para si, sem ter herdeiros para repartir ou para prosseguir sua geração. A falta de herdeiros era um dos piores males em Israel, pois o herdeiro, era a continuação da história familiar. 

Jó perdeu seus dez herdeiros, Marta e Maria perderam Lázaro que era o provedor do lar. A Viúva de Naim perdeu seu único filho. 
Deus não quer a solidão do homem (Gen.2:18). 
A Bíblia nos mostra o valor de uma boa companhia: feminina (Prov.31:10ª31), Masculina (I Ped.3:8).

2) Falta de cooperação nos projetos da vida (9)

O vs fala de dividir nosso projeto de vida com alguém de nossa confiança. 
Daniel dividiu com seus companheiros o projeto para livrar a vida de todos e pediu suas ajudas (Dan.2:13ª19). 
Temos que nos ajudar como forma terapêutica de vida (Tg.5:16). 
Cooperação mútua nos ajuda a vencer inimigos (Ex.17:11ª13).

3) Falta de amigos que nos mantenham vivos (10)

Esse versículo fala de pessoas que nos mantenha de pé, com postura espiritual vencedora. 
A resposta do paralítico no Tanque de Betesda, mostra a sua solidão. Certamente até tinha alguém que o levasse até o Tanque, mas não tinha ninguém que o jogasse lá.

4) A Unidade que nos faz fortes (12)

A união do crente produz segundo o Salmo 133:

a) Óleo de azeite (unção)

b) Orvalho (vida produtiva)

c) Benção e Vida (Favores de Deus)

Nossa comunhão tem que ser horizontal (com os homem) e vertical (com Deus) (I Jo.4:20).